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31
Dez12

2013

por O Arrumadinho
O fim de ano é, para muita gente, um fim de ciclo, um renascer de esperança, um renovar de promessas, um lifting de desejos e ambições. Muitas vezes, basta uma semana, um mês, para nos deixarmos levar pelos ventos contrários, mas, ainda assim, a força que se instala em muita gente nos primeiros dias do ano tornam-nos em algo de especial.

O que desejo, a todos, sem excepções, é que elevem a fasquia, peçam mais e lutem mais, ambicionem mais e transcendam-se para chegar lá. Os tais ventos contrários chegarão sempre e bater-nos-ão com mais ou menos força. Cabe-nos resistir.
É dessa luta, das pequenas vitórias, da capacidade de superar derrotas e sair por cima, que chega, tantas vezes, a felicidade.

Um grande ano para todos.

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publicado às 18:51

29
Dez12

O desafio da Jessica Augusto

por O Arrumadinho
Hoje foi dia de São Silvestre. Andei 15 dias a treinar com regularidade, a preparar bem subidas, sempre tendo na ideia fazer um tempo entre os 40 e os 42 minutos. O meu recorde aos 10 km é de 39'50'' (há dois anos, na Corrida do Benfica), mas numa prova com uma subida que vai dos Restauradores até ao Saldanha não se pode pensar em grandes tempos. Ainda assim, e como me sentia forte, achei que poderia fazer uma marca inferior a 42''. O que nunca pensei foi que o meu amigo Roberto, que tratou dos dorsais, não se tivesse lembrado que eu não sou um iniciado. Resultado: parti no meio do pessoal que faz tempos acima dos 60'', ou seja, na última fila, quase a meio da Avenida da Liberdade. Nos primeiros quatro ou cinco quilómetros andei aos ziguezagues pelo meio de malta que foi passear (nada contra, atenção), crianças, gente com claras dificuldades físicas, mascarados, fanfarrões, o que me impediu de manter uma passada regular. Quando finalmente o terreno ficou mais limpo, começou a subida da Avenida da Liberdade. Senti-me com força e tentei fazê-la em passada larga, sempre no limite. Não quebrei e consegui virar, no Saldanha, ainda com muita energia. Depois, foi vir a abrir pela Fontes Pereira de Melo abaixo, Marquês e Avenida. Fiz estes últimos 3 km a uma média de 3'50''.
Acabei a prova com o tempo de 43'38'', um minuto e meio acima do tempo que queria, mas com a certeza de que só não fiz melhor porque aqueles primeiros quatro quilómetros foram um pesadelo.

No final da corrida, estive a falar um bom bocado com a campeoníssima Jessica Augusto, que está com um problema físico, e não pôde dar tudo nesta corrida. Ela desafiou-me a "acompanhá-la" na Maratona de Londres, a 21 de Abril. Acho que os meus olhos começaram imediatamente a brilhar. Pensei durante 3 segundos e disse-lhe logo que sim. Por isso, a partir de hoje, encontro-me oficialmente em preparação para a Maratona de Londres. Tenho quatro meses e meio para a preparar, o que é mais do que suficiente. A parte boa é que o meu único objectivo é o de melhorar o meu recorde pessoal da maratona, o que não é difícil, já que é de 4h19m. Difícil será piorar. Podem apontar: em Abril, em Londres, vou baixar das 4h. É promessa.
Agora, é ir treinando.


A Jessica não é só uma campeão na estrada; também o é em simpatia e humildade

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publicado às 22:39

28
Dez12
Em primeiro lugar, um largo pedido de desculpas por esta ausência prolongada, que, obviamente, nada teve a ver com desinteresse, mas, unicamente, com falta de tempo e de assuntos estimulantes para abordar. A culpa nem sequer é minha, é mesmo do Natal. Sim, porque o Natal é aquela época em que anda tudo a correr de um lado para o outro a comprar presentes, a enfeitar a casa, a preparar jantares, a fazer listas de compras. Vai-se aos blogues e só há textos com listas de presentes para receber, para dar, no Facebook só se fala de Natal, só se lêem mensagens com frases feitas, é tudo muito aborrecido. E se era para falar dessas coisas, pensei, mais valia estar calado. E foi o que fiz.

A minha vida foi um bocadinho diferente, mas nem por isso espectacular. Andei a fugir de todos os sítios invadidos pelos furiosos do Natal. Por isso, basicamente, estive enfiado na revista a trabalhar. Pelo meio fiz uma reportagem em vários ginásios de Lisboa (podem ler na próxima edição da SÁBADO, que sai dia 3 de Janeiro - fiz uma aula de sh'bam e tudo, uma modalidade que desconhecia) e andei a correr que nem um louco pela cidade, a preparar a corrida de São Silvestre, que é amanhã.

Por falar em São Silvestre, o meu obrigado às equipas que me convidaram para vestir as camisolas deles nesta corrida. Infelizmente, estava comprometido quase desde o primeiro dia com a equipa do El Corte Inglés, o que não me permitiu aceitar outros convites. Ainda assim, tive mesmo de aceitar o convite da Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla, que também vai estar presente na corrida. É uma doença crónica degenerativa que afecta sobretudo jovens adultos, e os números apontam para perto de 5 mil doentes em Portugal. Por eles, vestirei, também, a camisola que me enviaram.

 Já agora, e depois do pedido de desculpas, um grande obrigado. É que hoje chegámos aos 5 milhões de visitantes no blogue. É um número que me enche de orgulho, principalmente se pensarmos que o blogue tem apenas 1 ano e meio. A todos os que por aqui passam regularmente, seja por que razão for, o meu sincero obrigado.

Para terminar, dizer-vos que o início do ano vai trazer uma novidade. E tem a ver com a rubrica "In The Mood For Love", que agradou a tantos leitores. Não vai voltar, mas poderá dar um passo novo. Muito em breve dou notícias sobre isto.


Uma das minhas camisolas para amanhã, na Corrida de São Silvestre

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publicado às 19:43

19
Dez12

Senna

por O Arrumadinho
Ontem cheguei a casa à meia-noite, depois de 15 horas de trabalho, de rastos, e só pensava na minha cama. A minha queria mulher teve uma ideia genial: e se vissemos o documentário da vida de Ayrton Senna? Há meses que ando para o ver, mas só ontem é que o consegui arranjar, só que o dia parecia-me o pior possível. Achei que iria adormecer ao fim de 3 minutos. Não adormeci.

O documentário é intenso e trouxe-me de volta imagens ainda muito presentes da minha infância e adolescência. Recordei os tempos em que vibrava com a Fórmula 1, com os duelos e guerras entre Senna e Prost, as loucuras do brasileiro, a racionalidade do francês, a genialidade de ambos.
Vi uma série de imagens inéditas, vídeos muito interessantes sobre os bastidores da vida e das corridas, tudo construído como se estivéssemos dentro de um filme ficcionado por argumentistas por forma a tornar-se mais interessante. A realidade supera tudo isso.
Ao longo do documentário vamos torcendo por Senna, vendo como Prost passa de amigo a arqui-inimigo e novamente a amigo, e percebendo como o fim se aproxima.
O final, ainda que não surpreenda, emociona.
Fica uma enorme figura do desporto mundial, um génio das corridas que um dia Prost disse achar-se imortal. Não era. Ou melhor, afinal é.

Com isto, deitei-me quase às 3 da manhã. Com o coração apertado.


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publicado às 11:47

18
Dez12

Leonor

por O Arrumadinho
Há oito anos estive em Figueira, perto de Portimão, a conhecer o sítio onde, meses antes, desaparecera uma criança, a Joana, que terá sido morta pela mãe, Leonor, e pelo tio, João.
Na altura, andei a recolher informação, a ver os locais, a falar com pessoas, a analisar espaços, para um argumento que estava a escrever para uma minissérie sobre este caso.
Li tudo o que saiu nos jornais sobre o assunto, mantive longas conversas com responsáveis pela investigação do caso, mas nunca consegui chegar, na minha cabeça, a uma conclusão definitiva sobre o que verdadeiramente aconteceu à criança. Por vezes, os factos descritos faziam sentido, as histórias que me contavam eram lógicas, mas havia sempre peças que faltavam, coisas que não ligavam, provas que me pareciam estranhas, confissões que depois eram desmentidas, a história das supostas agressões a Leonor também nunca foram bem explicas (a versão de que ela caiu da escada é um pouco ridícula).

O tribunal concluiu que Leonor e João mataram Joana, cortaram o corpo aos bocados, mas nunca se soube o que lhe fizeram - eles próprios nunca confessaram o que lhe fizeram. A teoria dos investigadores da PJ (que foi chamada de volta a Lisboa quando ainda não tinha concluído a investigação, porque o Ministério Público entendeu que a prova contra Leonor e João era suficiente) é a de que Leandro Silva, o companheiro de Leonor, terá levado o corpo na bagageira de um carro destruído, que foi empacotado numa fábrica de sucata em Espanha, daí ter desaparecido. A teoria generalizada de que ela foi dada aos porcos caiu e nunca foi provada.

Isto tudo hoje ganha relevo porque, de acordo com o Correio da Manhã, Leonor Cipriano poderá sair em liberdade antes do Natal. Sim, é verdade. Já cumpriu metade da pena, tem tido bom comportamento, e, se o juiz entender, poderá sair em liberdade condicional, ou poderá ter direito a saídas precárias.

De acordo com a Justiça, Leonor é culpada. E eu acredito que seja (de matar ou de vender a filha). Acho, por isso, esta situação inaceitável. O alarme social é um factor importante na atribuição da liberdade condicional a um recluso. Até para sua protecção. Quer-me parecer que se Leonor sair e voltar a Figueira não vai sair de lá viva. 

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publicado às 12:31

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