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28
Fev14

Os ódios carnavalescos

por O Arrumadinho

Chega a sexta-feira antes do Carnaval e as redes sociais enchem-se de duas coisas: dos pais que colocam as fotos dos filhos mascarados, e dos outros (pais e não pais) que destilam ódio à época.

 

Eu não acho particular graça ao Carnaval. Não é uma coisa culturalmente nossa - tirando numa ou noutra cidade -, não é uma coisa que em Portugal seja particularmente virada para os adultos e também não são os tipos de festas que mais me agradam. Durante muitos anos - diria que ali entre os 18 e os 32 - era daqueles que preferem sair do País nesta altura, fazer qualquer coisa para passar por cima desta época.

 

Mas depois vieram os filhos. E os filhos, como se costumam dizer, mudam tudo. 

Continuo a passar ao lado do Carnaval, a fugir de todas as festas, mas gosto muito da excitação que esta altura provoca nos miúdos. A escolha do fato, o contar os dias para o levar para a escola, o entusiasmo com que eles vivem todos os detalhes, tudo isso me dá aquela alegria de um pai que vê o seu filho feliz.

 

Ainda não sou dos que colocam a foto do filho mascarado no Facebook, mas também já não sou dos que odeiam o Carnaval. Acho que já temos demasiados ódios à nossa volta para ainda estarmos a odiar uma coisa que existe para animar as pessoas.

 

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publicado às 11:07

Como já deu para reparar por mais uma ausência de alguns dias, a minha vida anda complicada no que diz respeito a tempo. E às vezes não é só a falta de tempo de vir aqui escrever, porque há sempre cinco minutos para abrir o blogue e colocar aqui qualquer coisa, mas não é isso que gosto de fazer, gosto de pensar um bocadinho em conteúdos melhores, gosto de ler sobre as coisas antes de escrever, gosto de trazer temas que possam dar alguma dicussão (no bom sentido), gosto de contar algumas coisas engraçadas que me vão acontecendo, ou gosto simplesmente de abordar assuntos sobre os quais tenho prazer em escrever, e prefiro não publicar nada a escrever qualquer coisa só porque tem de ser, sem qualquer interesse (é a vantagem de não ser blogger profissional).

 

Acontece que nos últimos tempos, tal como já escrevi num outro post, tem sido muito complicado conjugar tudo na minha vida. Há sempre qualquer coisa que tem de ficar para trás. Como a família e o trabalho são sempre a prioridade, quem acaba por sair prejudicado é o blogue (que embora seja parte do meu trabalho, é uma parte menor) e todas as áreas de lazer da minha vida - as corridas, as idas ao ginásio, os filmes, as séries, os livros, as jogatanas de PlayStation, os jantares e almoços com amigos, os passeios.

 

Ainda assim, na semana passada, consegui dar um saltinho a Cabo Verde - foram só cinco dias -, e esperava, finalmente, poder respirar e recuperar toda essa parte de diversão que tenho desleixado. Fiz um plano de treinos rigoroso, com uma corrida e uma hora de ginásio por dia, levei dois livros para ler, vários filmes, séries, e, claro, bastante trabalho, que despacho sempre entre as 7h e a hora a que a minha mulher acorda, e e depois de almoço, quando normalmente ela dorme a sesta - assim, ninguém se chateia).

 

As coisas até começaram a correr relativamente bem. Logo no primeiro dia, ao fim da tarde, calcei os ténis e aventurei-me pelas ruas do Sal. Apesar do vento fortíssimo, de algum frio, e de um piso extremamente irregular, consegui fazer 10 km. Era mais uma etapa na preparação da Maratona de Paris, que é já a 6 de Abril. No dia seguinte, mais ou menos à mesma hora, lá voltei a equipar-me e fui para a rua, desta vez procurando um caminho diferente. Corri ao longo de toda a avenida que liga o centro de Santa Maria e os hotéis Riu, contornei o Riu Funaná, e quando estava a regressar, pimbas!, um entorse no tornozelo. Mais um. Para aí o 29.º nos últimos cinco anos. Sempre o mesmo tornozelo, o esquerdo, e sempre pelas mesmas razões - piso qualquer coisa durante a corrida. Desta vez, ia distraído com a paisagem, a olhar para todo o lado, e pus o pé numa cova, mas na parte lateral, o que fez com que o pé torcesse todo. Senti imediatamente o impacto fortíssimo, como se me tivessem espetado qualquer coisa, e comecei aos saltinhos, ao pé coxinho, durante uns cinco metros. Depois tentei pôr o pé no chão, e continuar a corrida, para analisar a extensão da dor, porque já fiz vários entorses menos graves, ligeiros, que me permitiram seguir com o treino. Mas desta vez não. Ainda corri uns 100 metros, mas as dores eram imensas. Estava a quase 4 km do hotel, num descampado deserto, longe de tudo, completamente sozinho, coxo e cheio de dores. Não tive outro remédio senão continuar a arrastar-me por aquele cenário deprimente. O chão era de terra batida, havia imenso lixo, carcaças de edifícios deixados a meio, projectos de hotel que não passaram de meia dúzia de blocos de cimento, um território que mais parecia um cenário de guerra do que um local agradável para correr. Era a primeira vez que passava ali, não fazia ideia do que iria encontrar nas traseiras dos hoteis, mas era aquilo. E as dores fortes, e nem uma pessoa no meu alcance visual.

 

Quando ia mais ou menos a meio, a ouvir António Zambujo no iPod, perdido naquele pedaço de terra sem graça, avistei um cão ao longe. Era grande, escuro, peludo e corria na minha direcção. Eu até gosto de bichos, sobretudo de cães, mas tenho um trauma com cães pretos e grandes, já que quando era miúdo, aos 7 anos, fui mordido três vezes por um, uma na mão, outra na orelha e a última na cabeça, quando jogava ao berlinde. Só dessa vez levei 18 pontos na cabeça. Claro que comecei logo a ver o cenário: o cão vem atacar-me, claro, que outra explicação pode haver. E eu coxo, fragilizado, sem poder correr, e logo por azar sem nenhum pau ali à mão para segurar. Procurei por pedras, mas o bicho estava demasiado próximo. Assumi uma posição de combate, e pensei, "olha, vem, que eu chego para ti". O cão aproximou-se, cada vez mais, sempre na minha direcção, e... passou por mim, continuando a sua marcha. Não me ligou nenhuma. Nem sequer olhou para mim. Lá foi ele à sua vida, já que seguramente deveria ir atrasado para algum compromisso.

 

Mais descansado, continuei a arrastar-me até ao hotel. Cheguei uns 50 minutos depois, triste com a lesão, e já a pensar que poderia ter acabado ali o meu sonho de participar na Maratona de Paris. 

Entrei no quarto, e estava tudo a dormir - a minha mulher e o Mateus. Fui ao frigorífico, saquei de uma garrafa de água gelada, estendi-me no sofá, fiz uma pilha de almofadas e pus o pé elevado, com a garrafa encostada ao lado inchado do tornozelo. Já era demasiado tarde para ir à farmácia.

No dia seguinte, lá fui comprar Reumon Gel, com que passei a besuntar o pé três vezes ao dia. Entretanto, descobri mais uma maravilha das meias de compressão, que uso para correr. Agarrei numa e usei a parte compressiva para me apertar o tornozelo, como se fosse uma ligadura apertada. E a coisa funcionou na perfeição. Fiquei com muito menos dores, comecei a conseguir meter o pé no chão ao fim de dois dias, e o inchaço desapareceu rapidamente.

Claro que só senti que já podia voltar a correr quando cheguei a Portugal. Mas, cá, falta-me o tempo. Ainda assim, tenho conseguido fazer alguns treinos, e volto a acreditar que será possível ir a Paris a 6 de Abril. Agora, é esperar que o tornozelo não quebre. Entretanto, já fui a uma consulta com um especialista em pé e tornozelo, que me irá fazer uma série  de exames para ver se consigo resolver isto de vez, ou, pelo menos, minimizar os riscos de isto acontecer tantas vezes.

 

Deixo-vos algumas fotos dos últimos tempos, muitas delas que tenho colocado na página de Instagram do blogue, que podem seguir aqui.

 

Este domingo já voltei a correr, junto ao rio, a um ritmo baixinho, só para sentir como respondia o tornozelo

 

Em Cabo Verde, quando me preparava para a primeira corrida das férias

 

No segundo dia, com a meia de compressão amarrada à volta do pé e o meu melhor amigo, o Reumon Gel

 

 

Nas férias, li em menos de nada o "A Porta Para a Liberdade", um grande livro do Pedro Prostes, que conta a história do homem que ajudou Cunhal a fugir de Peniche em 1960. Um verdadeiro documento histórico que revela pormenores incríveis de uma fuga que mudou o nosso País 

 

 

 

 Sem poder correr, restou-me isto, ficar à beira da piscina a vegetar. No último dia (só mesmo no último) quebrei ligeiramente a minha dieta e bebi duas caipirinhas (mas no resto dos dias portei-me sempre bem, nem uma transgressão)

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publicado às 10:18

12
Fev14

Um crónica sobre o regresso

por O Arrumadinho

Quem corre, quem faz desporto regularmente, que entende a importância da actividade física para o nosso bem-estar geral, para a nossa felicidade, vai gostar de ler a minha última crónica publicada na revista online Viver Bem.

É sobre o regresso à corrida, depois de uma longa paragem. É sobre a força que temos de ter para não nos vergarmos à preguiça, para pararmos de adiar o que não pode mais ser adiado.

Foi, talvez, a crónica que mais gostei de escrever.

Podem lê-la aqui.

 

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publicado às 16:55

11
Fev14

Dia de dérbi, versão 2

por O Arrumadinho

Depois de uma tarde de domingo perdida dentro do estádio à espera de um dérbi que não chegou a realizar-se, hoje voltámos à Luz de cachecol em punho e a mesma atitude de sempre — eu a achar que iríamos ganhar por 3-0, ela com a certezinha de que perderíamos. Nada de novo.

Desta vez houve jogo, e desta vez tive razão. Ganhámos mesmo, e ganhámos em tudo o que se podia ganhar: a diferença entre o Benfica e o Sporting foi abissal e o resultado de 2-0 acaba por ser muito positivo para o Sporting, que poderia muito bem ter levado quatro ou cinco que ninguém ficaria escandalizado.

 

Agora, é manter a calma, sempre com a memória fresca e os episódios ocorridos há dois anos e o ano passado bem frescos. 

Somos melhores, e só temos de o continuar a ser até final. Até final mesmo, não é até à penúltima jornada.

 

Cenas soltas do dérbi:

 

— Pela segunda vez na vida vi um adepto do Benfica com uma camisola do Escalona. Eu achei que só mesmo o Escalona teria coragem de andar com a camisola dele vestida, mas afinal estava enganado.

 

— Tive pena de ver o Sulejmani a aquecer durante 45 minutos e, depois, não ter sido escolhido para entrar. Merecia.

 

— Vi um adepto do Benfica a tirar uma selfie a fazer um pirete, sendo que por detrás do dedo estava, lá ao fundo, a Juve Leo.

 

— O Ivan Piris é uma anedota.

 

— Tal como no domingo, encontrei um amigo de Setúbal que não via há anos. Fomos colegas da mesma equipa de andebol em juvenis e juniores.

 

— Durante todo o jogo não se cantou uma única vez a música "Ninguém pára o Benfica", coisa que atribuo às memórias da época passada.

 

— O Enzo Pérez é um génio.

 

— O Luís Filipe Vieira diz sporjboaibefica e final da champiôns.

 

— O Sporting conseguiu não sofrer um golo do Cardozo.

 

— Aquelas meninas que dançam antes dos jogos, e nos intervalos, fazem SEMPRE as mesmas duas coreografias. Já enjoa. E se puderem não ter todas 14 anos ajuda a que os homens se animem e não fiquem a pensar que aquelas podiam ser as suas filhas.

 

— Comi dois queijinhos babybel light, um pacote de bolachas de água e sal Vieira e um pequenino chocolate negro 70 por cento de cacau da Regina (foi o meu prémio pela vitória) - normalmente enfardo uma bifana, uma cola e ainda pipocas ou umas queijadas.

 

— A melhor piada da noite pertence ao Rui Sinel de Cordes: "O Leonardo Jardim inventou mais hoje do que no dia em que o Presidente do Olympiakos lhe perguntou porque é que estava o relógio dele lá em casa".

 

— O Ribeiro Cristóvão diz que o Sporting ainda está na peugada do Benfica. Descobri que ainda há pessoas que dizem efectivamente a palavra "peugada".

 

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publicado às 23:07

10
Fev14

A minha dieta #01

por O Arrumadinho

Passaram hoje 15 dias desde que comecei a minha dieta. E, por enquanto, estou muito orgulhoso do meu comportamento. Muitas tentações, zero disparates. E ainda nem sequer me dei ao luxo de fazer um dia da asneira.

 

O primeiro passo, como já escrevi, foi ler o livro da Dra. Mariana Abecasis, "A Dieta Perfeita", lançado recentemente pela editora Vogais, e que teve um dedinho de edição da minha amiga Ana, autora do blogue A Maçã de Eva. Li o livro em três horas, numa noite (só não li as 100 receitas que a nutricionista sugere no final), e consegui perceber, mais ou menos, o caminho que queria seguir. Mas tinha um problema: sempre fui um desportista, um corredor, mas, nos últimos três meses, fui obrigado a parar. Logo, o meu regime alimentar teria de ser diferente. E teria de se ir adequando caso eu recomeçasse a fazer exercício. Por tudo isso, resolvi marcar uma consulta com a própria Dra. Mariana Abecasis, no consultório de Lisboa, na Av. 5 de Outubro.

 

Cheguei lá e tive duas surpresas: a primeira, a consulta começou 1 minuto antes da hora marcada. É. Afinal acontece. Pensei que era um mito isto de se marcar qualquer coisa para uma determinada hora e essa coisa começar exactamente à hora marcada. A segunda, a Dra. Mariana é um amor de pessoa, muito simpática, bem-disposta e descontraída. Deixou-me totalmente à vontade para eu falar sobre as exactas razões que me levaram até ela, sem qualquer tipo de julgamento — sim, porque não são só as pessoas com excesso de peso que são julgadas, no meu caso, e sempre que digo que vou a uma nutricionista ou faço dieta quase que sou insultado por toda a gente.

 

Depois de uma conversa mais informal de uns 10 a 15 minutos, passámos à parte das pesagens e medições. E pronto, aconteceu o que eu temia: estou mais pesado do que nunca, e com mais massa gorda do que nunca. O meu peso normal anda pelos 68 quilos, mas eu sabia que a balança deveria andar ali pelos 72. Não sou pessoa de me pesar — fico meses sem subir à balança — mas a julgar pela falta de exercício e pelo excesso de disparates dos últimos meses a coisa só poderia dar para o torto. E deu. 74,2. Isso mesmo: 74,2. Nunca na vida tinha atingido estes valores. Fiquei um pouco preocupado, admito. Há uns meses, quando fui para o Clube VII, tinha feito o teste da massa gorda, e a percentagem andava pelos 15 por cento. Desta vez, achei que o valor iria subir um pouco, aí para a casa dos 16. Não. Foi mesmo até aos 18. Isso, 18 por cento de massa gorda, o que é muito para mim, mesmo estando dentro da normalidade.

 

Claro que a Dra. Mariana relativizou tudo isto, disse-me que eram valores normais para a idade (ui, quando uma pessoa ouve isto é porque está mesmo a ficar velha), mas que podem ser melhorados, já que é isso que eu pretendo.

 

Passámos à terceira fase, a da análise da minha alimentação num dia normal. Lá lhe expliquei, hora a hora, o que costumo comer, confessei-lhe todos os meus pecados, das sobremesas à Nutella, as entradinhas, os petiscos, os enchidos, os chocolatinhos, as jantaradas, o sushi, e, sobretudo, as enormes pratadas de massa à noite. E pronto, aqui reside a grande fonte do meu problema: os jantares. Chegar a casa esganado de fome dá sempre em disparate.

A Dra. Mariana lá me explicou tudo o que estava a fazer de errado e tomou nota de cada coisa que lhe disse. Deu-me uma série de conselhos sobre como poderia combater a fome ao longo do dia, por forma a chegar a casa relativamente bem, sem necessidade de enfardar uma pratada de massa ou pedir uma pizza. Deu-me uma listinha de produtos que poderia comprar, tudo coisas com poucas calorias e poucas gorduras, substitutos de snacks e lanchinhos completos.

Depois, mandou-me para casa, com a promessa de que iria receber o meu plano de dieta por mail, adequado aos meus objectivos. Eu não lhe disse exactamente onde queria chegar, mas eu sei: aos 65 quilos e aos 12 por cento de massa gorda. É uma missão complicada, porque já não vou para novo, mas não é impossível. Basta muito esforço, capacidade de saber resistir às tentações, e algum exercício. Até agora, tenho conseguido tudo isso. 

 

Nesse mesmo dia, ao fim da tarde, recebi o plano alimentar para as próximas três semaans, com variadíssimas opções para as seis refeições do dia.

Marcámos nova consulta para o início de Março.

Agora, só tenho de continuar a ser forte para chegar lá e mostrar-lhe que fui um aluno aplicado.

Se alguém estiver interessado em recorrer a uma consulta de nutrição com a Dra. Mariana Abecasis pode procurá-la no Facebook aqui, ou usar o mail mariana_abecasis@hotmail.com. 

 

Aqui ficam alguns pratos que andei a comer ao longo destas semanas, e que tenho colocado na minha página de Instagram.

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publicado às 23:09

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