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12
Jun14

A Sónia Morais Santos, do blogue Cocó na Fralda, resolveu responder ao meu post com um texto que considero ser a palmadinha nas costas da praxe nestes momentos em que a solidariedade é quase uma obrigação, e quem não o manifestar é um pulha. São visões diferentes para uma mesma questão. Há, no entanto, duas coisas que nos diferenciam: eu tento apontar um caminho, mostrar uma alternativa, explicar que é necessário cortar com o modelo do passado que continua instituído em muitas redações deste país e que leva a isto, a despedimentos colectivos, a empresas falidas. Leio atentamente tudo o que a Sónia escreveu e duas questões não me saem da cabeça: 1. Os tempos de viver a contar com o emprego certo, a fazer aquilo que nos mandam, sem se ser proativo, sem se dar o litro todos os dias, sem procurar a superação, esses tempos, acabaram. 2. Nem todos são empreendedores, nem todos sabem ser freelancers, nem todos sabem trabalhar por conta própria - muito bem, totalmente de acordo. E então? Qual é a solução? Baixar os braços e ficar à espera que alguém se lembre de nos telefonar? Ir para as filas de centro de emprego procurar trabalho noutras áreas, onde possamos voltar a ter um emprego certinho, a cumprir ordens, e a levar para casa um salário certo ao fim do mês? É essa a alternativa? Infelizmente, para muita gente sim, será isso que vai acontecer. Mas isso não é uma alternativa, nem uma opção, é uma consequência da nossa atitude perante o trabalho, nuns casos, de má sorte, noutros, e de injustiça, em muitos outros. Mas pronto, levamos com a pancada. E agora? A solução é chorar num canto e dizer que o mundo se uniu para nos tramar? Isso paga as contas? Isso fará de nós melhores profissionais no futuro? Não, não e não.

 

 

As pessoas têm naturezas diferentes, claro que sim, parece-me até absurdo escrever isso, mas a nossa natureza não é um modelo fechado, não somos como somos e mais nada. Somos como somos, até termos de aprender a ser diferentes. Nem toda a gente nasce criativa, ou especialista em determinadas áreas, mas toda a gente pode trabalhar para ser mais criativa e especialista noutras áreas. Nem toda a gente sabe ser freelancer, pois, é verdade, mas se a alternativa é ficar de braços cruzados, então, é bom que as pessoas aprendam a ser freelancers.

 

A grande questão aqui é que os tempos mudaram, são outros, e não ver isso, continuar a olhar para o mercado de trabalho, sobretudo na área da comunicação, como se olhava há 5, 10 ou 15 anos é estar a colocar-se na primeira fila para o próximo despedimento. Já há muito poucos empregos de sonho, em que podemos ficar confortavelmente à espera que um superior nos dê ordens, sem procurarmos ser nós a encontrar a solução, a ter a ideia de abordagem de um assunto. Hoje estive a almoçar com um dos muitos trabalhadores que foram despedidos da Controlinveste e ele confirmou-me aquilo que eu já sabia, mas que nestas alturas ninguém pode dizer ou escrever: muita daquela gente andou anos e anos a cumprir horário, a esconder-se do trabalho, a engonhar dias, meses, anos, a ver se fazia o menos possível. Isto acontecia na Controlinveste como acontece em quase todas as redações deste país - e eu falo com conhecimento, porque já passei por dezenas, e em todas, todas mesmo, havia calões, incompetentes, gente mal formada, péssimos profissionais. Lá está, faz parte da natureza de cada um. Como é óbvio, quando vão 160 pessoas para a rua, é inevitável, como escrevi anteriormente, que não saiam também pessoas competentes, íntegras, sérias, esforçadas, trabalhadoras. Seguramente saíram muitas e essas, mais do que ninguém, devem sentir-se injustiçadas e revoltadas, por terem dado muito a uma empresa e terem recebido de volta um chuto no rabo. Mas eu recuso-me a olhar para "os trabalhadores" como um todo - é por isso que não sou comunista. Cada pessoa é uma pessoa, cada caso é um caso, e haverá seguramente casos de injustiças mas outros bastante justos. Este amigo com quem almocei contou-me alguns casos. Disse-me, por exemplo, que, nos últimos três anos, uma jornalista que trabalhava com ele deu-lhe uma ideia para reportagem. Uma. Em três anos de trabalho. Nem toda a gente é criativa, nem toda a gente é empreendedora, nem toda a gente tem capacidades acima da média, mas a verdade é que depois quando chega a altura de cortar cabeças são essas que aparecem na primeira linha, nos topos das listas de despedimento. 

 

Eu sei que é muito feio, num dia triste como o de hoje, dizer estas coisas, mas quem me lê sabe que sou totalmente contrário à visão do coitadinho, da total desresponsabilização do trabalhador e da pessoa e culpabilização dos chefes, dos patrões, da sociedade, do mundo. As pessoas, por muito pouco empreendedoras que sejam, por muito pouco criativas que sejam, têm de entender que o mercado de trabalho é uma selva e se entramos nessa selva sem armas, sem preparação, sem atitude, sem espírito de luta somos comidos vivos nos primeiros minutos. Não temos armas, não sabemos lutar, não somos pessoas com atitude, pronto, então temos duas opções: ou escolhemos outra área menos selvática ou vamo-nos preparar para a guerra, aprendendo coisas novas, tornando-nos pessoas mais fortes.

 

Estou totalmente solidário com todos os funcionários da Controlinveste que foram despedidos, mas jamais diria a um amigo meu nessa situação que a solução é ir para o centro de emprego ou ficar à espera que o telefone toque. Isso era noutros tempos. Hoje, quem não lutar, quem não se reinventar - cá está o porquê da palavra "reinvenção", porque eu sei que as pessoas não são todas iguais, criativas ou empreendedoras - precisa de muito mais sorte para sobreviver na tal selva. Os outros, os que procuram sair da zona de conforto e entendem que têm de fazer pela vida mudando algo nos seus comportamentos, investindo em formações noutras áreas, ganhando dimensão enquanto pessoa, esses verão a sorte chegar mais depressa.

 

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publicado às 16:02


95 comentários

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De Joana a 12.06.2014 às 16:56

Ricardo, és tão, mas tão chato. Estás a dar a tua opinião, okay, mas consegues fazê-lo, por uma vez que seja, sem parecer um convencido arrogante que tem a mania que sabe tudo e que a vida lhe corre bem porque faz as escolhas certas e que tudo no mundo ocorre com esse determinismo que parece tão bem conhecer? Pelo amor de deus. A diferença de uma Sónia, ou de outra blogger qualquer, é que escreve com outro tacto, com outro carisma, que o Ricardo claramente não tem. Parece um daqueles putos mimados que tem o rei na barriga e acha que sabe sempre tudo sobre tudo. Leio-o e só penso: que chato! Deve ser daqueles que dá secas monumentais a quem o rodeia... viva mas é a vida e deixe de se armar tão em sabichão da vida dos outros.
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De Ana MAria a 12.06.2014 às 17:06

Joana, concordo! É que é mesmo isso!
Ana Maria
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De O Arrumadinho a 12.06.2014 às 17:08

Cara Joana, normalmente, há falta de argumentos para combater outros argumentos faz-se isso: insulta-se o interlocutor. Se acha que o que eu escrevo é chato, arrogante, o que quer que seja, então, qual é a lógica de vir aqui ler? Se eu quiser ter tacto, também sei ter, também posso ter, não estarei é a ser sincero na minha opinião. Se a acha arrogante, então, pronto, é a sua opinião. Mas jamais encontrarão aqui textos só para agradar a maiorias. Eu escrevo o que penso, e a Joana confunde convicção com "a mania que sabe tudo". Onde é que eu escrevo que aquilo que digo é que é o correto e a fórmula de sucesso garantido? Em lado algum. Eu dou simplesmente a minha opinião.
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De Anónimo a 12.06.2014 às 17:26

Não concordo com isso do: "não gostas, não olhes, não visites". Eu não sou uma grande conhecedora de blogs, por isso leio basicamente os do clix e sapo, quando quero distrair-me. Pelo facto de estarem "publicitados", atraem mais pessoas, que não a de um círculo apertado de seguidores. Por essa razão têm mais leitores, mas não serão apenas leitores apaixonados pela causa. Sinceramente, quando não gosto, não comento. Mas entendo que os comentários negativos (quando não odiosos e mal educados) são um lado que tem de ser aceite com naturalidade. Além disso, se eu fosse comentadora, acharia uma grande falta de respeito ser sempre ignorada quando comento a dizer algo positivo, mas TODOS os comentários negativos terem um contra-ataque. Acho que uma caixa de comentários rica de opiniões diversificadas é uma mais-valia para qualquer post, e agradável para quem lê. Adoro a Cocó, e adoro o blog, mas nem sempre concordo com o que diz. Já não o adoro da mesma forma (afinidades, o que fazer) e às vezes concordo com o que diz. Faz parte, penso eu. Neste caso, sei por experiência própria o golpe que pode ser um despedimento numa idade tardia a alguém que se dedicou durante muitos anos a uma empresa. Admiro os fortes, mas as depressões são mais frequentes e podem destruir vidas nestas fases menos boas. Há um período de luto em que estas pessoas vão precisar de se queixar, de maldizer da sua sorte. Depois, terão de reunir forças e os amigos serão fundamentais para os ajudar a erguer. Continuação de felicidades, Catarina.
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De Anónimo a 29.06.2014 às 01:56

Concordo com a Catarina! Quando vai a um restaurante e algo não está do seu agrado não lhe chapam com um "Não gostou? Não volte". Apesar de não pagarmos nada para aqui vir o facto é que as marcas lhe pagam. Até parece que não precisa de leitores, se não precisar diga já, pode ser que as marcas fiquem ainda mais interessadas!! #FUJEQUEELEÉDOUDO
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De Anónimo a 12.06.2014 às 17:35

"...à falta de argumentos..."
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De O Arrumadinho a 12.06.2014 às 17:54

Tem razão. Escrever à pressa às vezes dá nisto.
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De Anónimo a 12.06.2014 às 17:37

A Joana insultou? Onde?
Não consigo ver nenhum insulto.
A Joana, tal como o arrumadinho, deu uma opinião.

Bem, vou parar por aqui. Não estarei eu também a insultar.
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De O Arrumadinho a 12.06.2014 às 17:56

"Chato", "convencido", "arrogante", "puto mimado com o rei na barriga", "acha que sabe tudo", tem a mania "que é sabichão". Nada disto me parecem argumentos construtivos de uma qualquer ideia. Não há aqui uma opinião, apenas uma tentativa de insultar.
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De Anónimo a 12.06.2014 às 22:45

Há a opinião de que está errado arrumadinho.
Eu não diria melhor.
O comentário da Joana está perfeito.
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De Anónimo a 12.06.2014 às 23:09

Se eu tivesse um blog só respondia aos comentários que merecem ser respondidos. Por isso é que há tanta gente a insultar nos blogues. Se eu escrever um comentário insultuoso tenho logo resposta, se escrever um normal ou a elogiar não recebo nada em troca. Vejo muita gente até com dúvidas e perguntas que nunca têm uma resposta de volta e isso é triste. Eu sei que nem sempre vocês blogers têm tempo de responder a tudo, mas porque é que perdem tempo a responder a quem não merece? Porque é que em vez de responderem a esses comentários não respondem a outros com interesse. As vezes um "obrigado pela sua opinião" chega.
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De Anónimo a 12.06.2014 às 20:42

Concordo na totalidade com o que diz. O Ricardo está sempre com estas conversas. É altamente convencido por ter atingido algumas metas, esquece-se que há um outro lado do mundo.
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De Susana Fernandes a 12.06.2014 às 23:56

Sim, dá a sua opinião. Mas repete-a tantas vezes... Basta uma, não é por escrever dois posts enormes a repetir as mesmas coisas que as pessoas não percebem a sua opinião. Só não concordam com ela. Também não pretendo (e acho que a maior parte das pessoas) que escreva para "agradar à maioria", mas há muita gente por este Portugal fora que se "reinventa" todos os dias, que tenta com toda a sabedoria e mestria começar negócios, que não fica no sofá à espera de algo e que não têm resultados. Porquê? Porque estamos numa porcaria de país que não dá qualquer valor à sua população.
O que aconteceu ao Ricardo, acontece a 1 em cada 100.´
E acho que ninguém o insultou. A Joana disse que era um chato e é. Constatou um facto.

Já agora: " à falta de argumentos para combater outros argumentos faz-se isso: insulta-se o interlocutor. "
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De Pedro a 12.06.2014 às 17:23

Tão verdade este comentário da Joana! E, Ricardo, a si ficava-lhe bem fazer uma introspecção quando estas chamadas de atenção aparecem, porque já vi várias pessoas comentarem aqui nesta linha e o Ricardo acha sempre que se trata de falta de argumentos e de insultos. Isso só é mais uma prova da sua arrogância.

Ass: Pessoa que sempre teve emprego e que nunca esteve mais de um mês desempregado e, quando esteve, também teve várias propostas, mas isso não implica que se ache dono de uma só razão.
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De O Arrumadinho a 12.06.2014 às 18:05

Caro Pedro, aquilo que diz ser arrogância eu vejo como frontalidade. Isso, sempre fui e sempre serei. É verdade, custa muitas vezes ouvir alguém falar com frontalidade, mas pronto, eu dou o corpo às balas, como se vê.
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De Ana Maria a 12.06.2014 às 19:09

Adoro o argumento da frontalidade ....
É lindo!!! (o argumento!!)

Sò faltou falar no "bater punho"!
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De Alice a 13.06.2014 às 02:52

Caro Ricardo,

Sou leitora assídua do seu blog. Concordo com o Pedro quando diz que lhe ficava bem fazer uma introspecção quando lê tantos comentários no mesmo sentido; já pensou que, se é frequentemente acusado de ser arrogante, é porque pode mesmo sê-lo? E não, não estou a confundir arrogância com frontalidade, sendo esta uma das qualidades que mais lhe admiro e uma das razões que me levam a seguir o seu blog.
Concordo frequentemente consigo e partilho muitas das suas opiniões e valores, mas admito que, por vezes, acho a forma como as expressa arrogante, de tal forma que me revi perfeitamente no comentário da Joana. Acho admirável que o Ricardo seja uma pessoa ética, honesta, inovadora e empenhada, e que estas qualidades o tenham levado a ser uma pessoa bem sucedida, mas o que eu sinto (juntamente com muitos outros leitores), é que lhe falta empatia e capacidade de perceber e aceitar que a fórmula do sucesso não é igual para toda a gente. Aliás, 'sucesso', por si só, é um conceito diferente para cada pessoa. Pode não fazer sentido para si, mas há quem ambicione "ter um emprego certinho, a cumprir ordens, e a levar para casa um salário certo ao fim do mês". Não temos de ser todos ambiciosos e inovadores, e definir-nos como pessoas com base no nosso percurso e sucesso profissionais.
Não estou a dizer-lhe que devia mudar a sua maneira de ser ou de escrever, atenção; estou apenas a pedir-lhe que reflita na possibilidade de os seus leitores não estarem a interpretá-lo mal ou a sentirem-se atacados devido à suas próprias frustrações, mas sim que o Ricardo seja, de facto, um pouco arrogante. É perfeitamente aceitável ter um ou dois defeitos, sabe?
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De Diana a 18.06.2014 às 08:36

Concordo e compreendo bem o que diz Alice.
Se fossemos todos empreendedores, quem é que trabalharia nas nossas empresas?
Felizmente não temos todos as mesmas ambições, valores e objectivos de vida e, inevitavelmente, não temos todos as mesmas capacidades e qualidades...
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De Ana a 13.06.2014 às 13:33

Eu gostei da frontalidade da Joana. O Ricardo é um escritor chato e aborrecido, sim, na minha opinião. Não há uma vez que, dando uma opinião sobre algum assunto mais polémico, não venha com um "ainda não sei quê". Fica a moer, a moer, a moer o assunto. E há assuntos mais delicados, em que já se percebeu a sua opinião, mas tem de vir moer, moer, moer de novo. E se uma uma pessoa tem outra opinião, o Ricardo mói, mói. Por aqui acrescento, então, ao chato e aborrecido, moedor (já lhe tinham chamado isto?;)

Uma pessoa achar outra chata, aborrecida, está a insultá-la como? Acho o Ricardo uma pessoa extremamente produtiva, com qualidades. O que é que me faz pensar isto de si? Se deixar uma crítica má é perder a razão e partir para o insulto, deixar uma crítica má será o quê?

Antes que me responda, cito-o: "Não me lembro de um concurso do Malato que tivesse uma boa dinâmica. Ele fala, fala, fala, diz piadas sem graça, e fala, fala, fala (...) Acho o Malato um chato, os concursos do Malato muito aborrecidos."

Depois se puder, diga-me onde é que teve de assinar para poder chamar "chato" aos outros sem ser ofensivo, que se eu dizê-lo é ofensivo, gostava de tratar disso. Obrigada.

Sobre os despedimentos. É uma espécie de luto que tem de ser feito e os posts do Ricardo são como dizer a um viúvo: parte para a frente, há mais peixe no mar, não vás ficar em casa a chorar.
Cada um tem o seu tempo. A Sónia entendeu isso e foi sobre isso que escreveu, o Ricardo viu-se a si e precisou que todos marchassem ao seu ritmo. É chato, pronto. É chato. Não está errado, não está incorrecto, não está certo, nem é o melhor. É só chatinho.
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De soneca a 12.06.2014 às 18:35

Tato?! " reinventa te mas é o... Canario" ?!
Parece que o espírito comunista pós 25 de abril continua bastante aceso.
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De Adriana a 12.06.2014 às 23:03

Tenho de concordar com a Joana. O Ricardo até pode escrever muito bem, mas é, de facto, chato e massador para quem o lê. A verdade é que a sorte é imprescindível na nossa vida e, por vezes, aqueles que se encontram em melhores postos de trabalho e que vingaram na vida não correspondem exatamente aos mais talentosos, aos mais empenhados, aos mais indicados para o cargo. A sorte é tramada e isso ninguém pode negar. Se calhar, apesar do talento que possa ter para desempenhar a sua profissão e o seu cargo, viu-se beneficiado por uma certa sorte que talvez não tenha beneficiado outros que até seriam melhores para o cargo que desempenha. E não estou aqui a criticá-lo por isso, é a lei da vida. Agora, como a Joana disse, acho que escusava de ser tão arrogante para com aqueles que, infelizmente, se encontram numa situação tão complicada. São eles, mas também poderia ser O Arrumadinho, e se fosse você se calhar não iria gostar nada de ler um texto deste género, a tecer críticas porque tal pessoa almoçou com um amigo que lhe contou coisas e que essas coisas são muito verdadeiras porque até era exatamente o que pensava.
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De Alexandra a 13.06.2014 às 09:39

Concordo com o comentário da Joana. Leio o Arrumadinho há imenso tempo e, às vezes, a impressão que dá ao lê-lo é que estamos a levar com um sermão!
Viver a vida dos outros, ver os problemas dos outros e resolvê-los de uma rajada, é sempre mais fácil do que viver a nossa vida e resolver os nossos problemas. Toda a gente sabe isso!
Mas o arrumadinho às vezes exagera e, pelas entrelinhas, quase podemos dizer que acha que quem está desempregado há mais que x meses está por sua própria culpa ou porque é um loser! E isso não é, de todo, verdade. Assim de repente, diria que o arrumadinho diz algumas coisas porque a vida lhe corre bem e nunca teve que passar por certas dificuldades!
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De soneca a 13.06.2014 às 23:24

Tato?! " reinventa te mas é o... Canario" ?!
Parece que o espírito comunista pós 25 de abril continua bastante aceso.
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De Anónimo a 12.06.2014 às 17:11

Que insenvivel pah!
Claro que as pessoas vão acabar por se orientar, arranjar uma solução... Reinventar ou lá o que quiser chamar.
As contas não se pagam sozinhas. E o subsidio acaba um dia.
Mas, é um choque.
É um choque para todas as familias
As pessoas perdem o seu dia-a-dia, os amigos, a rotina.
È UM CHOQUE!
Adorava ver se se uma realidade destas te batesse à porta.
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De Ana a 13.06.2014 às 00:51

As pessoas perdem o chão.
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De Anónimo a 12.06.2014 às 17:16

Que poço de sensibilidade.
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De Anónimo a 12.06.2014 às 17:18

Ai Ricardo tanta arrogância, e como jornalista que és e por solidariedade com os 140 colegas que foram despedidos ontem, devias ser mais brando e não dar o ar que quem não se safar daqui para a frente é um bolo dum otário. Leio o teu blog e já sei que és o maior que tudo em que te metes é um sucesso, mas dá tréguas agora nem que seja por um dia. Pareces ligado a corrente e com a máxima “pimenta no cu dos outros para mim é refresco” debaixo da língua.
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De Anónimo a 12.06.2014 às 17:53

Mais, no post anterior havia "menos brilhantes"...
Neste passaram mesmo a "calões".

Desconfio que alguém não vai ser convidado para o jantar de despedida ...
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De ANa a 12.06.2014 às 17:38

Ai arrumadinho, eu gosto muito de ti mas estes posts fizeram-me pensar e como eu sei que tu és guionista... Olha lá, foste tu que escreveste o guião do Parvo Coelho quando disse que o desemprego é uma oportunidade?


A sério que gosto muito de ti!
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De Joana Castro a 12.06.2014 às 17:39

A sério que há gente que se ocupa a vir aqui destratar o autor??
Acordem, é por isso que estamos como estamos... O portuguesinho está mais preocupado em atacar o próximo do que a dar soluções que valham..
Arre que estas coisas enervam, isso sim é chato...

Ricardo,

Apesar de me sentir mais aconchegada pelo que a SMS escreveu, não deixo de compreender o que nos quer dizer, o que acontece é que nestes casos, não acho que a solução seja generalizar, além de que também não acho que haja lugar para tanto pró-activismo, tanta reinvenção...Não temos terreno para tal, (Acho eu, muito humildemente).
No final de tudo, é inevitável não sentir um completo desalento por estes que tanto fizeram, e que no final não deixam de passar de números, por estes , que tal como tantos outros noutras áreas vêem a sua vida desfalcada em nome de uma crise que só tem um Público, o Povo.

Obrigada pela sua partilha, sou visita Diária:)
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De Inês a 13.06.2014 às 12:11

E pronto, é isto.

Uma crítica construtiva seguida de opinião pessoal.


Sem ataques e mesquinhez.


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De Helena a 12.06.2014 às 17:41

Arrumadinho, nem tanto ao mar, nem tanto à terra. Por vezes não é preciso ser empreendedor, lutar contra a maré, reinventar... para algumas pessoas essa não é a solução. Para outras é. Para aqueles para quem essa é a solução: força e pés ao caminho. Para os outros: calma e vamos lá procurar outras soluções, elas existem - os empregos diferentes e certinhos.

Conheci uma mulher dinâmica, empreendedora, lutadora, e que se reinventou: ficou no desemprego porque a fábrica textil onde trabalhava faliu. Abriu uma papelaria. Com sucesso! Um dia fartou-se (horários terríveis, assaltos, férias nicles). Filhos criados, fechou a papelaria, e é mulher a dias - e também faz uns arranjos de costura e passa a ferro para fora. Está feliz, muito feliz. Limpa as escadas do prédio onde era empresária. E está feliz, até deixou de ter insónias.

Cada qual tem de encontrar o seu caminho.

Mas é bom que algumas pessoas, como o Arrumadinho, apontem caminhos possíveis!
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De A.D. a 12.06.2014 às 18:56

Nem mais. Concordo plenamente!
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De francisca a 12.06.2014 às 17:58

O Ricardo escreveu tudo e é por causa de pessoas que não se sabem "reinventar" e não fazem nada se for muito difícil (na ótica das mesmas) que o país está como está.
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De Anónimo a 12.06.2014 às 18:05

Não vale a pena Ricardo... Infelizmente, nestas alturas as pessoas gostam é de discursos fatalistas e de vestir a pele dos coitadinhos. É adoptando esse tipo de discursos que se ganha mais audiência e simpatizantes.
Temos o exemplo na política! E é por isso que muitas vezes este país não anda para a frente, porque se prefere lamentar a "sorte" ao invés de procurar alternativas!
Espero que continues a ser como és, frontal e sem discursos falsos e hipócritas para agradar às maiorias.
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De Madalena a 12.06.2014 às 18:05

Para quem há um post atrás referiu que no dia em que saiu de uma publicação, teve três telefonemas para começar noutras tantas, acho que há aqui alguma falta de tacto e altivez. É possível expor as coisas de outra forma , mostrar a tal empatia da Sónia Morais Santos sem ser a por paninhos quentes ou com pancadinhas nas costas.
É verdade que já ninguém se pode acomodar ao emprego que tem porque no Portugal de hoje, não se sabe o amanhã. E também eu detesto os coitadinhos desta vida e sou apologista de não baixar os braços e ir à luta. No entanto percebo perfeitamente os comentários críticos neste texto.

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