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25
Jan14

Ainda a praxe

por O Arrumadinho

O assunto "praxe", como se percebe nos comentários ao post anterior, mexe com muita gente, com os que são contra e com os que são a favor. O argumento principal de quem as defende é o facto de se promover a integração dos alunos através da "praxe", criando laços com os caloiros, dando-lhes oportunidade de conhecer de imediato outras pessoas, promovendo amizades, uma maior descontracção e até gerando situações de diversão para todos.

Tudo muito bem.

Dizem ainda os defensores da praxe que o que eu relatei não é praxe, são abusos, e que isso deveria ser abolido e combatido.

Tudo muito bem.

Mas eu só acho que enquanto for legal praxar, os abusos acontecerão sempre. E esses abusos, ao contrário do que muita gente quer fazer crer, não são uma minoria. Também não sei se são a maioria, mas sei que têm um enorme peso percentual nas praxes que se praticam. Todos os anos vejo rituais de praxes absurdos pela cidade. Todos. Vejo caloiros amarrados, todos pintados, alguns em tronco nu, a desfilarem pela Rua Augusta e pelo Chiado, vejo caloiros de molho no lago do jardim do Campo Grande, vejo "veteranos" a humilhar bandos de caloiros em vários sítios, com berros, com ordens, colando-lhes cartazes com alcunhas como "Burro" ao peito ou na testa, enfim, vejo todo o tipo de atrocidades. E vejo com muita frequência, ou seja, não é uma ou outra excepção. 

Por isso, a única forma de se pôr fim a essas praxes terceiro-mundistas é ilegalizar a praxe e ponto final. Sendo a praxe ilegal, continuará a ser possível promover a socialização e integração dos caloiros, de forma cívica, de mil e uma formas. Continuará a ser possível fazer grandes festas do caloiro, brincadeiras de todo o género, positivas e que visam a integração e a melhoria das relações sociais, porque isso não será associado àquilo que na cabeça das pessoas está registado como sendo "uma praxe".

 

Sempre que promovi a tal integração dos caloiros na minha universidade, fi-lo sem berros, sem ordens, sem pressões ou humilhações. Ou seja, não acho, sequer, que tenha praxado ninguém. Logo, se a praxe fosse ilegal, eu poderia continuar a fazer isto sem qualquer problema.

 

A única forma de pôr fim aos abusos, à humilhação, aos crimes, é ilegalizando a praxe. O resto, o tal lado bom do ritual, continuará a ser possível e saudável.

 

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publicado às 12:58


103 comentários

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De Fernanda a 25.01.2014 às 13:22

Oh senhor arrumadinho,

Ainda continua a escrever "praxeS"??

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De Mel a 25.01.2014 às 22:49

Chata.
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De maria a 26.01.2014 às 00:28

Mas onde foi buscar essa ideia idiota?
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De M a 28.01.2014 às 13:03

Uau, eu adoro as pessoas que são os donos da verdade :P a linguagem não é estanque minha querida; independentemente das regras gramaticais que aqui se apliquem ou da origem epistemológica das palavras, a língua está sempre em mudança. Se não existem 'praxes', se calhar amanha passa a haver. Não me diga que também deixa um comentário em todos os textos em que o pessoal troca os 'às' pelos 'ás'? Olhe que era mais útil!
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De Samantha Jones a 25.01.2014 às 13:28

Concordo em absoluto. A partir do momento em que sob o nome de "praxe" se cometem abusos desta ordem a única forma de o evitar é proibindo a praxe.
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De Ana a 25.01.2014 às 13:40

Há uma dúvida que me tem assaltado: quais as diferenças entre a praxe e o bullying?

Se sou a favor ou contra a praxe não interessa.

Refiro-me a estes "casos de excessos".

Conheço pessoas que dizem ter sofrido de bullying no secundário (se bem que agora quase tudo é motivo para as pessoas fazerem o papel de vítimas de bullying, ignorando o que isso realmente é) e depois são os maiores aficionados pela praxe e são dos que têm comportamentos mais "excessivos" com os caloiros e outros colegas "abaixo da hierarquia".
Se os doutores e a praxe nos preparam para a vida, então aqueles colegas mais gozões do secundário também era essa a sua intenção, mesmo sem o saberem? Comportavam-se assim para promoverem a integração dos colegas "cromos"?

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De Anónimo a 25.01.2014 às 13:49

Credo... que pussies... quero la bem saber se me chamam burro so porque sou caloiro. Fdx. Foi das coisas que menos me importei na praxe porque burros eram os meus veteranos que nem sabiam falar e eu ria-me. Realmente as pessoas levam as coisas demasiado a peito. Meninas pa... (e atencao sou completamente contra a violencia na praxe e sinceramente se nao aguentam com um burro colectivo gostava de saber como aguentam quando um professor no meio de um anfiteatro apenas com meias palavras envergonha APENAS UM ALUNO NO MEIO DE 200)
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De Anónimo a 26.01.2014 às 00:30

Não estamos a falar do mesmo...mas tudo bem!
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De carla encarnação a 25.01.2014 às 13:54

Eu também sou de acordo que as praxes se tornem ilegais. E não me venham com merdas que é bom e que tal e miriri, que eu não vejo em que tomar conta de um ovo durante um mês (para não falar em coisas mais graves, que todos nós sabemos e vemos) nos torne pessoas melhores e mais próximas dos outros.

Não entendo porque razão a Assembleia da Republica não vote a favor da ilegalização das praxes!
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De ... a 25.01.2014 às 13:56

Olá Ricardo...não faz nem um ano que descobri esta coisa dos blogs. Entretanto ganha-se um bocado de vício, pelo que confesso que em breve quero ver se inicio bruscamente um desligar deste mundo que a certa altura começa a consumir-nos muito tempo e, em parte, vida. Claro, há quem consiga fazê-lo de forma saudável, mas eu absorvo-me muito... Mas bem, isto para te dizer que, concordando ou não contigo (maioritariamente concordo e quando não concordo não deixas de argumentar e te vestires sempre de um bom senso admirável...bom senso que falta a tantos), não podia deixar de te dar os parabéns pela pessoa tão atenta e inteligente que és. És mesmo e sei que sabes que o és. Gostei especialmente do post anterior (onde contaste tudo da tua aventura nas praxes...). Concordo tanto contigo nesta questão! Eu fui praxada nas tais praxes que não fazem mal nenhum mas mesmo assim mantenho a minha opinião (que é a tua). Aquilo para mim foi um frete e preferia muito mais que me tivessem por exemplo informado de tanta coisa sobre a faculdade que não sabemos quando entramos; sobre o curso em si; sobre a cidade para a qual me acabara de mudar. Só conseguia olhar aqueles "veteranos" (que, maioritariamente, são os que menos interessados no curso estão), os mesmos que um ano depois tinham menos créditos que eu feitos, e olhar para aquilo como uma masturbação ao seu próprio ego (que o é). Para quem comentou o "sensacionalismo"...não foi o CM nem a TVI que inventaram o que estava escrito naqueles relatórios, nem que falaram por aquelas duas miúdas da Lusófona que ainda hoje me fazem ter vontade de puxar a almofada do sofá para tapar a cara de vergonha (já disse isto noutro sítio e mantenho, parecem tiradas da Coreia do Norte, e mais assustador é dizerem o que disseram mesmo depois do que aconteceu com os colegas)...sensacionalismos à parte, aquilo não é inventado, aquilo é assim, lemos e vimos, não é fruto de mau ou bom jornalismo, é assim. Existe. Reagem como loucos se alguém colocar um elástico de cor no cabelo com o traje vestido...mas se for preciso conduzem sob o efeito de alcool. Isto para dizer que criaram um mundinho onde encontraram um lugar de destaque (já que no mundo a sério não o conseguiam), de tal modo que levam mais a sério o código da praxe do que o próprio código penal do país...o mundo assusta-me!
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De Artur Pinto a 27.01.2014 às 13:50

Ora aqui está um comentário inteligente e com o qual concordo inteiramente... Para um caloiro não seria mais indicado na sua integração ajudarem e esclarecerem uma serie de coisas novas para ele? Isso seria integração e uma verdadeira recepção... O resto é apenas delirios de poder que abundam no nosso país em todas as areas onde possam ser executados... Incluindo nas Universidades.
Já agora, e os Professores?, não são ou deveriam ser, eles a mais alta autoridade dentro das universidades? E não deveriam eles intervir quando vem situações abusivas serem realizadas sobre os seus alunos?
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De M a 28.01.2014 às 13:47

Amei! :) totalmente de acordo!
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De ANA SILVA a 25.01.2014 às 13:57

nunca percebi muito bem a parte da praxe ser intergradora...Acho que ninguém quer conhecer os outros e dar-se a conhecer a rastejar pelo chão ou cheio de lama... Conhecer os outros no nosso pior, não me parece lá muito fascinante. Não se fazem muito mais rápido amigos numa esplanada de café a falar, a mim parece-me que sim... Andamos a evoluir em tantas coisas e estamos a retroceder noutras como neste assunto..
A ficar provado que as seis mortes do meco se deveram a rituais da praxe é muito grave, e atitudes têm de ser tomadas.
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De Mia a 25.01.2014 às 14:01

Arrumadinho,

acho graça quem comenta e diz que aquilo que o Arrumadinho passou não são praxes, são abusos. As pessoas esquecem-se que o Arrumadinho foi lá para ser praxado. Como tal, os abusos que sofreu advêm das praxes que pelas quais passou. Tão simples quanto isto!

O que acontece com estes jovens e hoje adultos formados é que não têm coragem de olhar para trás e admitirem que, também eles, sofreram o mesmo tipo de abusos. Porque não é preciso muito para as praxes entrarem num espiral decrescente de insultos e humilhações gratuitas. Basta pensarmos um bocadinho e temos discernimento suficiente para admitir que também passámos por situações que não gostámos. A diferença é que uns têm arcaboiço para aguentar e não sofrerem a pressão psicológica inerente à situação, enquanto que outros sabe que aquela brincadeira mexeu com eles. O problema está em admiti-lo e ter a coragem de dizer "Não, eu não me importo que me praxem, mas isto não faço!".

Por último, deixe-me dizer que não são as praxes que fazem com que a nossa convivência nas faculdades seja mais ou menos positiva. Não são as praxes que nos fazem mais ou menos felizes, melhores ou piores estudantes. São as pessoas que estão por detrás das praxes!

E enquanto houver idiotas armados em superiores - e burros que nem uma porta por quando terminamos o curso, eles ainda lá estão - as praxes vão perder o seu real simbolismo e tornarem-se um desconforto para quem começa uma nova etapa da sua vida!
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De Anónimo a 26.01.2014 às 00:33

O arrumadinho foi lá para ser praxado? O arrumadinho foi lá para fazer um trabalho sobre a existência ou não de abusos na praxe! A praxe não faz sentido, falemos de espírito académico, praxe? Para quê? Porquê?
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De Mia a 27.01.2014 às 14:29

O Arrumadinho foi lá para fazer um trabalho sobre as praxes, como tal, ele foi lá para ser praxado. Simples!

Escreveu ainda que a praxe não faz sentido. Respondo-lhe com o que escrevi acima: "Por último, deixe-me dizer que não são as praxes que fazem com que a nossa convivência nas faculdades seja mais ou menos positiva. Não são as praxes que nos fazem mais ou menos felizes, melhores ou piores estudantes. São as pessoas que estão por detrás das praxes! ".

As praxes ganharam uma conotação negativa pelas pessoas que se escondem atrás delas e usam as mesmas para vingarem nos outros as suas próprias frustrações.

Ou seja, o problema não são as praxes, são as pessoas que abusam delas.
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De Anónimo a 27.01.2014 às 16:09

Mia,
A praxe não faz sentido, basta olharmos para o MUNDO, mais nenhum país tem esta vontade de humilhar, de comandar de criar conflito!Os outros países têm óptimas universidades, para a maioria dos estudantes do programa Erasmus que recebemos em Portugal não se estuda, há muita festa e muita violência nas universidades!Para a maioria desses estudantes vir fazer Erasmus a portugal é anedótico, é bom para passar um semestre em festa, paródia a ouvir "aqueles malucos vestidos de preto" - palavras de vários deles.
Quando lhe falo de Praxe, falo com conhecimento de causa, fui praxada em 3 universidades de 3 cidades diferentes e em todas, todas sem exepção houve abusos!
Se a tragédia do Meco teve a ver ou não com praxe, não saberemos, já que o sobrevivente fechou-se em copas, no entanto, se eu fosse amiga ou familiar de algum dos jovens que morreu não admitiria um único traje académico em qualquer homenagem prestada, não descansaria enquanto o rapaz que perdeu o pio não estivesse atrás das grades, porque simplesmente quem não deve não teme! E se ele teme é porque deve!
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De Maria a 25.01.2014 às 14:05

Fumar faz mal há saúde, não traz rigorosamente NENHUM bem a nada nem a ninguém. Que se ilegalize também o tabaco!!!!!! Há não... Dá dinheiro aos "senhores superiores". Ora bem, só fuma quem quer. É como na praxe, só lá está QUEM QUER, repito, NINGUEM é obrigado a frequentar essa parte da vida académica.
E sim, fiz parte da praxe quando altura da minha vida universitária e nunca me fizeram rigorosamente mal algum. Tenhamos bom senso, senhores!!!!!

(Este blog é um bom blog, embora sejam opiniões de uma pessoa e só concorda quem quer julgo eu que dizer coisas como se devida tornar ilegal não é muito correto, nada mesmo!)
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De maria a 26.01.2014 às 00:27

Que comentário triste...estamos a falar de uns merdas que fazem das vida de outros um inferno. Minha senhora, reveja as suas teorias!
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De ABarros a 26.01.2014 às 01:11

Por essa mesma ordem de ideias... quer dizer que ao aceitar a praxe os miudos aceitaram morrer?
É que ilegalizando a praxe deixam de morrer pessoas por causa disso! :D
E já agora... fumando mata-se a si próprio ...não anda para ai a matar os outros, nem os filhos dos outros!

ABarros
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De Inês a 27.01.2014 às 11:24

Ah ok, agora a praxe mata...
Quer dizer, por uns irresponsáveis fundamentalistas no que toca à praxe e que não souberam onde parar, conclui-se que a praxe mata, "mata os filhos dos outros"
Tenham bom senso. Tornar um caso tão mediático numa coisa generalizada é absburdo. O mediatismo dado pelos jornalistas a este caso trouxe coisas boas: abriu os olhos de alguns caloiros que talvez tenham percebido a diferença entre praxe e humilhação. Porque praxe não é humilhação.
A praxe é integração, sim. Existe praxe em imensos grupos, associações, ... , fora do contexto académico. praxe é integração e o resto é demagogia. Se usam a palavra PRAXE para desculpar estupidez e até mesmo crime de ofensa da integridade física e moral de cada indivíduo, então não devemos acabar com a boa praxe que se pratica na minha academia por exemplo. E todos os crimes que tanto se falam por aí devem ser denunciados e punidos.
Mas isto leva a outro problema: Se as pessoas que sofrem as humilhações e tudo isso, gostam e não se declaram anti-praxe, então porque é que toda a gente acha que se deve envolver na questão agora.
Quando se vai para a universidade já se é um jovem adulto, já não se é nenhuma criança e como tal supõe-se que já se é capaz de fazer escolhas e decidir o que se quer.
Deixem-se de generalizações bacocas e discutam coisas que realmente importem, que realmente preocupam... E quem estiver mal, que não se submeta a essas atrocidades. Porque garanto-vos que ninguém é obrigado a ir à praxe.
Toda a gente é muito moralista nos assuntos que não lhe dizem respeito.
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De ABarros a 27.01.2014 às 17:34

Penso que não precisamos todos de matar pessoas para isso ser crime.... Alias ilegalizar as praxes é preventivo! Tenho a certeza que poderão existir praxes....como há homicidos, mas que sejam BEM PENALIZADOS!!! Porque a tragédia do Meco só vem demonstrar como a nossa lei tem lacunas!!! É inconcebível que morram 6 pessoas e nada seja feito... é inconcebível que precisem de morrem 100 mil pessoas para ser considerado um atentado à integridade fisíca e pessoal.
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De Sofia a 27.01.2014 às 11:28

Cada um sujeita-se às humilhações que quer. Que eu saiba os concorrentes da Casa dos Segredos também se estão a humilhar em pleno horário nobre da televisão publica e ninguém quer ilegalizar isso. Se os estudantes decidem ir à praxe sabendo o que isso implica e não tem limites, então isso é com eles. (falando da praxe no geral e não desses casos especificos em que alguém morreu, mas é preciso ver que não é propriamente habitual alguém morrer no contexto de praxe)
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De Anónimo a 26.01.2014 às 12:28

MENTIRA! Não é praxado quem quer, é praxado quem é apanhado pelos imbecis dos "doutores".
Ser pintado, insultado, andar de gatas, ladrar e mais uma série de palermices pode não ser das piores coisas do mundo, mas para alguns (para mim, por exemplo) não tem piada nenhuma, não é diversão e não me ajudou a sentir-me bem recebida e integrada. Com o passar do tempo, fiz os meus amigos, escolhidos por mim e entre as pessoas com quem me identifiquei.
Aliás, nunca na minha vida quis ser amiga de imbecis e arrogantes, por que razão quereria ter amigos estúpidos na universidade?
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De Catarina a 25.01.2014 às 14:06

E como é que estão a pensar ilegalizar uma prática que não está sequer regulada legalmente? Não há nada que nos permita praxar/ser praxado, nem nada que nos proíba, cada um é livre de fazer o que quer, de dizer que sim ou que não. Ou não é isso uma democracia? Ter a liberdade de participar ou não nesse tipo de práticas. Preocupem-se mais em educar pessoas boas, com princípios, com valores, e menos em tentar proibir isto ou aquilo.

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