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30
Jun11

Facebook

por O Arrumadinho
Não sei se já vos disse, mas também podem ligar-se ao Arrumadinho pelo Facebook. Não me enviem pedidos de amizade, basta fazerem um like na página e depois partilhem com os vossos amigos. Obrigadinho!

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publicado às 15:15

29
Jun11

Os tempos de crise afectiva

por O Arrumadinho
Tenho imensos amigos divorciados, ou solteiros, mas que viviam em união de facto e que deixaram as namoradas. Eu próprio já passei por isso duas vezes - um divórcio e uma separação.
Há mil e uma razões para se chegar a esta situação, a de decidir que não há nada a fazer, a de ter de ter "a conversa", a de fazer a mala, dividir coisas, fazer contas, desmanchar projectos de vida. Na verdade, hoje em dia é quase mais comum ver gente que está em segundas, terceiras ou quartas relações do que com a mulher ou o homem que um dia pensaram ser "o tal" ou "a tal". Na verdade, essas pessoas especiais são aquelas com quem estamos agora - outros já o foram e foram-no enquanto fomos felizes ao lado delas.

O ponto em comum que encontro em quase todas as rupturas é a falta de diálogo. E falta de diálogo não é aquela coisa de chegar a casa e não ter muito para contar, ou o estar à mesa e não ter nada de verdadeiramente novo para partilhar - o que também acontece, muitas vezes, em relações mais longas (e não há grande mal nisso, nem sequer vejo isso como um mau sinal - aliás, estar em silêncio com alguém sem sentir desconforto revela sobretudo cumplicidade). Falta de diálogo é não falar sobre os problemas nas alturas certas. Há casais que se separaram porque um traiu o outro e foi apanhado. A traição é só a gota de água, porque o problema foi o casal não ter falado na altura em que aquele que traiu começou a sentir necessidade de estar com outra pessoa. Por que é que isso aconteceu? O que é que estava a correr mal? O que é que faltava na relação?

Já falei aqui de um caso de um homem que descobriu que a namorada com quem se ia casar andava em flirts com um colega, e que, quando a confrontou com isso, ela não admitiu que houvesse alguma coisa a correr mal entre eles, e que apenas o fez por necessidade de se sentir apreciada e cobiçada. Mas também isso eu acho que advém da falta de diálogo. Se sentimos isso, por que é que não podemos partilhar essa preocupação, ou frustração, com a pessoa que amamos? Eu acho que é o que devemos fazer. E depois cabe ao outro fazer qualquer coisa para que algo mude. E, nestes casos, será ser mais atencioso, mais provocador, fazer com que a outra pessoa se sinta sexy, e desejada, sem que tenha de ser uma terceira pessoa a fazer isso.

Da mesma forma que há quem se separe porque o casal deixa de ter tempo para si, absorvidos que estão com trabalho, com as crianças, com as obrigações familiares, com projectos paralelos. Treta. O que separa as pessoas não é a falta de tempo para a relação, é a opção que fazemos em privilegiar tudo o resto menos a relação. O trabalho é importante, claro que sim, a família também, pois, os putos, óbvio, mas então e o parceiro ou a parceira? Também. E por isso merecem esse tempo, merecem que se desligue o computador mais cedo, que se abdique de um jogo de futebol, que se diga que não ao patrão, porque é preciso dar tempo e amor à pessoa com quem estamos. Mas também sobre isto os casais devem falar. E têm de falar. Não podemos ouvir e engolir ou aceitar. Temos de dizer que não e dar murros na mesa e abrir os olhos ao outro. A aceitação mútua de que não há nada a fazer, de que o trabalho tem de ser prioritário, é o caminho para o fim de um amor, porque, como é óbvio, as relações não vivem do ar, o amor platónico e por carta (hoje são sms e mails) já não chega. É preciso contacto, e beijos, e amassos, e fins-de-semana a dois, e é preciso empandeirar o puto para os avós de vez em quando e mandar uma rapidinha à hora de almoço. Temos de ser um bocadinho mais putos, um bocadinho mais malucos, e menos avós.
Na verdade, não há falta de tempo, há sim opções. Depois, só temos de aceitar e compreender as consequências dessas opções. Quando a opção deixa o outro de lado, então, o fim é quase inevitável.

Bom, agora é aquela parte em que todos acham que algo vai mal comigo ou com a minha vida amorosa. Não, descansem, está tudo óptimo. Só acho este um tema interessante, e sei que afecta muita gente. Como já passei por duas situações do género, consigo olhar para trás e ver o que falhou. E o que falhou foi, sobretudo, a falta de diálogo, ou a falta de aceitação em relação a essa conversa. E aqui está outro tópico importante: nem sempre a conversa é bilateral, ou seja, muitas vezes há uma parte que, pura e simplesmente, se recusa a ouvir ou entra em negação. E quando isto acontece, de facto, a conversa não adianta grande coisa, mas ainda assim é preferível uma conversa unilateral do que nenhuma conversa, é preferível despejar tudo, mesmo que pareça que o outro está desligado, do que não dizer nada.

A vida ensinou-me que sempre que temos um problema na relação devemos falar abertamente sobre ele. Só assim o poderemos resolver. Quem nunca tentou, que experimente. Se não resolve tudo, pelo menos, ajuda alguma coisa.

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publicado às 22:37

25
Jun11

Ainda os States

por O Arrumadinho
Para quem gosta de história e vai aos Estados Unidos, aconselho vivamente um saltinho a Filadélfia. É uma cidade portuária muito bonita, com um bairro histórico em muito bom estado, e que mistura arranha-céus com edificíos góticos e arquitectura contemporânea.
Não precisam de muito tempo para ver o que de melhor há na cidade. É daqueles locais que se sentem com um dia inteiro a passear a pé pelas ruas. Tem um centro histórico que concentra dois dos mais importantes monumentos dos Estados Unidos, o Liberty Bell e a House of Independence. O Liberty Bell é o sino que foi tocado depois de assinada a declaração de independência dos Estados Unidos (a declaração foi assinada a 4 de Julho de 1776, mas o sino só tocou a 8, porque foi nesse dia que a declaração foi lida, já que demorou quatro dias a ser impressa). A partir daí passou a ser um símbolo de liberdade, e chegou a correr o país só para que as pessoas o vissem de perto, e que nunca se esquecessem da importância de ser livre. Ao longo de mais de dois século, o Liberty Bell tocou sempre que um acontecimento ligado à liberdade se dava no mundo. Tocou quando as tropas aliadas desembarcaram na Normandia, o Dia D, em 1944, tocou depois em solidariedade com os berlinenses que viram um muro dividir a cidade.
Para quem gosta de cinema, é também em Filadélfia que se encontram várias referências a um dos heróis da cidade, Rocky Balboa. Há uma estátua do pugilista em frente ao museu das artes, onde fica a escadaria que ele sobe no filme quando anda a treinar para enfrentar Apollo Creed. Da primeira vez que lá fui, em 2003, achei que ia ser super original a tirar uma foto no cimo da escadaria, com os braços no ar, como ele faz no filme. E também queria muito subir a escadaria como ele e fazer uma pequena filmagem. Pois. Cheguei lá e estavam umas 50 pessoas a fazer o mesmo. Não faz mal, é sempre giro. E se forem a Filadélfia, façam-no também, é um clássico. Ah, e no cimo da escadaria está gravada no cimento a marca dos pés (dos All Star) que Rocky calçava no filme, com o nome dele.

Sobre Nova Iorque não há assim muito a dizer. Já lá tinha estado duas vezes, já tinha visto tudo o que há de mais importante (coisas intemporais) e, por isso, limitei-me a saborear a cidade. Deu para passar mais tempo na Village, no Soho, em TriBeCa, zonas muito mais cool do que Times Square, com imensas esplanadinhas, com vida de bairro, mas onde é tudo estupidamente caro. Quisemos ir ao Pastis, conhecido pelos brunches, apenas para beber um café, já que tínhamos acabado de almoçar, mas quando a senhora percebeu que não estávamos ali para almoçar disse apenas "se é para beber um café, sentem-se ao balcão" e virou-nos costas. Até no snobismo os americanos são como nos filmes.
Outra coisa que vale sempre a pena em Nova Iorque são os espectáculos da Broadway. Desta vez fomos ver dois, ambos bons. O "The Normal Heart" é um remake do original, que esteve em exibição no início dos anos 80, com Brad Davis no papel principal. É a história de como um homem e uma médica lutaram contra a indiferença e o desprezo do poder político americano relativamente à proliferação da sida. A interpretação da Ellen Barkin valeu-lhe um tony (óscar do teatro), mais do que merecido. Arrepia, só de pensar na qualidade do desempenho dela. A peça vale também pelo texto e, claro, por ter o Jim Parsons (o Sheldon Cooper da "Teoria do Big Bang"). No final, como podem ver na foto do post anterior, consegui tirar uma foto com ele - um rapaz muito tímido, nada estrela, e simpático. Vimos ainda o "Motherfucker with a hat", com o Chris Rock, uma comédia muito séria, que fala de relacionamentos e traições.
Outro dos momentos altos da viagem foi o tour do "Seinfeld", uma das minhas séries preferidas de sempre. Conheci o verdadeiro Kramer - Larry - que deu origem à personagem criada pelo Larry David. Durante 1h30 ele fica num teatro a contar histórias absolutamente hilariantes e depois leva-nos a visitar alguns locais onde foram filmadas cenas memoráveis e leva-nos a comer uma sopa ao "soup nazi" (e digo-vos, as sopas são mesmo, mesmo maravilhosas).
Claro que ir a Nova Iorque e não andar de bicicleta em central park não faz muito sentido. Deu também para fazer compras, para espreitar a nova torre do ground zero, para conhecer a high line, um espaço novo na Village, e para comer bagels e donuts. 

Em Chicago, em frente ao "Feijão", agarrado ao mapa do "Millenium Park"

Em Chicago, no hall de entrada das "Willis Towers", o maior edifício dos Estados Unidos

Foi naquela cadeira ali, que estou a fotografar, que George Washington assinou a declaração de independência dos EUA

O Rocky subiu esta escadaria e deu uns saltinhos de nada - eu fui mais longe

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publicado às 11:01

22
Jun11

Os States

por O Arrumadinho
Quando era miúdo tinha a mania de que os Estados Unidos eram o bicho papão do mundo. Nutria por aquele país um profundo desprezo e até uma certa raiva que, hoje, explico à luz daquele sangue na guelra que todos temos aos 18 anos, mas que depois dá lugar à sensatez dos 30.

Na verdade, mesmo em 2003, a primeira vez que fui aos Estados Unidos, tinha algumas reservas em relação à cultura, ao povo, ao "american way of life". Mas em 27 dias mudei por completo.

Peguei num carro em Nova Iorque e fiz-me à estrada. Quase um mês depois estava em Los Angeles. Consegui visitar Nova Iorque, Filadélfia, Washington, Nashville, Memphis, New Orleans, Huston, San Antonio, Austin, Dallas, El Paso, Phoenix, Grand Canyon, Las Vegas, San Francisco e Los Angeles. 

Vi cidades maravilhosas, falei com gente do mais simpático que já conheci (só os neozelandeses batem os americanos em simpatia) mas, sobretudo, absorvi a forma como aquele povo vive. E como aquele povo vive em vários estados, porque uma coisa é Nova Iorque, outra é o Tennessee, outra é o Texas, outra é a Califórnia.
A grandeza dos Estados Unidos está na postura perante a vida e o próprio país. Não há gente mais orgulhosa e patriótica do que os americanos (nunca fui ao Japão - parece que eles são iguais). Eles vivem a pátria, trabalham pelo país, orgulham-se da bandeira, que hasteiam à porta de casa ou na frente do carro. 
Claro que há gente muito estúpida e inculta, mas isso não é um traço da cultura americana, é um traço de gente ignorante - e essa há em todo o lado. Vão lá a uma qualquer terriola portuguesa perguntar se eles conseguem indicar o estado do Texas no mapa americano a ver se eles conseguem. 
Mas na verdade essa viagem de costa a costa serviu-me para ganhar interesse pelo país, para mudar a cabeça que levava formatada por discursos caseiros sem grande sentido e por histórias de embalar maldosas e muitas vezes mentirosas. 
Voltei lá em 2009. E agora, em 2011. Voltei a pegar num carro em Nova Iorque e voltei a Filadélfia e a Washington, duas cidades que me apaixonaram, sobretudo pelo interesse histórico e político. Fui ainda a Chicago, uma das poucas cidades norte-americanas que queria mesmo conhecer, e que ainda não tinha tido oportunidade (faltam Miami e Boston). E na verdade, gostei tanto, ou mais ainda, do que da primeira vez.
A quem anda a pensar visitar os States recomendo vivamente Washington. E o menos interessante de tudo é mesmo a casa branca. A sério, não percam muito tempo com isso. Façam a foto da praxe e depois vão ver o que há mesmo para ver. Vão ao Newseum, o museu das notícias, onde podem ver as primeiras páginas de vários jornais sobre acontecimentos históricos, como o Dia D, a queda de Nixon ou as mortes de Marilyn Monroe ou J.F. Kennedy. Vão ao museu de espionagem ver como trabalha a CIA e que técnicas se usavam antigamente para sacar informação aos inimigos, vão ao capitólio e façam o tour guiado, onde vos explicam o modelo político americano, vão ao memorial do Lincoln, um dos homens que mais admiro na história da humanidade, e aprendam um pouco mais sobre ele - foi lá que Martin Luther King proferiu o seu célebre discurso do "I Have a Dream" (esta frase está gravada na pedra), vão ao cemitério militar de Arlington, onde se mantém viva a chama que Jacqueline acendeu no funeral de Kennedy, e sintam um calafrio na espinha ao olharem para as milhares e milhares de cruzes brancas que se perdem em campos relvados, passem pela imponente estátua de Iwo Jima, e depois sintam a cidade, cosmopolita, viva, cheia de bares e restaurantes fancy. Para quem acha que Washington é um desperdício só digo uma coisa: vão lá, e depois falamos.
Sobre Filadélfia e Nova Iorque, se calhar, falo depois, pode ser?
Fiquem com umas fotos, para desanuviar do texto pesado. 




Um passeio por central park, no dia mais triste

Muito catitas as cadeirinhas em High line, um novo espaço

E aqui estou eu ao lado do Sheldon, da "Teoria do Big Bang"

Na fila para comprar um gelado em Little Italy

Aquele restaurante ali atrás serviu de exterior nas filmagens de "Seinfeld"

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publicado às 08:20

20
Jun11

A tristeza

por O Arrumadinho
Hoje parei-me num texto do "Público" sobre tristeza. É um assunto que sempre me interessou, se calhar por ser, em mim, um fenómeno evolutivo. Há uns 10 anos devia ser, como cantam os Clã, "um pateta feliz". Estava de bem com tudo, seguia a minha vida imperturbável e eram muitas, mas mesmo muitas, as ocasiões em que me sentia "feliz a 100 por cento" - está lá na mesma música, a "Corda Bamba". A vida ainda me tinha pregado poucas partidas, tinha conhecido poucas pessoas verdadeiramente más, outras ainda não se tinham revelado uns escroques, vivia numa relação que me parecia perfeita, tinha um percurso profissional anormalmente ascendente, tudo o que fazia corria bem, em tudo o que me metia tinha sucesso. A vida era fácil.
Claro que eu lutava para que assim fosse. Dava tudo, e tinha a sorte de estar rodeado de gente que me ajudava, me apoiava em todas as decisões, e me dava força e confiança para não parar. Na verdade, também tive o mérito - e a sorte - de não ter tomado muitas decisões erradas. E quando as tomava aparecia sempre qualquer coisa que me ajudava a rectificar tudo isso. Há um episódio do "Seinfeld" em que o George Costanza tenta demonstrar que ao Seinfeld tudo corre bem. Ganha o dinheiro que quer, tem as namoradas que quer, dá-se bem em todas as situações, e, por isso, quase toda a gente gosta dele (menos o Newman - há sempre alguém que não gosta das pessoas com sucesso). Eu sentia-me um bocado assim. E hoje, quando olho para esses tempos, percebo que era o tal "pateta feliz" porque a vida me corria estupidamente bem a todos os níveis.
Só que, claro, os anos passam, os obstáculos crescem, os desafios vão sendo muitas vezes maiores, e nem sempre temos capacidade de os superar a todos. Às vezes caímos, muitas vezes tropeçamos, procuramos atalhos, queremos experimentar coisas novas e acabamos por nos perder. Todos, de uma forma ou de outra, hoje ou ontem, experimentámos o fracasso, seja a nível pessoal, seja a nível profissional. E nesse percurso, no momento em que nos fugia o pé, em que já perderamos o equilíbrio e só esperávamos pela hora em que bateríamos com os costados na calçada, aí, percebemos o que é falhar, descobrimos a dor, o medo, o sofrimento. Depois, quando estávamos lá em baixo a pensar no que nos acontecera, encontrámos a tristeza, a tal tristeza de que hoje me falava o "Público".
Dizia o artigo que todos temos de sentir o que é a tristeza. Que isso é bom. Que isso nos faz pessoas mais equilibradas, menos frustradas, menos stressadas, mais fortes a lidar com adversidades. O artigo era muito voltado para os pais, que devem deixar que os filhos experimentem a tristeza, e não os encham de drunfos ao menor sinal de infelicidade. E aquilo faz todo o sentido. Só sabendo o que é estar triste, só experimentando essa tristeza, podemos saber o que é a felicidade, o que é estar verdadeiramente lá em cima.
Demorei muitos anos a perceber o que era estar triste. Mais precisamente 27 anos. Foi a primeira vez que a vida me atirou abaixo. Com essa pré-depressão desmoronaram-se muitas outras coisas. Basicamente, só me ficou o emprego que tinha na altura, e pouco mais. Levantei-me, voltei a ser feliz, consegui coisas novas e, na verdade, nunca mais necessitei de procurar ajuda, como naquela altura. Já fui ao chão não sei quantas vezes, e sempre me levantei. E nem sempre me demorou muito até recuperar o sorriso que, para quem me conhece, sabe que é quase uma imagem de marca.
Também não será desta. Nem a dor de morte, que só agora descobri, me vai mudar no que ele me ensinou a ser. E, por ele, todos, os que ele amava, voltaremos a ser felizes. De preferência, patetas felizes. Ele ia gostar disso.

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publicado às 20:22

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A minha segunda casa


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