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30
Nov12

Finanças

por O Arrumadinho
Odeio tudo o que meta Finanças. Cadeiras de Finanças da faculdade, ministros das Finanças, repartições de Finanças, Direcções Gerais de Finanças, filas de espera nas Finanças, burocracias associadas às Finanças, o tradicional péssimo atendimento das Finanças (se bem que já apanhei gente competente), as cartas imperceptíveis das Finanças, a complicação que é, todos os anos, a merda dos processos de IRS. Odeio isto tudo. De coração, mesmo.

É só isto.

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publicado às 17:41

29
Nov12

Outra oportunidade?

por O Arrumadinho
Vou ter um segunda oportunidade para brilhar: o Dolce Vita Tejo vai ter uma pista de gelo entre 1 de Dezembro e 6 de Janeiro.

Maria, espero por ti.

Muahahahahahahah!

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publicado às 20:02

29
Nov12
Agora vou armar-me em Pai Natal, boa?
Depois do sucesso do passatempo com o livro do Ken Follett, a editorial Presença sugeriu-me lançar um outro, mais virado para o Natal, e com uma personagem que eles sabem que eu adoro, o Gerónimo Stilton. Confesso que a minha relação com este rato não começou da melhor maneira. Conhecemo-nos há dois anos, na Feira do Livro de Lisboa. Eu tinha acabado de lançar o livro "Complexo, Universo Paralelo" e fui lá dar autógrafos. Ao meu lado, no mesmo espaço da Presença, estava o Gerónimo Stilton, personagem que eu desconhecia. Em poucos minutos, o sacana do rato começou a juntar gente, e mais gente, e mais gente, e em menos de nada tinha uma fila que quase dava a volta ao Parque Eduardo VII, e eu ali, sem ninguém. Chamei-lhe tudo, entre dentes.
Foi nessa altura que me nasceu curiosidade sobre aquele bicho que parecia agradar tanto aos putos. O meu filho tinha apenas quatro anos, e nunca me tinha falado do Stilton. Comprei o primeiro livro e levei-o para casa. À noite, comecei a ler-lhe a história. E ele adorou. Não foi só ele. Eu também adorei. São livros muito bem escritos, com um grafismo que leva os miúdos a quererem ler as palavras destacadas, com desenhos engraçados, e histórias com enredos sólidos e muito bem construídos. As personagens são ricas, enfim, é tudo muito, muito bem feito, o que explica o sucesso mundial do fenómeno Stilton.

Posto isto, e partindo do princípio que desse lado há muitos outros pais que sabem bem o que é a loucura do Stilton, o que tenho para propor é o seguinte: um passatempo em que irei oferecer 5 exemplares de dois livros do Gerónimo:

Gerónimo Stilton - É Natal, Stilton 
(chegou esta semana às bancas). Podem saber mais aqui.



Gerónimo Stilton - Regresso ao Reino da Fantasia, Em Busca da felicidade
(um calhamaço com quase 400 páginas). Podem saber mais aqui.



Para se candidatarem a ganhar um destes 10 livros, só preciso que me enviem um pequeno texto (máximo de 500 caracteres - não confundir com 500 palavras) em que me expliquem porque é que acham que merecem receber o livro.
Eu escolho as respostas que achar melhores (mais criativas, originais, com argumentos mais fortes) e selecciono os vencedores. Podem enviar as respostas para oarrumadinho@gmail.com. Coloquem no "Assunto" a palavra STILTON.
O prazo do envio de respostas é a próxima quarta-feira, 5 de Dezembro, até às 20h. Eu comunico os vencedores no dia seguinte, quinta-feira.

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publicado às 15:30

29
Nov12

O 3 em 1 da SÁBADO

por O Arrumadinho
Está hoje nas bancas uma revista para a qual muitos de vocês, leitores do blogue, contribuíram.
A SÁBADO publica hoje uma edição especial com os 104 melhores restaurantes do País, escolhidos pelos chefs Henrique Sá Pessoa, José Avillez, Rui Paula e Vítor Sobral, mas com um alinhamento final decidido pelos votos de muitos de vocês.

Esta edição especial está no interior da revista, são 64 páginas, que me deram um trabalho imenso, desde a decisão do ângulo de abordagem, à escolha dos chefs, da equipa para a fazer, marcações de fotografias, organização da votação online à edição dos textos. Mas penso que o resultado final está muito bom. Aproveito para deixar uma palavra às três jornalistas que ajudaram a fazer este produto, a Alda Rocha, a Helena Viegas e a Susana Ribeiro, que fizeram um trabalho muito competente e profissional, sempre dispostas a mais uma alteração, uma picuinhice minha, um detalhe que era preciso mudar.
Esta é uma daquelas revistas que se devem guardar, até porque muitos de nós andam sempre à procura de bons sítios para comer.
Para quem não sabe, este suplemento está dividido por categorias. Os melhores restaurantes para petiscar, para brunch, económicos, novos, saudáveis, de autor e da moda. Cada categoria tem 15 restaurantes seleccionados pelos quatro chefs que constituíram o júri (a categoria "novos" tem apenas 14, porque os jurados entenderam não haver mais nenhum novo que merecesse vigorar na revista).

A edição da SÁBADO desta semana traz ainda um excelente trabalho histórico da jornalista Sara Capelo sobre Jorge Jardim, um agente secreto ao serviço de Salazar, que usava identidades falsas e andava sempre com uma cápsula de cianeto, e uma grande trabalho dos jornalistas António Vilela e Fernando Esteves sobre a polémica demissão de Nuno Santos do cargo de director de informação da RTP. Eles conseguiram contar o caso hora a hora, dia a dia, com todos os pormenores de telefonemas, SMS trocados, reuniões privadas ou movimentações de bastidores.

E, claro, há ainda a TENTAÇÕES, a menina dos meus olhos. O tema de capa desta semana é o Natal Low-cost, com ideias de presentes originais, locais onde comprar coisas baratas para oferecer ou decorar a casa. Há ainda um bom trabalho com oito novas sopas de autor que pode comer em restaurantes de Lisboa e do Porto, um novo espaço de donuts em Lisboa, uma nova casa de empadas no Porto, uma sugestão dos melhores pratos que se podem comer nos restaurantes que receberam estrelas Michelin e duas páginas que me deram um trabalhão a escrever sobre as seis histórias contadas no filme "Cloud Atlas", que estreia hoje.
Há ainda 24 cupões de desconto que totalizam uma poupança de 1280 euros, entre restaurantes, spas, hotéis, etc.

Esta semana não há razões para não se comprar a SÁBADO.


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publicado às 10:10

Há já algum tempo escrevi um post sobre dinheiro. Ou melhor, sobre a forma como o dinheiro mexe com as pessoas, como move todo um mundo, como torna as pessoas mesquinhas, como mostra o pior de cada um. Podem ler aqui.

Não podia deixar de voltar a falar disto a propósito do post que escrevi sobre o meu projecto para o novo livro.
Uma vez mais, os mesmos desocupados de sempre revoltaram-se contra o facto de eu poder ganhar dinheiro com uma ideia minha. Não querem saber se dá muito ou pouco trabalho, se pode ajudar alguém, se pode ser útil para muita gente, o que lhes interessa, claro, é que eu posso vir a ter algum proveito com isso.

Vamos então dividir a coisa por partes. Começando pela parte dos direitos de autor de quem escreve livros.

Seguramente que as pessoas que se indignaram não fazem ideia de quanto ganha um autor. Mas eu ajudo. Ganha entre 8 a 10 por cento do preço do preço de capa da obra. Ou seja, e partindo do princípio que o livro custará à volta de 12/13 euros, o mais provável é que eu fique com 1€ por cada livro que vendo. Uma fortuna, portanto.
Vamos agora fazer um exercício de previsão/especulação matemático, pode ser?
Então cá vai. Vamos imaginar que o livro terá 50 histórias de pessoas que as quiseram partilhar. E que eu vou dividir a minha parte do lucro por essas pessoas. Ou melhor, vou dividir parte do meu lucro, já que todos os textos terão um outro agregado escrito por mim. Ou seja, imaginemos que o livro tem 100 textos, 50 meus, 50 dos leitores. Claro que os textos que me serão enviados não vão ser publicados como me chegam às mãos. Serão todos reescritos por mim, por forma a dar ao livro uma identidade e uniformidade. Sou também eu que irei fazer a selecção de cada texto, o que implica ler muitos mais do que os seleccionados. E esse trabalho, de edição e selecção, merece ser pago, claro, já que é trabalho (e mantendo a coerência, quem acha que eu devo pagar aos leitores porque eles estão a ter trabalho, então, eu também terei de ser pago pelo meu trabalho de edição).

Vamos então às contas.
Teremos de dividir o meu 1€ de lucro pelos autores. Eu escrevi metade dos textos, logo, fico com 50 cêntimos. Dos outros 50 cêntimos, fico com 25 pelo meu trabalho de selecção, edição, reescrita, etc.. Sobram outros 25 cêntimos, que poderei distribuir pelos outros 50 autores de textos. É isso, certo? Então, pronto, isto dá 0,5 cêntimos para cada pessoa que me enviar um texto. Estão a seguir-me?
Agora vamos imaginar que o livro esgota uma edição completa, de 3 mil exemplares (o que é muito raro em Portugal - 90 por cento das obras publicadas não vende mais de 1000 exemplares, disse-me um amigo meu editor de livros, e eu acredito). Multiplicando os 3 mil exemplares pelos 0,5 cêntimos dará qualquer coisa como 15 euros para cada pessoa. É isto, não é?
Muito bem. Então, fica já aqui acordado, que eu pago os 15€ a quem me enviar histórias e me exigir o dinheiro. É um compromisso público. É apenas preciso que se esgote uma edição completa - o que só se sabe ao fim de um ano. Sim, um ano. É o tempo normal para os autores receberem das editoras.

A mesquinhez das pessoas é algo que já me preocupou mais. Uma das coisas que o blogue me ensinou foi a viver com isso, com os que não têm, não conseguem ter, não têm iniciativa ou criatividade para fazer qualquer coisa da vida, e vivem amargurados maldizendo os outros, os que arriscam, fazem, constroem, e não ficam apenas no sofá a ver o mundo passar.
Aos que aqui disseram nos comentários coisas como "assim também eu escrevia livros" deixo o desafio: então escrevam. Força. Tirem o rabo do sofá e façam o que dizem ser assim tão fácil. Estarei cá para vos ver.

Uma última nota. Sou jornalista profissional há 15 anos (tenho carteira profissional desde o dia 5 de Janeiro de 1998), apesar de ter começado como estagiário numa rádio local, em 1995. Se contar com esse período posso dizer que sou jornalista há 17 anos. Já trabalhei em rádio, jornais diários, revistas semanais, jornais online, jornais desportivos, já fiz programas de televisão e escrevi argumentos de séries de televisão. Em todos estes meios contei histórias. Histórias de pessoas. Abordei-as, elas contaram-me histórias. E eu escrevi-as. Elas saíram em revistas, jornais, televisões, na rádio. Nunca, nem por uma vez, paguei 1 cêntimo a quem me quis contar a história. Nem por uma única vez a pessoa que a partilhou comigo pensou em vir exigir parte do lucro do meio de comunicação social apenas porque me contou uma história.

Este livro é apenas isso, uma colecção de histórias reais, humanas, vividas por pessoas que existem. São dramas iguais aos nossos, vividos por outros, que acham que é importante partilhá-los, porque, dessa partilha, nasce identidade, e da identidade, conforto. Já recebi dezenas de mails com histórias de leitores. Nenhum - repito, nenhum - falava de dinheiro. Nenhum me exigia dinheiro ou achava, sequer, legítimo pedir dinheiro. Partilharam a história porque quiseram, ninguém as forçou a isso. E eu agradeço essa iniciativa. E valorizo-a.
Os que levantaram os problemas dos direitos de autor são os tais mesquinhos que nada têm a ver com a história. Os verdadeiros interessados e que até poderiam ter legitimidade para exigir direitos, esses, não o fizeram. E não o fizeram por uma razão: porque entendem o alcance do livro. E o alcance do livro vai muito, muito além do 1€ que poderei ganhar por exemplar vendido.

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publicado às 22:23

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