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01
Abr14

Ai é "incha"?

por O Arrumadinho

Pois que já sairam os resultados oficiais da Corrida do Benfica e a Team O Arrumadinho saiu derrotado no duelo frente ao Team A Pipoca Mais Doce. A diferença não foi muito grande - perto de 15 minutos - o que me dá uma garantia: SE EU TIVESSE CORRIDO AO MEU RITMO TERÍAMOS GANHO!

Ou seja, a vitória do adversário só se ficou a dever à minha solidariedade conjugal e não unicamente ao mérito do adversário.

Queria só deixar uma palavra ao enorme Pedro Bravo, da minha equipa, que fez a distância em 35´58'', um tempo do caraças, que o deixou à beira de entrar nos 100 primeiros classificados. Se alguém não merecia perder era ele. Por isso, Pedro, desculpa lá esta derrota, tão injusta para ti. E obrigado pelo teu esforço, que sei que foi grande.

 

Quanto à menina Pipoca, que me brindou com um "incha!", só veio revelar o seu mau ganhar, nada que me surpreenda. 

Para a próxima, já sabes, vais a penar sozinha à chuva.

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publicado às 12:44

31
Mar14

Ontem, tal como havia dito aqui no blogue, juntei o meu Team de leitores na 9.ª Corrida do Benfica. A ideia era a de, juntos, derrotarmos o Team A Pipoca Mais Doce. também ele composto por leitores. O ponto de encontro foi junto à estátua do Eusébio, uma hora antes da partida, quando já caíam umas gotinhas pouco simpáticas (ahaha!, quem me dera que tivessem continuado até final da prova - mas já lá vamos).

 

Juntámos as duas equipas, fomos até ao Colombo, distribuímos equipamentos, preparámos estratégias e lá fomos nós. Recordo que, por decisão minha, e para equilibrar as equipas, decidi fazer a prova ao mesmo ritmo que a minha mulher, puxando por ela. Assim, a vitória nesta mini-competição seria decidida unicamente pelos leitores dos dois blogues: dois meninos e duas meninas de cada lado.

Pelas conversas antes de começar a corrida percebi logo que, do lado dela, havia pelo menos três craques, malta para fazer a prova abaixo dos 50 minutos. Ainda assim, acreditei sempre nos meus meus. 

 

Partimos cá bem de trás e lá fui eu a dar a estratégia à minha mulher, que ia correr pela segunda vez na vida uma prova de 10 km. Connosco foi a nossa amiga Andreia Vale, uma adepta de corridas que faz mais provas do que treino, mas que tem boas pernas e bom coração.

Sabia que para baixar dos 60 minutos teria de impor um ritmo a rondar os 6'00, muito mais rápido que ela habitualmente corre (7'00/7'15''). Começámos devagar e fui explicando que, idealmente, as corridas fazem-se sempre de trás para a frente, como dizem os corredores, o que, na prática, quer dizer que o início deve ser mais lento e a segunda metade da prova mais rápida. Foi isso que tentei fazer. Fui dando dicas de corrida, para abrirem um pouco a passada, reduzirem a oscilação vertical (impulsionar o corpo para a frente e não para cima), controlarem bem a respiração, reduzirem o ritmo nas subidas e compensarem nas descidas, relaxarem os ombros e o pescoço, entre outras coisas. Não fosse a chuva que passou de ligeira a torrencial e a coisa até se tinha feito muito bem. O passeio foi giro e gostei de, pela primeira vez, ter corrida sem qualquer tipo de preocupação de tempo, unicamente como acompanhante (se bem que a pressão do tempo, a adrenalina de ir nos limites é mais a minha onda). 

 

A meio da prova percebi que não conseguiriamos baixar dos 60 minutos, mas terminaríamos a prova tranquilamente. Embora eu fosse tentando puxar pelas miúdas elas não me obedeciam, com medo de rebentarem uns metros mais à frente. Mesmo quando tentava aumentar ligeiramente o ritmo elas não respondiam e começavam a ficar para trás. Já depois da corrida expliquei-lhes que se elas nunca quiserem aventurar-se para lá dos limites delas nunca irão conseguir evoluir, e irão sempre fazer mais ou menos os mesmos tempos, já que só puxando pelo corpo para lá daquilo que achamos que é o nosso máximo alcançamos a superação. E uma coisa é verdade: o nosso corpo aguenta muito mais do que aquilo que nós achamos. O bloqueio, muitas vezes, está apenas na cabeça, e esse é o maior obstáculo.

 

Passámos aos 10 km em 1h05m, e chegámos à meta (nos 10,3 km) com 1h07m. Não foi brilhante, mas mesmo assim consegui que a minha mulher baixasse 5 minutos ao seu recorde na distância, que é de 1h12m.

Terminei a prova com um ritmo cardíaco médio de 136 batidas por minuto, quando normalmente ando pelas 180, ou seja, o meu nível de esforço foi quase nulo. Mas também com uma maratona a uma semana de distância não podia puxar muito por mim.

 

Agora, a grande pergunta é: mas quem é que ganhou o desafio de blogues? Pois, ainda não sabemos. Mas pelas informações não oficiais que fomos recebendo tenho cá a impressão que a vitória foi para o blogue da Pipoca. É o que dá eu armar-me em bom samaritano.

Logo que haja resultados oficiais anuncio o vencedor.

 

O TEAM O ARRUMADINHO

 

Os meus colegas de equipa: Pedro Martins, Pedro Bravo, Soraia Vitoriano e Marline Furtado. A todos, muito obrigado pelo esforço. Até haver resultados oficiais, não vamos deixar de acreditar, ouviram?

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publicado às 10:44

26
Mar14

O bichinho da bicicleta

por O Arrumadinho

Na semana passada, por razões profissionais, passei um dia na Serra da Estrela a fazer uma reportagem (quando estiver para sair em aviso). Pelo meio, peguei numa bicicleta e tentei ir da Covilhã ao alto da Torre, ou seja, tentei trepar os 20 km da Serra e chegar ao ponto mais alto de Portugal Continental, coisa que nunca tinha feito (de bicicleta). Quando revelar tudo, saberão como é que a história acabou.

 

Mas o que queria aqui falar era do bichinho que votou a nascer cá dentro e que me puxou para a bicicleta. Há dois anos, quando trabalhava e vivia na zona das Avenidas Novas, ia todos os dias para a redacção na minha velhinha bicicleta de ciclismo, que me foi oferecida pelo meu sogro, antigo ciclista. A bicicleta, de 1980, precisou de uma intervenção jeitosa e ficou mesmo gira, mas desde que a revista onde trabalho se mudou para Benfica deixei de conseguir usá-la para vir trabalhar. Não é que fique assim tão longe de minha casa, mas, simplesmente, e nesta fase da vida, é impraticável. Há miúdos para ir deixar em pontos diferentes da cidade, há horários para cumprir, e não há um balneário na minha redacção onde possa tomar um banho, já que se viesse de bicicleta chegaria ao emprego todo suado, o que não é fixe para mim nem para quem trabalha ao meu lado.

 

Ainda assim, e depois deste trabalho, voltei a ter vontade de pegar na bicicleta. Mas não o quero fazer sozinho. A minha ideia é a de que, agora com o bom tempo, possa pegar na mulher e nos filhos e levá-los a passear de bicicleta. Ou seja, a minha, de estrada, com rodas fininhas, sem amortecedores, e com apenas duas mudanças (e um problema sem solução no sistema de mudanças), é muito pouco prática para estes passeios, que vejo poderem acontecer em zonas como Belém, Parque das Nações, jardins, etc., ou seja, onde o piso não é totalmente liso. Isto tudo significa que ando a pensar em comprar uma bicicleta de BTT. 

 

A que usei na Serra da Estrela, uma Scott, em carbono, era espectacular, mas era emprestada. Nos últimos dias tenho andado a ver coisas, novas e em segunda mão, mas tenho um problema: não percebo grande coisa de bicicletas BTT, por isso, não faço ideia do que é que pode ser melhor ou pior, ou porque é que uma bicicleta pode custar 3 mil euros e outra 300, quando as duas, assim à primeira vista, me parecem muito parecidas. Faço, assim, um pedido de ajuda à malta entendida: o que é que me recomendam? Marca? Modelo? Características.

Eu digo exactamente o que pretendo:

Uma bicicleta que me permita passeios ligeiros, em família, mas que também me sirva para me aventurar em treinos longos, de 40, 50 km, com subidas a serras, desafios um pouco mais exigentes. Não quero uma bicicleta de mato, nem para entrar em competições, quero uma que seja muito boa para estrada, que é sobretudo onde a irei usar, mas que também esteja preparada para terrenos mais acidentados, com areia, com empedrado, etc.. 

Há por aí craques do BTT que me ajudem? E, já agora, podem deixar-me links nos comentários com coisas que possa encontrar em lojas ou sites em segunda mão? 

Agradecido.

Deixo-vos aqui uma foto da minha bicicleta actual, a que foi do meu sogro, e que eu recuperei há três anos. Até lhe dei um nome: Agostinha (em homenagem ao grande Joaquim Agostinho).

 

 

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publicado às 10:13

25
Mar14

E a maratona aqui tão perto

por O Arrumadinho

Tal como tem acontecido desde o dia em que decidi correr a Maratona de Paris (Schneider Electric Maratona de Paris 2014), voltei a não conseguir ter o tempo que desejava para treinar como deve ser. A semana que passou deveria ter sido a última com treinos mais longos, intensos e puxados, mas não fui capaz de tirar quatro horas consecutivas para ir correr, e fazer um treino ali entre os 22 e os 28 km. Fiz corridas mais curtas, fiz a meia-maratona, fiz umas séries, treinei subidas, fiz um treino intenso de montanha em bicicleta, mas sinto que fiquei muito longe da rotina diária necessária para enfrentar a maratona.

 

Esta semana, como sempre, tinha decidido que iria mudar isso, e dedicar-me todos os dias um pouco mais, mas sem forçar muito, já que faltam menos de duas semanas para a corrida, mas uma vez mais as coisas têm sido complicadas.

 

Quando me inscrevi na prova, tinha como objectivo terminar abaixo das 4 horas. Começo agora a perceber que vou ter de baixar a fasquia e dar-me por feliz se a terminar. Tenho a certeza que a emoção do dia da corrida, que o apoio das milhares e milhares de pessoas que puxam pelos 40 mil corredores me vão dar força e determinação para não desistir, e também sei que quando cortar a meta sentir-me-ei realizado, mas, sinceramente, gostava de conseguir melhorar os registos que tenho nas duas maratonas anteriores, em 2012 (4h19) e 2013 (4h21).

 

Esta semana, quando olhava para o calendário e planeava os treinos, recebi um mail da Schneider Electric, a patrocinadora da prova, a falar sobre como deveria ser o comportamento dos atletas nas duas semanas finais. E a palavra que mais li foi "descanso". A ideia era: o trabalho mais duro já está feito, a preparação feita, agora, é gerir e descansar. Gerir? Descansar? Mas o meu trabalho ainda não está feito. Está longe de estar feito! Pronto, mas a verdade é que não há muito mais que possa fazer. É tentar correr o que posso, dentro dos limites de tempo que tenho, e acreditar que as pernas vão aguentar. E vão. Aguentam sempre.

 

 

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publicado às 17:25

25
Mar14

Onde anda o Pepe?

por O Arrumadinho

Recebi há dias um apelo (que só agora vi, peço desculpa) da leitora Rita Rodrigues que me pede ajuda para encontrar o seu melhor amigo, um dos amores da sua vida e um elemento muito importante da sua família, e que está desaparecido: o Pepe.

 

O Pepe é um pequeno Yorkshire, tem 1 ano e meio e foi visto pela última vez perto do Aquário Vasco da Gama, em Lisboa, bastante assustado com o barulho do comboio. Várias pessoas tentaram, nesse dia, apanhá-lo, mas o Pepe fugiu e nunca mais foi visto.

 

Se alguém viu o bicho, conhece quem o tenha visto, ouviu falar de uma pessoa que encontrou um Yorkshire, contactem a Rita.

O mail dela é o ritarodrigues78@gmail.com.

 

Ela agradece de coração, e eu também.

Se este apelo não vos comove, vejam as fotos do Pepe.

 

 

 

 

 

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publicado às 17:04



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