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16
Dez13

O regresso

por O Arrumadinho

O Mateus faz hoje cinco meses. E hoje é o dia do meu regresso ao trabalho na revista, depois de uma intensa e saborosa licença de paternidade.

Foram cinco meses a tratar de um bebé, a vê-lo crescer todos os dias um bocadinho, a vê-lo aprender coisas novas, a passar dos tempos em que era um franguinho com dois quilos e a beber 30 ml de leite até chegar aos seus mais de sete quilos, que tem hoje, em que já come papa, sopa e fruta. 

 

Ao longo destes cinco meses estive sempre à espera do dia que muita gente me dizia que iria chegar: aquele em que sentimos que precisamos de férias, e que essas férias são o regresso ao trabalho. Esse dia não chegou. Por muito que goste da minha profissão, das pessoas da redacção, da revista, do ambiente de trabalho em que estou envolvido, gosto ainda mais de estar em casa com o meu filho, e não me importava nada de ter mais cinco meses assim. Hoje lembro-me do que o guia português nos disse enquanto visitávamos Estocolmo: os suecos têm 450 dias de licença de maternidade/paternidade, sendo que os primeiros 365 são gozados após o nascimento da criança. Mas ainda não chegámos aí.

 

Ajuda muito a esta sensação de tranquilidade o facto de ter podido partilhar muitos dos momentos da licença com a minha mulher. Felizmente, ela tem um trabalho que lhe permite passar muitas horas em casa, e, ao longo destes cinco meses, pudemos dividir muitas tarefas, conseguimos apoiar-nos a toda a hora, por forma a que nenhum ficasse saturado ou esgotado. E, agora, mesmo após o regresso, iremos manter a divisão total de tarefas, porque é tudo muito mais simples e tranquilo. Também ajuda o facto de o Mateus dormir como um anjo entre as 21h30 e as 8h da manhã, é verdade, porque naqueles dois primeiros meses, em que acordava de três em três horas, foi tudo muito mais complicado e doloroso. 

 

Mas a vida manda que as coisas sejam assim, e este dia teria sempre de chegar. Chegou hoje, e agora é começar a interiorizar a nova realidade o mais cedo possível, porque vai ser esta a nossa nova rotina, e é preciso aprender a ser feliz com ela. Tenho a certeza que não será difícil. E os finais do dia, os regressos a casa, vão passar a ser ainda mais saborosos.

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publicado às 10:08


11 comentários

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De TheEmpress a 16.12.2013 às 10:27

Força, bom regresso :)
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De Eliana Vasconcelos a 16.12.2013 às 11:25

textos lindos os que tem sido escritos por ti e pela pipoca sobre o fim da licença...( acho que este tambem devia tar no blog P+2, andas de lá fugido).
Pena nem todas as mães/pais poderem usufruir duma licença como a daqui na Suecia, infelizemente as nossas crianças nesse meu Portugalito ainda não são posta em 1° lugar....
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De barroca a 16.12.2013 às 12:49

Sem dúvida que ainda temos um longo caminho a percorrer; bom regresso às lides!
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De portuguese girl with american dreams a 16.12.2013 às 13:22

Bom regresso! Talvez um dia Portugal possa oferecer uma licença de maternidade/ paternidade como a Suíça.
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De S a 16.12.2013 às 20:36

Suécia, dizes tu :)
Na Suíça as mães têm um mês e os pais apenas um dia.
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De Catarina a 17.12.2013 às 15:20

Não é verdade. Na Suíça as mães têm 11 meses de licença paga.
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De MS a 16.12.2013 às 13:57

E é tão bom poderem desfrutar de tempo com o bebé e partilharem as tarefas! Um exemplo que deveria ser seguido por todos os casais...
Bom regresso ao trabalho!
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De Gracinha a 16.12.2013 às 18:27

Que bom, que bom que bom! sem dúvida que os pais existem tambem para lá estarem. Desejo um bom regresso.
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De Barba e cabelo a 16.12.2013 às 19:53

Bom regresso. Acredito que também seja bom e saudável continuar com a vida "normal".
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De Paulo Figueiredo a 17.12.2013 às 09:00

Como eu o compreendo! Agora imagine que tinha gémeos e, para além desses gémeos, ainda tinha uma filha mais velha com apenas três anitos... As nossas gémeas têm mais dois meses que o Mateus e, infelizmente, o período de licença para gémeos é apenas mais um mês do que o normal, ou seja, de quem tem apenas um filho. Como se não bastasse, a meio do período de licença, a mãe teve de ser operada de urgência ao apêndice...

Não me queixo da sorte - ter gémeos é uma benção - mas tudo se torna muito complicado. E, no meu caso pessoal, que não beneficiei de qualquer licença, a não ser uns 3 ou 4 dias após o nascimento das gémeas, pois trabalho a recibos verdes, sinto que não existe por parte de colegas e patrões qualquer tipo de compreensão.

Desculpe o desabafo mas depois ouvimos que a natalidade baixou, que Portugal é o país da Europa com menos nascimentos, etc. E que tal dar condições às famílias para poderem ter mais filhos? Caso ainda não o tenha feito, gostava que um dia dedicasse um post a esta temática.

Um abraço, bom regresso ao trabalho e continuação de bons posts.

Paulo Figueiredo
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De A Gata de Saltos Altos a 18.12.2013 às 15:11

Sermos mães/pais acho que é uma das coisas que mais nos realiza enquanto pessoas. Eu quero muito ser mãe!
E acho óptimo quando os pais dividem tarefas entre si porque se um bebé nos proporciona os melhores momentos, também há aqueles mais desesperantes e que nos deixa de cabeça em água, como é o caso quando são muito chorões e as noites dos papás são um terror.
Não fazia ideia que em Estocolmo a licença era de 450 dias!! Isso é simplesmente perfeito. Ainda não sou mãe, mas só de imaginar que tenho de deixar o meu bebé indefeso, com apenas 5 meses, em creches, TRE-MO. Não gosto nada. Até porque tanto eu como a minha irmã sempre crescemos junto da nossa mãe. Mas hoje em dia, poder estar em casa é quase impossível e diria até ser um luxo.

Bom regresso ao trabalho!

http://agatadesaltosaltos.blogspot.pt/

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