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28
Fev13

Num harém

por O Arrumadinho
Queria só deixar aqui um beijinho para estas meninas todas aqui em baixo, com quem tive o privilégio de jantar no fim-de-semana passado. Foram todas umas queridas e fizeram-me sentir um sultão no meio de um harém.
O beijo é especial para a Marta e para a Ângela, que ficaram mesmo ao meu lado, e com quem acabei por conversar mais (Ângela, dá-lhe forte nessas corridas!).

Uma palavra também para todo o pessoal do restaurante Porto Novo e do hotel Sheraton Porto. Já estive em hotéis de cinco estrelas em vários locais, já fui recebido como jornalista, como visita, como convidado, como blogger, como cliente, e nunca tinha sido tratado com tanto profissionalismo, simpatia e dedicação como aqui.
Muito mais do que uma cama confortável, uma vista de mar ou um pequeno-almoço de luxo é o atendimento que nos faz querer voltar a um sítio. E eu quero voltar aqui.
A todos, os meus parabéns e o meu obrigado.


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publicado às 23:35

28
Fev13

Viagens e os filhos

por O Arrumadinho
É das viagens que guardamos algumas das melhores recordações das nossas vidas, por isso é tão bom pegar numa mala e ir para longe, seja para onde for, mas para longe, para um sítio que cheire e saiba a novo.
Durante muitos anos, praticamente desde que comecei a trabalhar, fiz unicamente férias de cidade. A primeira vez que fui para um resort na vida foi na lua-de-mel, em 2010. Antes disso, férias de praia só por uns dias, na Comporta. De resto, optava sempre por uma cidade, um País, uma road trip, ia variando.

Nos últimos anos, no entanto, tenho ido a poucos sítios novos. Conheci a Índia, as Maldivas, Chicago, Salvador da Bahia, a Cidade do Cabo e Joanesburgo. E acho que foi só. De resto, repeti três vezes Nova Iorque, repeti Washington, repeti Filadélfia, repeti o Rio de Janeiro, repeti Paris, repeti Londres, repeti Madrid. Depois de amanhã volto ao Brasil, desta vez para o nordeste, que não conheço, para uns dias que se esperavam ser de praia, mas que começo a achar que vão ser de quarto de hotel, tendo em conta as previsões meteorológicas, que dão chuva forte durante toda a próxima semana, apesar dos 32 graus de temperatura (pode ser que mude, pode ser que mude, pode ser que mude).

Uma das perspectivas que se perdem com a chegada dos filhos (e eu vou para o segundo) é a de voltar a fazer grandes viagens, pelo menos nos próximos anos. Já sei que antes dos 42 ou 43 anos não vou pegar no carro na Nicarágua e descer até à Patagónia. Não vou cruzar o Japão. Não percorrerei os balcãs e o leste da Europa numa road trip de mochila às costas.

No entanto, quero acreditar que os cinquentas de hoje são os trintas de há duas ou três décadas. E quando chegar aos 50 vou ter um filho com 20 e outro com 14, mais do que prontos a meter-se nestas aventuras comigo.

Há quem veja o crescimento dos filhos como sinal do nosso próprio envelhecimento. Não acho isso. Não sou daqueles pais que adoram bebés queridos e fofinhos e que ficam com pena quando passam a ser crianças. Sou o contrário. Acho muito mais desafiante e interessante esta fase, a das primeiras leituras, a dos ensinamentos que eles não esquecem, a da afirmação e definição dos valores. Ontem, por exemplo, enquanto acompanhava o meu filho a fazer um trabalho sobre a Beira Litoral, dei comigo a falar-lhe de Zeca Afonso, a mostrar-lhe um vídeo no Youtube de "Traz Outro Amigo Também", a contar-lhe a história e a importância de "Grândola, Vila Morena", a explicar-lhe o que é uma revolução e o que foi o 25 de Abril. Hoje, quando o levava à escola, pediu-me para lhe contar outra vez a história do 25 de Abril. Quando o fui buscar contou-me, entusiasmado, que tinha falado aos colegas da revolução e dos senhores que festejaram na rua quando puderem andar em liberdade.

Depois, ouve-se isto, vive-se isto, e esquecem-se as viagens.
Há muito mundo para ver ao lado de um filho.


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publicado às 21:48

27
Fev13

The Americans

por O Arrumadinho
Começou a 30 de Janeiro nos Estados Unidos uma série que é apontada pelos críticos como o novo "Homeland" (ou "Segurança Nacional", por se chama em Portugal). Já vi os dois primeiros episódios e estou rendido.

A série chama-se "The Americans" e passa-se no início dos anos 80, em plena Guerra Fria, e numa altura em que Ronald Reagan, recém-chegado à Casa Branca, aumenta a pressão política sobre a União Soviética, o que levou a que se temesse uma eventual guerra nuclear. Um tradicional casal americano vive num bairro habitacional de classe média, com os dois filhos, e são o típico par de cidadãos exemplares e felizes. Só que escondem a verdadeira identidade e missão. Eles são soviéticos, foram colocados nos anos 60 nos Estados Unidos como espiões do KGB, e a vida de casados faz parte do disfarce, apesar de terem tido dois filhos e de se relacionarem sexualmente.

E este é um dos lados mais interessantes da série, e que em muito a diferencia de "Homeland". Neste casal, tudo é conflito. Há conflitos internos, já que ambos se habituaram ao estilo de vida americano e aprenderam a apreciá-lo, há conflitos com os filhos, que se renderam à cultura e aos heróis americanos, há conflitos um com o outro, já que ela é mais fanática e profissional do que ele, mais humano e, também, apaixonado por ela. O trabalho como espiões obriga-os, por exemplo, a envolverem-se sexualmente com potenciais fontes de informações, e esse tipo de coisas vai criando tensões na mesma medida em que o afecto e o amor se evidenciam.

Esta quinta-feira, na TENTAÇÕES, a revista cultural da SÁBADO, assino um texto sobre a série, para quem quiser saber mais.
Estreará em Portugal na Fox, já esta Primavera.


A tensão entre o falso casal é um dos plots mais interessantes da série

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publicado às 22:18

27
Fev13

Ideias para máquinas reflex

por O Arrumadinho
Então e o que é que os entendidos de fotografia têm a dizer sobre máquinas daquelas mesmo boas?
Queria comprar uma reflex que já fosse muito boazinha, que fizesse vídeo com boa qualidade, e que me permitisse trabalhar já com uma elevada dose de profissionalismo.
Gostava, também, que fizesse boas imagens com pouca luz, sem parecer que se está numa cave (ainda que se esteja).

Ideias, de entendidos, precisam-se.

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publicado às 12:42

27
Fev13

A banalização da Grândola

por O Arrumadinho
Esta moda de interromper os ministros ao som do Grândola Vila Morena já começou a ter o efeito inverso ao pretendido e, mais grave, está a levar à banalização e ridicularização de uma música que corre o risco de deixar de nos arrepiar de cada vez que se faz ouvir, pelo simbolismo que acarreta (ou acarretava, vá).

Cantar a Grândola Vila Morena no Parlamento, quando Passos Coelho falava, foi uma das contestações mais inteligentes e bonitas a que assisti na nossa democracia. Foi um acto pensado e executado para um determinado dia, mas acabou por ter um efeito contagiante, o que até poderia ter sido positivo, caso não se tivesse banalizado. Os rostos da actual crise não são todos os ministros do Executivo, não são todos os dirigentes do PSD ou do CDS, não são todas as pessoas que votaram neste Governo. Os alvos devem ser bem definidos e os tiros têm de ser certeiros, para que as coisas funcionem.

O que se está a passar, com a Grândola cantada nas escolas quando os putos querem reclamar da falta de condições numa casa de banho, com a Grândola cantada por funcionários de uma fábrica que não concordam com a política de horas extraordinárias ou com a Grândola cantada de cada vez que qualquer ministro sai à rua só está a contribuir para que uma canção que simboliza a conquista da Liberdade num ponto de viragem para a democracia se torne numa anedota. E isso não devia acontecer nunca.

Outra coisa que é importante que se perceba: a Grândola Vila Morena não é património da Esquerda. É património cultural do País. Todos os que são pela Liberdade têm o direito de a sentir como sua. Numa conjuntura em que muitas vezes o discernimento parece tolhido é preciso recordar a muita gente que a esmagadora maioria das pessoas que votam PSD e CDS são favoráveis a Abril, são favoráveis à Liberdade e à democracia. Não é por alguém votar no PCP ou no Bloco de Esquerda que é mais democrata do que qualquer outra pessoa. E esta confusão, muitas vezes, não está clara na cabeça de muita gente.

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publicado às 09:00

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