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31
Ago11
Acabou de aparecer no noticiário da SIC uma ex-colega minha da escola secundária (malta, era a Guida!, era a Guida!) a dizer: "Nada fazia prever isto. Era um homem pacato e simpático".

Como é óbvio, o senhor deu um balázio na mulher e matou-a (pelo menos confessou tê-lo feito, a acreditar no que diz a SIC)
São sempre boas pessoas, e nunca nada o faz prever.
Alguém se lembra de uma história que envolva um assassino e em que os vizinhos tenham dito que ele era uma peste? Nunca são.

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publicado às 21:00

31
Ago11

Olha que giro

por O Arrumadinho
Gosto muito da revista "Ler". Para quem gosta de estar atento a novidades literárias é um bom instrumento. As críticas também são interessantes (algumas) e há artigos bem escritos. 
A próxima edição tem uma capa muito criativa.... 


Ah, só é pena que a SÁBADO tenha feito a mesma coisa um mês antes.

Não se pode ter tudo.
Continuo a gostar muito de vos LER.

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publicado às 18:24

31
Ago11

Piers

por O Arrumadinho
Entre 2004 e 2005 li um dos livros obrigatórios para quem quer entender o funcionamento dos jornais em Inglaterra, em especial os tablóides. Aquilo é um mundo tão estranho, perverso, falso e cínico que nos deixa com aquela curiosidade mórbida em saber mais.
O livro chama-se "The Insider" e foi escrito pelo então recém demitido director do "News of The World", Piers Morgan. Depois de ter sido escolhido por Rupert Murdoch, aos 28 anos, como director de um dos maiores jornais do Reino Unido, mas que atravessava uma profunda crise, Piers iniciou uma revolução interna, por forma a reposicionar o tablóide e a voltar a colocá-lo no topo de vendas. Murdoch queria um tablóide agressivo e criativo, Piers deu-lhe um tablóide agressivo e criativo. E voltou à liderança. Conseguiu exclusivos mundiais como a entrevista ao motorista do carro de Diana - por esta entrevista, o News of The World pagou, à altura, 750 mil libras - e ajudou Tony Blair (amigo pessoal de Piers) a chegar a primeiro-ministro.
Uns anos mais tarde, no entanto, o menino prodígio acabou despedido. Publicou uma história sobre alegadas torturas de soldados britânicos a iraquianos, com fotos chocantes. A notícia foi desmentida pelo exército. E Piers voltou à carga, insistindo na história, e divulgando novas imagens. O exército voltou a desmentir tudo. Piers foi chamado por Murdoch e pediu-lhe para lhe divulgar a fonte. O director disse-lhe que era um antigo soldado, que preferia manter o anonimato por medo de represálias. Murdoch aceitou. E o jornal não desmentiu a história, insistindo na veracidade da mesma. Só que as fotos publicadas pelo News of The World foram a própria armadilha do jornal. É que as botas dos soldados ingleses que apareciam a torturar iraquianos não eram as botas do exército. Afinal, tudo aquilo era uma montagem, uma encenação feita por um vigarista que estava a enriquecer com a venda das imagens. Perante isto, Murdoch despediu Piers Morgan, considerado com um dos mais geniais jornalistas de Inglaterra, apesar de ser director de um tablóide. Até para os mais conservadores, Piers Morgan era um caso de amor-ódio, já que conseguia fazer capas brilhantes, hilariantes, polémicas, mas depois era capaz de conseguir histórias por métodos muito pouco lícitos (no livro ele conta uma série delas, envolvendo a realeza, a classe política, artistas, futebolistas), que lhe manchavam a reputação. 
O reconhecimento do valor de Piers chegou o ano passado, do outro lado do Atlântico. Foi o homem escolhido para substituir o lendário Larry King nas entrevistas da CNN. Hoje, Piers Morgan, com o seu sotaque british, é uma das estrelas da estação. E faz entrevistas hilariantes e geniais. 
Em meados do mês passado, entrevistou uma representante do movimento ultra-conservador Tea Party americano, Christine O'Donnell, que é contra o casamento gay, contra o aborto legalizado, e contra os impostos. O resultado é hilariante. Vale a pena ver até ao fim.


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publicado às 11:30

31
Ago11

E mais alegria

por O Arrumadinho
E aqui ficam mais dois exemplos de casacos com cores fortes, que vão marcar a próxima estação (Bottega Veneta). O primeiro mais tipo trench e o segundo numa onda "school boy", o meu preferido dos três.
O terceiro é num estilo muito diferente, mas igualmente maravilhoso. É um Salvatore Ferragamo.
Como nenhum deles é para a minha bolsa, lá terei de esperar que uma qualquer Zara, H&M ou Massimo Dutti (assim na loucura) façam modelos dentro do género, e igualmente giros.




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publicado às 08:40

30
Ago11

Sobre a admiração

por O Arrumadinho
"Por que é que ele não me ama?" é uma das perguntas mais pensadas e menos vezes respondidas na história das relações amorosas.
Há mil e uma razões para não se amar uma pessoa e tantas outras para se amar. Vou falar de uma que, para mim, é fundamental: a admiração.
Acho que sempre que senti que amava verdadeiramente uma pessoa percebi, também, que a admirava. Não lhe admirava um talento, admirava-a como pessoa, pela pessoa que ela revelava ser, pela dimensão humana que demonstrava a vários níveis.
Continuo a achar que mais do que um corpo sem celulite ou de umas unhas impecavelmente arranjadas, as mulheres deviam procurar tornar-se admiráveis. Mas como é que isso se faz? Não se faz, vai-se fazendo, leva tempo, requer empenho. Mas o resultado é compensador. Pode nem nos valor um amor dos outros, mas vale-nos um amor próprio.

Eu admiro pessoas com mundo, gente com experiências para contar, coisas interessantes para partilhar, com dimensão e conhecimento. Chega-se lá não atirando anos de vida para o lixo, como muita gente faz. E aqui falo de homens e mulheres. Pessoas que chegam a Dezembro, com as 12 passas na mão, olham para trás e percebem que mais um ano passou e não fizeram nada de verdadeiramente relevante que os tornasse melhores pessoas. Não leram quase nada, não viajaram quase nada, viram um ou outro filme que passou na TVI, nem sequer se preocuparam muito em ser felizes, não estiveram com amigos, não se inscreveram naquele curso que parecia interessante, não se esforçaram por entender o porquê de estarmos em crise, estiveram-se nas tintas para a Líbia, não leram um jornal. Limitaram-se a deixar passar o tempo ao sabor de uma rotina confortável que os levou até ali, às 12 passas na mão, em cima de uma cadeira, cuecas azuis vestidas e um sentimento de "para o ano é que é — vou ler dois livros por mês, vou fazer aquela viagem a Itália, vou para o ginásio perder esta barriga, vou sair mais com os amigos, vou mudar a disposição da sala, vou encontrar a pessoa certa para mim e vou voltar a estudar". Geralmente aí a 3 de Janeiro, 28 rabanadas no bucho depois, começam a dizer que o ginásio pode ficar para o mês seguinte, para começarem logo dia 1, não começam o livro de 688 páginas que receberam no Natal porque nessa noite há um "especial Meu Amor", com três episódios de seguida, não vão ao cinema porque está frio, não vão ao teatro porque é chato, percebem que para voltar a estudar o melhor é inscreverem-se só em Setembro, e deixam os planos de férias para depois, até porque se calhar o melhor é mesmo ir pela sétima vez à República Dominicana, onde a água é quentinha e pode comer-se o dia inteiro.

Muitas pessoas gostam de pensar que não fazem nenhuma destas coisas por falta de dinheiro. Há casos em que acredito que sim, que o dinheiro é o travão, principalmente a partir de certa idade, quando passamos a ter maiores responsabilidades, com contas para pagar e filhos para sustentar. Mas o problema não é termos chegado aos 30 ou 35 anos e não termos dinheiro para ir conhecer mundo. O problema é termos chegado a essa idade e olharmos para trás e vermos um vazio imenso que podia ter sido preenchido de mil e uma maneiras mais ricas. Toda a gente se queixa de falta de dinheiro, mas chega-se ao Natal, ao Carnaval, à Páscoa e ao Verão e esgotam os bilhetes para as Caraíbas, e o Algarve está lotado. Afinal, parece que sempre há algum dinheiro. Mas em vez de procurarem fazer coisas novas, ganhar mundo, muita gente procura criar novas rotinas — agora de férias — tentando uma vez mais não sair da sua zona de conforto, repetindo as fórmulas de sempre, que ao menos são seguras.

A dimensão humana que se ganha com uma vida preenchida ajuda a tornar-nos admiráveis. Não estou a dizer que as pessoas mais viajadas são todas boas pessoas. Não é nada disso. O que sei é que quando se ganha mundo, quando se conhecem outras pessoas, outras realidades, quando se percebe o que é, de facto, a miséria, a tristeza, quando vemos gente ser feliz com tão menos do que nós temos, isso tudo quase que nos obriga a reflectir sobre a nossa própria existência, sobre as nossas opções, e dessa reflexão, acredito, nasce uma força que nos torna melhores.
Nunca é tarde para se começar esse processo. Basta querer-se. E quando queremos muito, conseguimos. O mais difícil é mesmo vencer a inércia (ou a preguiça) que nos trava o primeiro passo.  O que nos torna mais ricos não é o destino final, porque esse não existe, mas sim o caminho que fazemos até lá.
Que estes ténis vos ajudem nessa caminhada.


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publicado às 14:14

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