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30
Jul12
Em tempo de férias gosto de desligar um bocadinho do mundo. Leio menos jornais, praticamente não vou à net, e limito-me a ver os noticiários da noite para me pôr a par do que se passa por aí. E o que se passa por aí é muito desinteressante. E é muito desinteressante há bastante tempo.

Agora, para lá da crise, da contestação social e da guerra na Síria o assunto do dia são os Jogos Olímpicos. Tal como eu esperava, a participação portuguesa está a ser medíocre. Nem medalhas, nem surpresas, nem brilharetes. Tirando o Rui Costa no ciclismo (13.º) e o João Costa no tiro (7.º) quase todos os outros foram uma desilusão. Tal como em Pequim com Naide, agora, a porta-estandarte da desilusão foi Telma Monteiro. É uma das melhores do mundo na sua categoria, mas foi à vida logo no primeiro combate. Sei que ninguém mais do que ela deve estar de rastos com isto, mas acho que o problema está mesmo na forma como o senhor Vicente Moura abordou estes Jogos, dizendo que esta era a participação portuguesa "mais bem preparada de sempre". Bom, quando uma pessoa ouve isto pensa logo em medalhas, na bandeira a subir, no hino, no nome de Portugal elevado. Mas depois a coisa começa e o que vemos é um grande leque de vigésimos quartos, décimos quintos, trigésimos terceiros lugares, eliminações na primeira e segunda ronda, marcas muito longe das necessárias para chegar às finais. E é isto a equipa "mais bem preparada de sempre"? Quatro anos no Projecto Olímpico para conseguir estas marcas, que nem chegam aos recordes nacionais?

Eu percebo todos os argumentos de quem defende os atletas. Não têm as condições dos outros, muitos nem conseguem ser profissionais, treinam em infra-estruturas piores, com treinadores menos capacitados, e depois não podem competir ao mesmo níveis dos outros. Também há o argumento do mercado: somos muito menos, temos menos atletas, logo, é normal que não consigamos ter um universo de escolha tão grande como uma China, uma Alemanha, uma França ou uns Estados Unidos, os papões das medalhas. Tudo bem. Mas mesmo naquelas modalidades em que temos atletas de topo, dos melhores do mundo, falhamos, e falhamos à grande (estou a falar da Telma Monteiro), nem sequer é aquela derrota por um centímetro, por um golpe, por um segundo, não, é uma eliminação logo à primeira, pumbas!, já foste. E isso é triste.

Já não nos restam muitas possibilidades de conseguirmos um brilharete. O Marco Fortes, no lançamento do peso, pode chegar à final, mas dificilmente conseguirá ir além de um sexto lugar. Mas, como as coisas estão, o mais provável é mesmo nem chegar à final. Na Maratona, a Dulce Félix, campeão da Europa dos 10 mil metros, tem a ambição de ficar nas 10 primeiras, mas nós sonhamos com uma medalha, mas, lá está, o mais provável é mesmo ficar aí em 24º.

Ou seja, é tudo uma questão de expectativas. Se o senhor Vicente Moura tivesse vindo com um discurso mais realista, a malta não se punha a sonhar alto, e tudo o que viesse a mais seria espectacular. Agora, como as coisas estão, a missão olímpica portuguesa arrisca-se a voltar a casa envergonhada.

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publicado às 20:36

27
Jul12

O primeiro adeus está perto

por O Arrumadinho
Está quase a terminar a primeira parte desta período de férias, a do Algarve. Levo daqui um bronze decente (mas sempre protegido com carradas de creme - tento que, pela primeira vez, não me caiu nem um bocadinho de pele), um livro lido e outro a meio (despachei o "Noite Sobre as Águas", do Follett, e comecei o "Chave Para Rebecca", também do Follett), muito descanso, o bucho cheio de peixinho assado, meia temporada do "24" vista e o sono em dia.

Segue-se outra que espero que seja tão boa ou melhor, na minha querida Carrasqueira, a pequena aldeia perto da Comporta por onde passo férias há uns 30 anos.
Desta vez vai ser tudo diferente. É hora da criançada, das brincadeiras na praia e na piscina, das jogatanas de futebol, das idas forçadas à água (sim, porque os sacanas dos putos nunca têm frio), das guerras para pôr a miudagem a comer, das filas para os banhos. Mas é também altura de noites de cinema caseiro, maratonas de séries, de passeios e é hora de voltar às corridas e ao exercício (por muito que custe a entender a algumas pessoas isto é coisa que me dá prazer).

Hoje, para me despedir do Algarve, vou até Cacela Velha comer umas ostras com limão, coisa que não faço desde a viagem ao Brasil, em Março. Dizem que são das melhores do Algarve. O café, com esplanada, fica mesmo em frente à igreja, chama-se Casa da Igreja, e serve ostras, búzios, amêijoas, camarões e uns chouriços assados que, dizem, são maravilhosos. Comigo, é sempre provar para depois julgar. A expectativa é alta. Vamos ver.

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publicado às 14:47

26
Jul12

Mais um embuste - Playboy 3

por O Arrumadinho
Caí à primeira porque não queria acreditar no que me estavam a dizer, caí à segunda porque que quis, e porque achei que com um nome menos forte poderia haver mais mama, mais pipi e menos cuecas até ao pescoço, mas já não caí à terceira.
Vi as fotos na net e dou-me por contente por ter poupado este dinheiro.
Esta Playboy versão II é um embuste.
Agora, é Liliana Campos quem não se despe. Nem na capa nem lá dentro. E aqui não percebo mesmo porquê. Acredito que se há pessoa que deve ter vontade para se mostrar nua é ela. E faz muito bem. Desde os tempos de "O Juiz Decide" que espero por esse momento. Mas ainda não é desta.

Aqui fica a capa e alguns dos exemplos "mais atrevidos" do que podemos ver lá dentro.




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publicado às 22:47

25
Jul12

24

por O Arrumadinho
Quem me conhece sabe que sou viciado em séries. Tento ver sempre tudo à medida que vai saindo nos Estados Unidos, papo os episódios pilotos de quase todos para ver se gosto da série, de que trata, se é o meu género, e depois sigo umas 10 ou 20. Há sempre umas que adoro pela história, outras pelas personagens, pelo humor, pelas situações, pela consistência, pelos diálogos. Não consigo dizer "esta é a melhor série que já vi", porque encontro coisas boas em muitas. Mas se tivesse mesmo de fazer um top 10 seguramente que colocaria nos primeiros lugares a primeira e segunda temporadas do "24". É uma série absolutamente original, escrita de forma envolvente, com duas personagens fortíssimas e marcantes (o Jack Bauer e o Tony Almeida - mais para a frente aparece outra, a Cloe) e com finais de episódios do mais emocionante que já foi feito. Lembro-me de as ter visto em poucos dias, com maratonas de seis, sete, oito episódios de seguida. Mesmo quando muita gente foi desistindo do "24" eu continuei. Vi todas as temporadas, da 1 à 9, e até vi o episódio especial de hora e meia, entre as seasons 6 e 7.
Para estas férias resolvi trazer a segunda temporada, que já vi há alguns anos. Ontem vimos quatro episódios de seguida. Estamos, novamente, viciados. Começo a achar que aqueles CD libertam algum tipo de toxina que nos deixa agarrados àquilo, tipo junkies.



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publicado às 09:04

24
Jul12

Está-se bem por aqui

por O Arrumadinho
Hoje é dia de visitar a Praia da Terra Estreita, na Ilha de Tavira, que este ano prometia grande animação com um bar explorado pelos senhores de A Vida é Bela.
O dia não esteve grande coisa de manhã, mas agora à tarde o sol abriu. Ao almoço fomos testar o tal barzinho. As sandes eram embaladas (tipo supermercado) e a ementa muito, muito pobre. Nem um suminho natural, nem uns petiscos, nada. Decepção maior ainda porque na barraquinha está uma placa que diz "Casa do Polvo", que é um must de Santa Luzia. Agora polvo que é bom, nada. Engraçado, também, o aviso na casa de banho dos homens: "por favor, deite os pensos higiénicos no caixote e não na sanita". Ah, está bem.
Vingo-me ao jantar, no restaurante original, com polvo a sério e tudo a que tenho direito.




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publicado às 15:48

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