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31
Mai13

Dancing Days

por O Arrumadinho
Cá em casa, mulher e filho são fãs do Dancing Days, uma novela que acho que é emitida há uns 12 anos na SIC.
Por força disto, volta e meia levo com conversas entre os dois sobre aquelas tramas. Ultimamente, perdi uns quantos minutos em frente à televisão para ver se entendo o encantamento deles. E, em poucos minutos, encontrei uma série de coisas que não têm resposta.

1. Porque é que um gajo de laço, que parece ser milionário, e que toma pequenos almoços de luxo com uma miúda adoptada, tem uma mulher que trabalha como emprega de balcão num café chamado Lima Limão?

2. Porque é que o Albano Jerónimo e a Maya Booth vivem num loft com dois pisos, mas nunca estão no andar de cima? Aliás, o que é que haverá no andar de cima, se no de baixo ficam a sala, a cozinha, o quarto e a casa de banho?

3. Porque é que escolheram a Soraia Chaves, que tem 31 anos, para fazer uma personagem que deverá ter, na história, uns 40 e tal?

4. Porque é que uma senhora (que acho que é a mãe do Albano Jerónimo) está EM TODAS AS CENAS sentada no sofá de casa? Tem algum problema de saúde? Não pode apanhar sol? Não pode andar? Não sei.

5. Porque é que duas miúdas passam a vida a falar da coloração dos cabelos com L'Oreal?

Os escassos minutos que vi não deram para apanhar mais coisas do género.
Eu sei o que custa escrever uma novela, e tenho enorme estima pelo autor do Dancing Days, o Pedro Lopes, com quem já trabalhei. Também sei o que são product placements, limitações de décors, de número de personagens, e tudo isso. Mas vá, os diálogos também podiam ser melhorzinhos. E as interpretações. E os cenários. E o guarda-roupa. E a história. Mas isso sou eu a dizer, que não encaixo no target. Cá em casa, pelo menos, estou em minoria.


Gosto muito da Joana Ribeiro - e na novela dá uns excelentes conselhos capilares a uma amiga totó

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publicado às 21:48

31
Mai13

As várias datas do "Desamor"

por O Arrumadinho
Depois de ter publicado parte de um capítulo do livro, muitos foram os que deixaram comentários (aqui e no Facebook) com dúvidas sobre o livro, a publicação, a sessão de autógrafos e a apresentação. Na verdade, é tudo um pouco confuso, porque são quatro datas diferentes.
Então, é assim.

6/7 de Junho (5ª e 6ª)  é possível que o livro chegue a algumas livrarias. Não a todas. Se não o encontrarem nesta data, é normal.

10 de Junho há uma sessão de autógrafos, às 17h, na Feira do Livro de Lisboa, no stand da Leya. Aqui, haverá livros para todos, em primeira-mão, e com dedicatória especial feita por mim. Por isso, se quiserem ser os primeiros a ter o livro em mãos, e logo assinado, podem aparecer no último dia da feira. Meia-hora antes, a minha mulher estará no stand da Matéria-Prima a autografar o livro dela, por isso, se o têm, podem passar por lá a recolher um autógrafo. Se não o têm, podem comprar por lá.

11/12 de Junho (3ª e 4ª)  o livro deverá estar em todas as livrarias do país, bem como nos principais hipermercados.

18 de Junho (3ª) apresentação do livro, às 18h30, na Fnac do Colombo. Aqui, estarei eu, a Margarida Rebelo Pinto e a protagonista da história que pré-publiquei no blogue. Faremos, a três, a apresentação do livro.

Como é óbvio, faço muito gosto em que estejam todos presentes.
Tentarei, o quanto antes, fazer uma apresentação do livro no Porto. Queria muito fazer outra na zona centro (Coimbra ou Leiria) e uma a sul (Faro), mas isso dependerá do questões logísticas que não dependem exclusivamente de mim.
Deixo, para já, um convite para que todos apareçam no lançamento oficial do livro, a 18 de Junho.
Seja bem-vindo quem vier por bem.



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publicado às 12:05

30
Mai13

A cabaninha

por O Arrumadinho
Aproximam-se as férias para muita gente, e já comecei a receber mails de gente a perguntar-me pela cabaninha na Carrasqueira (ao lado da Comporta), de que já aqui falei, e que é tão especial para mim, já que passo ali grandes temporadas há 30 anos.

Para quem não sabe do que estou a falar, posso dizer que no Verão passado deixei aqui uma dica para umas férias numa das melhores zonas do País, a um preço que já não existe (285€ por semana), numa cabana típica alentejana, com um quarto com cama de casal e uma sala com sofá-cama, que dá para mais duas pessoas. Tem casa-de-banho, cozinha, televisão e fica a 5 km da praia da Comporta. Desde que me lembro de existir que vou para ali e já assisti a várias fases da vida daquela cabana, desde quando esteve quase abandonada até esta nova vida, toda recuperada.

Para não ter de estar a responder a mesma coisa a toda a gente, aqui fica toda a informação.
Pelo que sei, e até hoje de manhã, a cabaninha estava livre nas seguintes semanas:

- 4 a 8 de Junho;
- 22 a 29 de Junho;
- 6 a 13 de Julho;
- 13 a 20 de Julho;
- 27 de Julho a 3 de Agosto;
- Todo o mês de Setembro.

Até 8 de Junho pode ser alugada ao dia (40€), a partir de 22 de Junho e até final de Setembro só poderá ser alugada à semana (285€).
É um sítio ideal para um casal, ou para um casal com filhos, por exemplo. Mas também têm ido para lá dois casais.
Podem ver mais fotos da cabaninha aqui.

Quem estiver interessado pode falar com a proprietária, a sempre mui simpática dona Manuela, através do mail mmmartinsalberto@gmail.com ou pelo número 96 337 84 77. Pode ser que nos vejamos por lá.

Aqui fica uma foto da cabaninha.



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publicado às 13:53

30
Mai13

Dois anos

por O Arrumadinho
Faz hoje dois anos que publiquei o primeiro post nesta nova versão do blogue. É um número pequeno, mas com muito significado. Há outros maiores e que me enchem de orgulho.

Já publiquei 999 textos (podia ter inventado outro qualquer para este ser o milésimo, não era?)
Já aprovei 24.307 comentários.
Tenho um registo de 2.633 seguidores.
Totalizo 6.669.564 visitas e 9.444.146 de pageviews.
Criei uma página de Facebook que já tem 20.404 fãs.
Lancei-me no Instagram, onde já publiquei 276 fotos, e onde sou seguido por 3.455 pessoas.
Publiquei 2 livros.

O Arrumadinho é um projecto de sucesso, sobretudo, porque vocês estão desse lado.
O meu obrigado a todos.



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publicado às 12:20

29
Mai13

Desamor - O Fantasma

por O Arrumadinho
Uma das histórias de desamor que mais me comoveram e intrigaram foi-me contada quando já tinha dado por concluído o meu livro, "Desamor", que chega às livrarias no início de Junho. Foi-me contada num jantar, em frente a outras pessoas, deixando toda a gente com um nó na garganta, num silêncio profundo.
O relato foi feito com pausas e lágrimas. A ferida de amor, recente, estava ainda aberta.
A história aconteceu com uma mulher inteligente, culta, bem sucedida, que nunca se imaginara metida em aventuras semelhantes. É a prova de que incidentes de amor, mais simples, mais duros, mais atribulados, acontecem a qualquer um, em qualquer altura. Ninguém está preparado para nada.

Há dias, falei novamente com a protagonista desta história e convidei-a a estar presente, no dia 18 de Junho, ao meu lado, na apresentação do livro. Ela irá dar a cara e dizer aquilo que lhe apetecer sobre o que viveu. Embora ainda sofra diariamente com este episódio marcante, também ela sabe que a exposição desta história poderá funcionar como mecanismo de prevenção para outras mulheres.

Não quero revelar-vos tudo, mas deixo aqui uma pré-publicação deste capítulo. Não é a história completa, mas já dá para sentirem o que se passou. Se quiserem ler o resto, bem como os restantes capítulos, já sabem, é procurar o livro, muito em breve, em qualquer livraria ou hipermercado.

Aqui fica o início de "O Fantasma".

pré-publicação de um capítulo de "Desamor".
O Fantasma
Sempre fui muito céptica em relação a redes sociais e durante muito tempo recusei-me a ter um perfil no Facebook, ou, sequer, a querer perceber como é que aquilo funcionava. Mas como sou empresária, com um pequeno negócio, achei importante ter uma página profissional numa rede social para tentar comunicar melhor a marca e atingir potenciais novos clientes. 
Pouco tempo depois de arrancar com o perfil da minha empresa no Facebook, comecei a receber comentários de um Francisco Alves, que tinha sempre qualquer coisa a dizer sobre todos os posts que publicava. Eram quase sempre simpáticos, mas, ao fim de algum tempo, parecia-me uma coisa quase obsessiva. Como a minha página não tinha assim tantos fãs, muitas vezes, os únicos comentários eram os dele, e isso fez com que o visse quase como o meu amigo profissional online. Dei por mim a abrir o perfil dele e a tentar saber mais sobre aquela pessoa, mas não consegui, já que era privado. Eu tentava sempre responder aos comentários dele, mas, por ser uma página profissional, não podia perder o tom institucional, embora muitas vezes tivesse vontade de ser mais provocadora, já que era esse muitas vezes o tom que ele usava.
Ao fim de uma semana de trocas de comentários regulares, mas impessoais e acanhados, recebi uma mensagem privada dele. Nem sabia que essa possibilidade existia. Dizia que percebia que era complicado falarmos através da página da empresa, que os comentários poderiam parecer abusivos, mas que poderíamos sempre usar as mensagens ou trocar mails. Respondi-lhe e falei-lhe um pouco de mim. Disse-lhe que me chamava Susana Sousa, tinha 27 anos, começara um negócio próprio na área da organização de casamentos e que ainda era muito inexperiente no Facebook. Ele respondeu-me minutos depois. Já sabia que se chamava Francisco Alves, tinha 31 anos e era engenheiro numa empresa belga. Era de Lisboa, mas estava a viver perto de Bruxelas, embora viesse com alguma frequência a Portugal.
Durante algumas semanas, trocávamos várias mensagens por dia, que se foram tornando cada vez mais pessoais e cada vez mais entusiasmadas. Fiquei a saber que ele era solteiro, que tinha tido um relacionamento muito longo que terminara há um ano, que estava muito bem na vida e que contava voltar a Portugal daí a dois ou três anos, com dinheiro suficiente para comprar uma casa a pronto e arranjar um emprego numa multinacional, a fazer mais ou menos o mesmo que em Bruxelas. Era um homem inteligente, empreendedor, muito divertido e com um lado algo infantil a que também achava graça — era surfista, falava imensas vezes das saudades das ondas do Guincho, dos amigos de Peniche, da Ericeira, de noites na praia ao calor da fogueira a beber cervejas e a contar histórias. Pareceu-me um rapaz solitário e fiquei com a sensação que a nossa troca de mensagens era resultado dessa solidão que ele sentia, talvez por estar longe de casa, da família e dos amigos.
Percebemos que as nossas conversas caminhavam para a sedução e nenhum quis parar. Se no início me sentia assustada, ao fim de três semanas de mensagens diárias estava já embrenhada e viciada nos nossos encontros online. Fazíamos companhia um ao outro durante quase todo o dia de trabalho, e já só falávamos no momento em que nos iríamos ver pessoalmente. Eu, que era a pessoa mais anti-redes sociais, sentia-me apaixonada por uma pessoa que nunca tinha visto, mas que conhecia melhor do que muitos amigos de há vários anos.
Quase tudo na vida dele era sedutor, desde a atitude perante o trabalho, até à forma carinhosa como falava da família. As conversas duravam há sensivelmente um mês quando ele me perguntou se era a minha empresa que iria organizar o nosso casamento. Sozinha, em frente ao computador, emocionei-me, as lágrimas caíram-me pela cara, e não soube o que lhe responder. Aquilo soou-me quase a um “Queres casar comigo?” à distância, um assumir de compromisso, algo que nunca um homem me havia dito. Respondi-lhe que sim, e que seria o casamento mais bonito de sempre. Foi então que ele me disse que, daí a dois meses, viria a Portugal. Acho que aquele foi o dia mais feliz da minha vida em muitos anos. Ser quase pedida em casamento e saber que o homem por quem estava verdadeiramente apaixonada vinha finalmente ter comigo eram notícias com força para me deixar a sorrir durante meses. 
As nossas conversas evoluíram depois para um tom mais sexual. Começámos a falar sobre o que nos apetecia fazer, a fazer planos para o nosso primeiro encontro, e acabámos por combinar uma conversa por Skype, para nos vermos, pelo menos em vídeo, já que no Facebook dele existiam apenas duas fotografias, e em nenhuma conseguia ver-lhe bem a cara, apesar de se perceber que era um rapaz bonito e elegante.
Nessa noite, liguei-lhe para o Skype e ele atendeu. Fisicamente, não era muito parecido com o que demonstravam as fotografias, que deviam ser mais antigas, foram tiradas ao longe, e numa ele estava a surfar e noutra a andar de bicicleta, por isso, era difícil fazer uma comparação. Parecia-me mais gordo e não tão bonito, embora não fosse feio — era um rapaz normal. Não foi isso, naturalmente, que mudou o que quer que fosse na minha maneira de sentir a relação. A pessoa que estava à minha frente era o homem por quem me apaixonara naqueles últimos meses, mesmo sem o ter visto uma única vez. A conversa foi mais curta do que o normal, e acabou, tal como eu esperava (e desejava, no fundo) numa espécie de relação sexual via vídeo, a única que nos era permitida. No entanto, não voltámos a fazê-lo. Preferimos guardar tudo para quando estivéssemos juntos. 
Faltavam poucos dias para o 20 de Dezembro, data em que o Francisco chegaria a Portugal, quando ele me disse que gostava que eu conhecesse os pais dele. Achei aquilo romântico, carinhoso. Hoje em dia, é muito raro encontrar um homem que faça questão de apresentar a namorada aos pais, parece uma coisa muito do início do século XX, mas claro que lhe disse que sim, que teria muito gosto em conhecê-los. Ele ainda não sabia a hora do voo, porque estava dependente de conseguir resolver umas burocracias antes da viagem, mas disse-lhe que o iria esperar ao aeroporto. Ele ficou muito contente, e pediu-me apenas para não correr logo para ele, já que estariam lá os pais, e, por isso, seria melhor eles cumprimentarem-no e, depois, ele apresentava-me. Concordei, naturalmente.
No dia seguinte, o Francisco não apareceu online, como era hábito. Fiquei preocupada, até porque, na véspera, não me disse que iria estar indisponível ou com excesso de trabalho. Esperei, enviei-lhe algumas mensagens para o perfil dele de Facebook, mas não obtive resposta. Pela primeira vez, lembrei-me que não tinha qualquer outro meio para o contactar, que não a internet. Tentei ligar-lhe para o Skype, mas não estava online. Enviei-lhe um mail para o único endereço que tinha dele, mas não obtive resposta. Comecei a ficar mais apreensiva, até porque a viagem dele era daí a dois dias e nunca tínhamos ficado tanto tempo sem nos contactarmos.
Passaram-se dois dias sem que tivesse tido uma única mensagem dele. Chegou o dia 19, a véspera de ele chegar a Portugal. Tive então a certeza de que alguma coisa se tinha passado. Entrei em desespero, chorei o dia inteiro, não consegui ir trabalhar. O que me deixava mais nervosa era o facto de me sentir completamente impotente para fazer o que quer que fosse. Não sabia o nome da empresa dele, nem a morada de casa, nem telemóvel, nada. Lembrei-me de tentar contactar alguns amigos dele no Facebook, para ver se algum me poderia ajudar e saber qualquer coisa sobre ele. Abri a página dele e vi uma publicação de um amigo que me deixou de pernas bambas e em estado de choque.
— Pessoal, o Francisco foi vítima de um assalto em Bruxelas, quando circulava na rua, à noite, com dois outros amigos. Não sabemos exactamente o que se passou, mas ele acabou por ser baleado e está internado no hospital. O estado de saúde dele implica cuidados, por isso, vamos esperar que ele tenha sorte e torcer todos para que ele recupere o mais rápido possível. Logo que haja novidades darei notícias por aqui.



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publicado às 19:57

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