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É das mais antigas e melhores recordações que tenho de infância. As férias em Elvas, com os meus primos, eram sempre momentos maravilhosos, aqueles por que esperava grande parte do ano. Chegava a passar lá um mês seguido no Verão. Eram dias e dias de brincadeiras intermináveis, a jogar Spectrum (primeiro), Commodore Amiga (depois) e a ver filmes até quase de manhã.

Lembro-me de quando tínhamos 10 ou 11 anos e íamos com a minha tia a Espanha e comprávamos filmes em Beta (a malta com menos de 30 anos se calhar não sabe o que isto é, mas eram umas cassetes de vídeo anteriores ao VHS, mais pequenas). Também íamos ao clube de vídeo de Elvas, o Vivas, buscar filmes atrás de filmes. Entre os nossos favoritos estavam o "Indiana Jones: Os Salteadores da Arca Perdida", o "Flash Gordon" e os três episódios da "Guerra das Estrelas", um nome que já se usa pouco — agora é tudo "Star Wars". Víamos os filmes em repeat, brincávamos com a coleção de bonecos, bichos e naves dos meus primos, organizando as nossas próprias batalhas entre bons e maus, vibrávamos com tudo o que tivesse a ver com os filmes. Cresci com a "Guerra das Estrelas", apaixonado por aquele mundo e aquelas personagens.

 

O tempo passou, cresci e nunca perdi este lado infantil que me agarrava aos filmes. Fui daqueles nerds que compraram bilhete para a estreia dos episódios 1, 2 e 3. E, naturalmente, fiz tudo para conseguir ir à antestreia deste episódio 7, que aconteceu no São Jorge. E ainda bem que o consegui.

 

Um dos momentos que mais me emocionei este ano foi, precisamente, no dia da estreia do novo episódio da "Guerra das Estrelas". Não tanto pelo filme, mas sobretudo pelo que se passou antes de o filme começar. O São Jorge estava apinhado de fãs, muitos vestidos como as personagens, outros com sabres de luz, mas todos com o espírito e a memória da saga bem vivos. Ao palco da sala subiu uma orquestra, que tocou, durante vários minutos, o tema principal da "Guerra das Estrelas". Quando a música começou, senti uma emoção tão grande, tão forte, que dei por mim a chorar. Não me lembro de uma coisa destas me ter acontecido, foi bonito mas ao mesmo tempo estranho. Acho que não teve a ver com a música em si, mas com todas as referências, memórias, coisas boas que recordo quando ouço aquela música, ainda mais tocada à minha frente por pessoas reais, visíveis. Foi maravilhoso. 

 

Sobre o filme não tenho grande coisa a dizer. Gostei muito, mas não acho que seja a obra-prima do século. É, para mim, o segundo melhor episódio da saga, depois de "O Império Contra-Ataca", o episódio V, e o melhor de todos. Acho que esta história tem coisas ótimas (a personagem do BB8, a carga de humor muito presente, a forma muito inteligente e competente como se conseguiu recuperar muito do espírito dos episódios clássicos) e coisas menos boas (a personagem do Kylo Ren, o diálogo final entre Kylo Ren e Han Solo — péssimo —, a pouca criatividade da história) mas em geral é um produto bastante bom, e muito melhor do que as três produções anteriores, os episódios I, II e III.

 

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publicado às 11:27




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