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31
Ago14

Acabei de chegar a casa vindo de mais um dérbi e, pela primeira vez em muitos, muitos anos, não cheguei feliz pela vitória. Sinceramente, não me lembro muito bem da última vez que o Sporting nos ganhou na Luz para o campeonato, nem sequer estou bem recordado do último golo que havia marcado em nossa casa. Mas desta vez foi quase tudo diferente, o jogo, o resultado, a atitute, tudo.

 

 

 

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publicado às 22:21

29
Ago14

A minha rotina na Fnac*

por O Arrumadinho

 Talvez por deixar lá sensivelmente metade do ordenado por mês, a FNAC desafiou-me para mostrar aos meus leitores como é uma visita minha à loja que frequento mais vezes. A coisa teria pouca graça em formato de texto, por isso, usei a máquina com que filmo as minhas corridas, a AEE MagiCam S70, com um suporte de peito, para fazer um pequeno vídeo.

 

Escolhi a FNAC do Chiado porque é a minha preferida e porque é aquela a que vou mais vezes. A minha rotina é quase sempre esta.

Vão perceber que no final levo para casa a Estante, a nova revista da Fnac dedicada a livros. É feita por muitos colegas meus jornalistas, vários deles meus ex-colegas em revistas e jornais, e tem uma qualidade gráfica, editorial e de papel muito acima da média. Se ainda não leram, e gostam de livros, deixo a sugestão. 

 

 

* A montagem deste vídeo é da exclusiva responsabilidade da FNAC

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publicado às 11:23

Estava lá no Estádio da Luz, em 2008, quando o Belenenses nos visitou com Jesus no banco azul e um miúdo a mandar no meio-campo, e que se dizia que no ano seguinte seria nosso. Foi nele que pus os olhos o tempo todo, já para tentar perceber o que aí vinha. Chamava-se Ruben Amorim, já jogava nas seleções jovens e tinha pinta de líder.

Chegou à Luz ainda tímido, metido numa equipa de transição, ainda com alguns rapazes que nunca provaram ter qualidade para vestir a nossa camisola (Moretto, Bynia, Yebda, Balboa) mas já com algumas das figuras que nos levaram ao título no ano seguinte (Aimar, David Luiz, Di Maria, Carlos Martins). Depois havia o Ruben, que, sempre discreto, mas competente, foi agarrando um lugar na equipa onde quer que fosse preciso, ora no meio-campo, ora na defesa, mas sempre com a mesma entrega. Era isso que eu mais admirava nele, a forma como fazia sempre tudo como se aquela fosse a última oportunidade que estava a ter para mostrar o seu valor. Mostrava-o, mostrava-o em todos os minutos, mesmo que muita gente insistisse em não ver.

 

Não sei ao certo quantos jogos é que o Ruben fez naquele ano, mas foram muitos, e ainda bem. 

Depois, veio o ano da glória, da equipa de sonho, com os mesmos David Luiz, Di Maria e Aimar, mas ainda mais com Ramires, Javi Garcia, Saviola, Coentrão. Amorim voltou a fazer o que sempre fez: a jogar onde era preciso, quando era preciso, com o espírito do ano anterior. Só que nesse ano começaram as lesões, as paragens retiraram-no da equipa, das rotinas de jogo, e as oportunidades foram sendo menos. Foi importante no título, mas podia ter sido muito mais.

No ano seguinte acabou por ser emprestado ao Braga. Foi então que percebi que o Amorim não jogava à Benfica só quando estava no Benfica, jogava à Benfica porque ele só sabe jogar à Benfica, mesmo que tenha outro escudo na camisola. Foi por isso que continuou a ir à seleção e foi também por isso que ganhou o direito de voltar ao Benfica. 

 

O ano passado, e com apenas dois ou três jogos, todos tínhamos percebido que aquele miúdo que chegara à Luz uns anos antes era agora um adulto com cabeça de capitão, com espírito de patrão, com atitude de um verdadeiro benfiquista. Estava mais rápido, mais ágil, mais forte, mais cerebral. Só que uma vez mais acabou por ser atirado para fora do jogo por uma lesão. Perdemo-lo durante uns meses, mas ficámos com a certeza de que, como sempre, ele voltaria, e voltaria com a força e a garra de sempre.

 

Voltou, guiou-nos na fase mais importante do ano, esteve lá em todos os momentos em que precisámos dele, pôs as mãos em todas as taças que ganhámos, deixou a marca que só ele tem naquela equipa. Foi, muitas vezes, o único português da equipa. Foi, muitas vezes, o mais benfiquista de todos os benfiquistas. Mereceu, por isso, tudo o que ganhou.

 

Não merecia era isto, isto que lhe voltou a acontecer, esta maldade que nunca devia ser feita a quem dá ao futebol tudo o que ele dá, da forma como dá, sempre com entrega, humildade, dedicação. O joelho do Ruben voltou a não ser amigo. Só o vamos ter em 2015, seguramente a tempo de, uma vez mais, nos ajudar a conseguir tudo, a tempo de voltar a pegar na equipa e nas taças, a tempo de mostrar que os homens como ele têm sempre o que é preciso para dar a volta. 

 

Domingo, na Luz, vou estar lá a gritar pelo nosso Benfica e a desejar muito uma vitória para ele. Já decidi que irei estampar o número 6 na minha camisola em homenagem a ele.

Se eu fosse jogador de futebol, queria ser o Ruben Amorim.

 

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publicado às 10:11

25
Ago14

O bullying de praia

por O Arrumadinho

Há anos e anos que sou vítima de bullying na praia. Tudo porque as pessoas teimam em não aceitar os meus hábitos de pessoa que gosta do Verão, sim senhor, gosta de ir até à praia, sim senhor, mas não é daquelas que adooooooram ficar o dia todo a vegetar ao sol como se o mundo fosse acabar amanhã. Pronto, gosto de praia, mas se for lá só umas duas horinhas fico satisfeito.

 

Então, a verdade é que quando vou à praia me transformo numa pessoa de 65 anos. E então? Qual é o problema? Gosto de levar a minha cadeira, de ficar à sombra a ler, muitas vezes de T-shirt, de chapéu, e posso passar cinco ou seis dias seguidos sem ir à água. Levo farnel, gosto de dormir uma sesta, não morro de amores por jogar às raquetes, adoro dar longos passeios junto ao mar até zonas desertas... e se houver por perto um baralho de cartas sou pessoa para bater uma cartada.  Pronto, isto sou eu na praia. Mas quem é que aceita esta minha forma de estar? Ninguém. É. Ninguém.

 

- Não vais apanhar sol? 

- Tira a T-shirt que está calor.

- O avô não vai à água?

- Como é que és capaz de estar aí à sombra?

- Não vais à água? Anda à água, que está ótima. Vá, anda.

- Tira a T-shirt. Está um calor horrível e tu aí de T-shirt.

- Não vais sequer molhar os pés?

- Olha a lontrinha a comer!

- Não pões protetor? Põe protetor!

- Não me digas que hoje também não vais à água?

- Tira a T-shirt, homem.

- Olha para aquele, enrolado na toalha como se estivesse muito frio.

- Já leu o livro todo, avô?

- Anda jogar raquetes. Vá, anda lá.

- Está um calor do caraças. Não tiras a T-shirt?

 

Diria que 80 por cento das frases que me dirigem na praia estão incluídas neste leque.

Não percebo a obssessão das pessoas com o facto de eu estar de T-shirt. Eu não adoro apanhar sol, não quero ficar todo escaldado e também não sou adepto de me besuntar todo com protetor, por isso, prefiro ficar de T-shirt e à sombra. Mas quem é que entende isso? Outra coisa: por muito calor que esteja - e nunca está assim tanto, pelo menos na praia - à sombra a temperatura é quase sempre agradável. Como é óbvio, se eu tivesse calor tiraria a T-shirt. Se não a tiro, é porque estou confortável assim.

Outra coisa que cega as pessoas: a necessidade de ir à água. Para quase toda a gente, ir à praia é a mesma coisa que ir ao banho. Para mim não é. Se tenho calor, vou até à beira da água, molho os pés, e pronto, passa-me o calor. Normalmente, a água está gelada, e tomar banho naquele mar de gelo é, para mim, puro sofrimento. Não é coisa que me dê qualquer prazer. Logo, porque raio é que tenho de ir à água? Ah, já sei, para satisfazer a necessidade social de todos os que me acompanham, e que adoram ir à água. Se eles adoram, eu tenho de adorar. Se não adoro, sou um avô.

 

A minha vida na praia é isto. Passo o dia inteiro a ouvir toda a gente a reclamar porque eu não faço as coisas como elas gostavam que eu fizesse. Depois admiram-se se um dia eu começar a achar que é ainda mais divertido ficar em casa, com o sofá só para mim, de ventoinha ligada, a ver jogos da Liga Inglesa a tarde inteira.

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publicado às 22:01

18
Ago14

Bloggers procuram-se

por O Arrumadinho

Um dos problemas da atual blogosfera é a quantidade de blogues que nascem quase todos os dias. Isto, na verdade, podia nem ser um problema, mas uma coisa ótima, só que é impossível uma pessoa estar a par de tudo o que há de novo, e que pode ser verdadeiramente bom.

 

Por isso, e porque milhares de olhos vêem melhor do que apenas dois, lanço aqui um desafio: estou à procura de bloggers que escrevam verdadeiramente bem sobre temas que os apaixonem. Preciso de encontrar, mais concretamente, bloggers de moda, de comida/restaurantes, de tecnologia, de exercício e de viagens. 

 

Não quero os maiores especialistas do mundo, quero gente que escreva bem e com paixão, que saiba diferenciar-se e não ser uma réplica daquilo que outros já fazem. Mas, claro, tudo isto é subjetivo. O que é bom para uns pode ser mau para outros. Por isso, o que preciso é que me deixem aqui sugestões de coisas mesmo boas para eu poder ler, ou que os próprios bloggers, caso leiam este texto, me enviem um mail com os vossos blogues, para eu ir espreitar. Podem fazê-lo para o mail oarrumadinho@gmail.com.

 

Muito obrigado pela ajuda.

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publicado às 19:34



A minha segunda casa


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