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31
Jul11

Ah, leão

por O Arrumadinho
O Sporting nunca me desilude.
Pronto, é só isto. :)

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publicado às 14:37

29
Jul11

Dinossauros

por O Arrumadinho
Fico um bocadinho chocado com a quantidade de gente que ainda acredita que a antiguidade é um posto. Malta que trabalha há 20 ou 30 anos num sítio, de onde nunca saiu, que nunca passou da cepa torta, mas que depois se acha o maior dos conhecedores, o mais competente dos mundos. Na maior parte dos casos, não passam de uns tristes, uns pobres coitados que pararam no tempo e continuam a achar que o melhor é resolver tudo com blocos de notas, lápis atrás da orelha e enviando faxes ou cartas por correio.

Tenho muito respeito por gente mais velha. Adoro ouvi-los contar histórias de antes do 25 de Abril, quando eu ainda nem era nascido, falar de pessoas marcantes na empresa e que já lá não estão, divirto-me quando apontam para as paredes e recordam como eram, antigamente, aqueles edifícios ("isto aqui era uma porta que dava para a outra sala; ali havia uma estante enorme, e hoje, onde é a casa de banho, era a sala das telefonistas").
O problema é que, profissionalmente, muitas dessas pessoas não cuidaram de se actualizar. Chegaram os computadores e elas não largaram o papel e a máquina de escrever, chegaram os telemóveis e elas resistiram, chegou a Internet, mas nunca quiseram aprender a dominá-la, chegaram os smartphones e só agora é que elas começaram a saber ler SMS nos telemóveis normais (embora não os saibam enviar). São quase sempre essas pessoas que se revoltam quando chega um miúdo ao departamento e começa a mandar neles. E a ganhar mais do que eles. E a ficar com as maiores responsabilidades. E depois dizem mal nos corredores, vão falar com os superiores a dizer que não perceberam a decisão de pôr uma pessoa de fora naquela posição, quando o que deveriam era reflectir sobre o que andaram a fazer mal nos últimos 20 anos.

Ao longo da minha carreira já apanhei alguns desta espécie. E como comecei muito novo na profissão, durante muitos anos senti uma certa discriminação por ser muito puto. Lembro-me perfeitamente de ter 25 anos e pensar: "Porra, pá, nunca mais faço 30, ao menos é um número redondo que impõe mais respeito". Passaram-se 10 anos, já não sou um puto, felizmente também já não trabalho com nenhum dinossauro que se recusa a aceitar os novos tempos, mas sei que eles existem, e, infelizmente, não estão em vias de extinção.

Muitas vezes são essas pessoas que se queixam dos salários, da quantidade de trabalho, apontam os luxos dos patrões, invejam os vencimentos dos superiores, dizem mal de tudo e de todos, e nunca se preocupam com o mais importante: produzir mais e melhor. Este é um dos maiores problemas da produtividade nacional: há demasiada gente preocupada com os outros, quando devia preocupar-se, primeiro, com eles próprios.

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publicado às 09:12

28
Jul11

Barney Stinson

por O Arrumadinho
Sou fã do Barney, da série "How I Met Your Mother" ("Foi Assim Que Aconteceu", numa triste tradução portuguesa). Ele faz-me rir com as suas teorias, tem graça em quase tudo o que diz e tem uma maneira de estar na vida tão irreal que nos faz a nós, homens, querer ser como um bocadinho como ele (ou tão "awesome" como ele).
Mas se as relações dele como mulheres são divertidas, se é o máximo o facto de ele achar sempre que o Ted é o melhor amigo dele (quando ele lhe diz na cara que o melhor amigo é o Marshall), se me rio sempre com o "legen... wait for it... dary" e se fico envergonhado por ele sempre que diz "high five" e os amigos o deixam com o braço pendurado no ar, há uma coisa que eu ainda gosto mais no Barney. É esta maneira de ver a vida:

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<div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on">Sou fã do Barney, da série "How I Met Your Mother" ("Foi Assim Que Aconteceu", numa triste tradução portuguesa). Ele faz-me rir com as suas teorias, tem graça em quase tudo o que diz e tem uma maneira de estar na vida tão irreal que nos faz a nós, homens, querer ser como um bocadinho como ele (ou tão "awesome" como ele).<br />Mas se as relações dele como mulheres são divertidas, se é o máximo o facto de ele achar sempre que o Ted é o melhor amigo dele (quando ele lhe diz na cara que o melhor amigo é o Marshall), se me rio sempre com o "legen... wait for it... dary" e se fico envergonhado por ele sempre que diz "high five" e os amigos o deixam com o braço pendurado no ar, há uma coisa que eu ainda gosto mais no Barney. É esta maneira de ver a vida:<br /><br /><div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://2.bp.blogspot.com/-Gz07tQ0-9aQ/TjE_NpAtsmI/AAAAAAAAANA/ZgQqgzFUlE4/s1600/True+story.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img border="0" height="400" src="http://2.bp.blogspot.com/-Gz07tQ0-9aQ/TjE_NpAtsmI/AAAAAAAAANA/ZgQqgzFUlE4/s640/True+story.png" t$="true" width="640" /></a></div></div>

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publicado às 11:54

27
Jul11

350 mil post-it pelas Melissa

por O Arrumadinho
São Paulo, no Brasil, acordou ontem com mais cor.
A campanha de lançamento da colecção "Melissa Power Love" juntou 25 artistas que durante cinco meses trabalharam um a um em 350 mil post-it.
O making of está no vídeo mais abaixo.
O resultado desta campanha vou tê-lo daqui a uns tempos quando começarem a aterrar lá em casa umas quantas caixinhas de cartão com a inscrição "MELISSA". E a desculpa vai ser: "Mas estes são tão fofinhooos. Não tinha nenhuns iguais". E é verdade, não terá. Mas terá uns idênticos - até porque é impossível inventarem mais qualquer modelo de sapato que não seja semelhante a pelo menos um dos 450 que enchem as prateleiras das estantes que ocupam aquilo que em tempos foi um escritório.


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publicado às 16:28

27
Jul11

Expectativas

por O Arrumadinho
Um dos grandes problemas nos primeiros tempos dos relacionamentos surge com a forma como cada um gere as expectativas. É muito comum não se querer a mesma coisa. É também comum que uma das partes não queira verdadeiramente nada, mas apenas ver o que dá. O mais difícil mesmo é encontrarmos duas pessoas que se envolvem e que querem exactamente a mesma coisa: só sexo ou um relacionamento sério.

Nem toda a gente anda à procura de príncipes e princesas perfeitas. E quando conhecemos alguém, na verdade, não sabemos bem o que é que nos vai sair na rifa. Isto porque os primeiros tempos não contam - nessa altura é quase sempre tudo bom, desde as conversas, ao sexo, aos encontros, as saídas, as noites em casa, as escapadinhas. O que acontece é que tendemos a confundir essa tesão inicial com o que a outra pessoa realmente é. E isso só se sabe depois, com o tempo, com a convivência, com o abrandar da excitação inicial.

É então que normalmente se olha em frente e se tenta perceber o que é aquilo que se está a viver. É a altura em que não sabemos se chamamos àquela pessoa namorado/a ou nos referimos a ela apenas como um amigo colorido, ou um caso. E este impasse é que gera muitas vezes o choque de expectativas. Isto tem a ver com os timings de cada um. Por norma, os homens gostam mais de adiar o "compromisso" - seja ele qual for. Assustam-se com a palavra "namoro", como depois se assustam com os "amo-te" ou com as conversas de "casamento" e, mais tarde, "filhos". Na verdade, somos muito menos corajosos, mais maricas, mais criançolas. Gostamos da rombóia, mas depois temos medo do outro lado mais sério da brincadeira. Gostamos de receber tudo do bom, mas depois na hora de dar já torcemos o nariz e arranjamos desculpas esfarrapadas.

Mas a melhor forma de lidar com isto é tendo tacto, percebendo bem quem está do outro lado. Acho sempre que as mulheres que vivem a sonhar com um relacionamento sério, um homem para casar, tendem a chocar com trastes e gajos que só querem sexo (nada contra, todos já passámos por isso, com uma pessoa ou com outra). E é essa ânsia que é preciso que muita gente aprenda a dominar, porque é isso que estraga quase sempre tudo.

Quando comecei a namorar com a minha actual mulher apanhei-a naquela fase da absoluta descrença. Ela, que só levara com trastes, tinha perdido um bocadinho a fé no amor. E acho que foi por isso que tremeu quando sentiu que, afinal, estava ali alguém que lhe podia dar o que ela sempre tinha querido. Só que, lá está, desconfiou, rejeitou, deu para trás, porque já não acreditava em homens que gostavam de compromissos (eu gosto, admito). Na verdade, eu achava que podíamos querer a mesma coisa. Ela é que não. E o primeiro grande choque deu-se quando eu senti que devia dizer-lhe o que sentia por ela. Não correu bem. Eu tinha a expectativa de que aquilo lhe traria crença e esperança no nosso relacionamento. Ela ainda estava na fase da descrença no amor e à espera do momento em que eu lhe dissesse que teríamos de falar. Essa diferença na gestão de expectativas levou a que quase nos tivéssemos separado. Mas resistimos.

Andámos uns tempos valentes às turras à procura de percebermos o que queríamos para nós e para as nossas vidas. Soubemos, sobretudo, dar tempo à relação. E não desistimos um do outro. Acho que isso é o mais importante: não desistir, quando percebemos que aquela é a pessoa certa. O resto, vem com o tempo.

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publicado às 15:47

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