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23
Jun15

Acho que de todas as edições que o "Ídolos" já teve em Portugal só não segui uma. Deve ser o único programa de televisão (à exceção de séries e jogos de futebol) que me fazem querer ir para casa mais cedo para não perder nada. Farto-me de rir com os cromos nos castings e gosto de ir acompanhando a vida dos concorrentes que vão passando de fase em fase. Há três anos, em 2012, lembro-me de que era fã da Teresa Queirós, que considerava ter a voz mais bonita do programa — foi o que escrevi aqui e aqui. Curiosamente, o ano passado conhecemo-nos e ficámos amigos. É uma artista de alma cheia, que canta, representa e fotografa (foi a autora das fotos do genérico da primeira temporada do "True Detective" e conta histórias de pessoas que fotografa na rua na crónica que escreve para a NiT, que podem seguir aqui). Mas é, sobretudo, uma miúda porreira com quem se está muito bem a beber um copo numa esplanada e a falar de tudo e mais alguma coisa.

 

 

 

Luís Travassos

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Tenho percebido pelas redes sociais que tem uma legião de fãs, mas, sinceramente, não consigo entender porquê. Não gosto particularmente de o ouvir, não tem um timbre de voz de que goste particularmente, não o sinto como um animal de palco e acho sempre que as atuações dele são só mais ou menos, nunca muito convincentes. É daqueles candidatos que me perdem, que me fazem olhar para o telemóvel ou ir à casa de banho enquanto cantam. Não me agarra. Se calhar é uma coisa só minha, mas não acredito que vá muito longe. 

 

Paulo Sousa

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Basicamente, tudo o que disse da Mafalda Portela vale para o Paulo Sousa. Não me convenceu logo nas primeiras atuações, em que sempre o achei um candidato interessante, mas nunca me despertou muito a atenção. Voz regular, boa postura, boa presença, e com potencial. Mas não me fazia bater o coração. Só que na primeira gala arrasou completamente. Foi brilhante. O que fez ali mostrou que é um candidato fortíssimo com tudo o que é preciso para vencer o programa. É bonito, tem pinta, domina o palco, canta bem, sabe comunicar com o público e tem um ar de cantor pop, que é o que se procura no "Ídolos". Ou tem uma noite qualquer miserável, ou vai estar a discutir o primeiro lugar nos três últimos finalistas.

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publicado às 23:45

19
Jun15

O peso da crítica

por O Arrumadinho

As pessoas lidam muito mal com a crítica. Não estou a falar de gente com pouca capacidade de encaixe de cada vez que a criticam, estou mesmo a falar da crítica generalizada, a espaços, eventos, filmes, restaurantes. Sentem que quando alguém diz mal de uma coisa de que gostam o crítico as está a atacar a elas, e em vez de defenderem a sua causa apresentando os seus argumentos tratam de atacar o crítico de todas as formas, procurando rebaixá-lo, insultá-lo, esquecendo por completo a mensagem, a crítica, que é o que verdadeiramente importa.

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publicado às 22:20

17
Jun15

O estádio de Hitler

A um quilómetro de distância já se sente o peso do Estádio Olímpico de Berlim, onde se jogou a final da Champions. Quando ia no autocarro não conseguia deixar de pensar na história por detrás daquele monumento construído por Hitler entre 1933 e 1936 como demonstração do poderio nazi. O estádio foi a sede dos Jogos Olímpicos de 1936, dos mais marcantes de sempre, e recheados de episódios caricatos, tristes e de luta. Foi neste estádio que o negro Jesse Owens ergueu o punho de vitória com Hitler nas bancadas, uma forma de demonstrar a revolta contra o regime nazi que quis proibir a entrada de negros e judeus nos Jogos Olímpicos, e que só recuou depois de uma ameaça de vários países que garantiram que se Hitler não voltasse atrás na decisão iriam boicotar os Jogos. Foi também neste estádio que Hitler discursou muitas vezes aos alemães e era aqui que muitas vezes reunia 100 mil berlinenses para ouvir deles uma aclamação ao seu ego e ao regime nazi. 

Hoje, por fora, o Estádio Olímpico está praticamente igual ao que era em 1936. Na Segunda Guerra Mundial, as tropas aliadas pouparam o recinto aos bombardeamentos porque necessitavam do espaço para acolher feridos e, por isso, o estádio ficou intacto. Foi todo recuperado em 2004, perdeu 30 dos 100 mil lugares, mas, hoje, continua imponente. Foi de lá que vi o meu Barça despachar a Juventus por 3-1.

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 Tenho muito orgulho nesta minha foto do imponente e histórico Estádio Olímpico de Berlim

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Fiquei mesmo ao lado da claque do meu Barça — foi incrível 

Passear que é bom, nada

Com isto tudo, não me sobrou tempo nenhum para passear por Belim, para conhecer melhor a cidade, para ir aos mil e um sítios a que queria mesmo ir. Andei dois dias a recolher dicas, a ler coisas, a fazer planos, para depois ter apenas a manhã de domingo para andar pela cidade (tinha de sair do hotel no domingo às 12h45). 

Acordei bem cedo e às 8 horas já estava a apanhar um táxi para a zona leste, a antiga Berlim Oriental. Comecei em Alaxanderplatz e vim a pé até à parte ocidental. Passei pelo resto do muro que dividia a cidade, andei pelas ruas sem destino, apenas a conhecer, a tentar perder-me de propósito, e sem mapa, porque muitas vezes é assim que se encontram coisas magníficas. Não consegui ir ao portão de Brandemburgo, mas senti um pouco do que é Berlim, da vida, da história, do peso da cidade. É incrível como se percebe tão facilmente se estamos na zona Este ou Oeste, mesmo 25 anos depois da queda do muro. Claro, soube-me a muito pouco. É uma cidade a voltar, com calma, paciência e sobretudo tempo.

Esta viagem foi feita a convite da Nike.

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publicado às 21:41

17
Jun15

E agora na relva

No dia seguinte, logo às 8 da manhã, já estava no autocarro para mais uma experiência. Agora, fomos todos para os arredores de Berlim, para o estádio do Union Berlin, uma equipa dos distritais, mas com um campo que faz inveja algumas equipas da primeira liga. Encaminharam-nos para os balneários, uma vez mais tínhamos um equipamento personalizado à espera e desta vez as botas Hypervenom II, o modelo para relva, igual ao que Neymar estreou na final da Champions, que se jogou nesse dia, à noite.

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 Uma vez mais, dividiram os 45 jornalistas de todos o mundo por equipas (agora foram três equipas, de 15 elementos cada) e fizemos um treino completo: exercícios com bola, passes, remates, fintas e, no final, um mini-torneio, com dois jogos de 30 minutos cada. A ideia era testarmos as botas novas. Podem ler aqui a crítica que escrevi a este modelo no texto que fiz para a NiT.

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Antes de nos irmos embora, ainda tivemos o privilégio de trocar umas bolas e umas palavras com dois craques: o espanhol Thiago Alcântara (que está comigo na foto em baixo), que joga no Bayern Munique, e o alemão Mário Gomez, da Fiorentina. 

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Eu e o Thiago Alcântara, do Bayern Munique 

 

Depois dos banhos e essas coisas, voltámos ao autocarro mas desta vez para uma viagem curta, de 5 minutos, até um porto. À nossa espera, no rio Spree, estava um barco para nos levar de volta a Berlim. A viagem foi de relaxe, com um DJ a passar música, um chef a grelhar carnes, salsichas e salmão e empregados a servirem bebidas. Foram duas horas maravilhosas. Chegar a Berlim de barco é maravilhoso, sobretudo a um fim de semana, e para mais num dia em que estavam mais de 30 graus. Havia milhares de pessoas na rua, junto ao rio, a ler, a apanhar sol, a tomar banho no rio, a velejar, a beber uns copos, a conversar. Passámos junto a um dos maiores pedaços do muro, que se mantém de pé naquela zona e é atração turística, passámos por cafés, restaurantes, parques, uma viagem daquelas que não se esquecem. Desembarcámos e não houve tempo para muito mais: ir ao hotel, descansar 20 minutos e partir para o estádio.

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 Ao longo do rio, vi dezenas destas espécies de jangadas com pessoal a apanhar sol

 

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Em Berlim, sê berlinense: a beber uma cerveja de cereja 

 

Mais tarde podem ler a terceira e última parte desta aventura por Berlim.

A viagem foi feita a convite da Nike.

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publicado às 15:34

17
Jun15

— Tenho um convite para te fazer.

— Força.

— Queres ir até Berlim assistir à final da Champions?

Não são muitas as conversas que começam assim ao longo da nossa vida. Mas foi exatamente assim a que tive, há algumas semanas, com um responsável de comunicação da Nike. A marca desafiou-me para ir até Berlim ver a final da Champions, mas também para participar numa experiência global de futebol, que incluíu o lançamento das novas botas Hypervenom X (para futebol de rua ou pavilhão) e Hypervenom II (para relva). Quando digo experiência total quero mesmo dizer experiência total. Não fui lá só para ver e ouvir, fui sobretudo para experimentar, testar, entrar em campo, subir ao relvado, andar no meio de alguns dos melhores do mundo. E só posso dizer que a coisa foi incrível. A todos os níveis.

Tudo nesta viagem foi a 200 à hora. Cheguei a Berlim na sexta-feira e já tinha um motorista à espera para me levar para o hotel. Assim que cheguei, e ainda antes de fazer o check-in, já a superprofissional Cristina Gutierrez, da Nike, me estava a dizer que tinha 10 minutos para levar a mala ao quarto e voltar ao lóbi, porque íamos sair para o primeiro desafio do dia.

A Nike Arena Football

Cheguei ao quarto e já tinha uns ténis Nike novos à minha espera e uma T-shirt, não fosse eu distrair-me e aparecer no evento com marcas da concorrência. Desci ao lóbi e fomos até ao centro de Berlim, perto do zoo, onde estava montada a Nike Football Arena. À espera dos jornalistas estava Nathan VanHook, o diretor de design de ténis de competição da Nike. Foi ele quem nos explicou tudo sobre as novas botas Hypervenom X, o modelo de futebol de rua (podem ler aqui a crítica que escrevi às botas na NiT). Depois da apresentação, fomos encaminhados para um balneário onde nos foi entregue um equipamento completo e um par de botas para testarmos. Depois, subimos à arena, que tem metade do tamanho de um campo de futebol de 5 e balizas pequenas, tipo hóquei em patins. A ideia era fazermos equipas de três e jogarmos uns contra os outros. Ali estive eu durante quase uma hora, tipo puto, a jogar contra os outros jornalistas de todos os pontos do mundo (americanos, coreanos, franceses, italianos, espanhóis, brasileiros). 

O treino acabou, os coxos (nós) saíram e entraram os craques. Começou logo depois um torneio a sério de Football X, um conceito de futebol de rua apoiado pela Nike e em crescimento em todo o mundo. Equipas de vários países defrontaram-se em eliminatórias até à final. Ganharam os sérvios Balkan Blacks, que jogavam que se fartavam. Pelo meio, antes da final, ainda assisti a um maravilhoso show de bola de uns putos franceses que faziam acrobacias com a bola e davam toques de todas as maneiras e feitios (podem ver um vídeo que fiz na minha conta de Instagram). Quando o jogo terminou, subiu à Arena o enorme Ronaldo "O Fenómeno". Aqui, o enorme não é por acaso. O homem está gordo, mas continua a movimentar multidões à volta dele. Milhares de pessoas tentaram tirar uma fotografia ao brasileiro, que, rodeado de uns 10 seguranças, lá conseguiu entrar e sair sem grandes problemas. Eu lá consegui a minha foto.

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 Estive a um metro do Ronaldo "O Fenómeno"

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A testar as novas Nike Hypervenom X na Arena Football X de Berlim

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Os dois modelos das Hypervenom X, em preto e cinza, para rua e areia/sintético

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Mais daqui a pouco podem ler o resto da minha aventura por Berlim.

A viagem foi feita a convite da Nike.

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publicado às 09:28



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