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Em janeiro tenho sempre o hábito de definir os meus objetivos de corrida para o ano, que passam por fazer algumas provas novas, conseguir baixar algum tempo, correr determinado número de quilómetros ou terminar desafios por que nunca passei. Em janeiro do ano passado defini quatro metas:

1) Bater o meu recorde da maratona (que era de 3h57m20s);

2) Correr a minha primeira ultramaratona (uma prova acima dos 42.195 km);

3) Baixar dos 40 minutos numa prova de 10 km (o meu recorde é de 2011, com 39'07'') ;

4) Correr três maratonas.

 

 

As lágrimas em Madrid (objetivo 1 cumprido)

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Logo em janeiro olhei para o calendário e planeei o mais importante, as maratonas, que são provas que levam tempo a preparar e que me iriam consumir muitas e muitas horas de treino. Sabia que queria fazer pela primeira vez a Maratona do Porto (em Novembro) e também sabia que três semanas antes iria acompanhar a minha mulher na Maratona de Lisboa (em Outubro), ou seja, teria de procurar a outra maratona ali para Março ou Abril, para ter tempo de a preparar decentemente, por forma a cumprir já o primeiro objetivo, de bater o meu recorde. Assim aconteceu. Escolhi a Maratona de Madrid que era em Abril o que me dava tempo mais do que suficiente para treinar a sério.

 

Ainda em janeiro comecei a preparação para Madrid. Iniciei um plano de treinos que me obrigava a correr umas quatro ou cinco vezes por semana, e fui cumprindo quase sempre, com uma ou outra exceção. Duas semanas antes da prova tive a sorte de poder passar uma semana no maravilhos EPIC SANA Algarve a fazer um programa de Reshape (podem ver aqui os posts sobre os dias 1, 2, 3, 4, 5 e 6), que me ajudou imenso não só a recuperar do treino duro como a treinar tranquilamente nos últimos dias. Isso ajudou imenso a que tivesse conseguido fazer uma prova muito boa, com um tempo recorde de 3h27m20s, exatamente 30 minutos a menos do que havia conseguido em Nova Iorque. Acabei a prova com lágrimas nos olhos, debaixo de uma chuvada monumental — podem recordar o texto aqui

 

O Ultra Trail Noturno de Óbidos (objetivo 2 cumprido)

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Em junho, depois de quase dois meses parado, por opção (gosto sempre de parar depois de conseguir um objetivo, recuperar bem, cometer disparates) voltei aos treinos, desta vez para preparar as duas maratonas de outubro e novembro. Defini, também, que pelo meio iria correr o Ultra Trail Noturno de Óbidos, uma prova de 55 km, à noite, que seria a minha primeira ultramaratona. 

Na partida, o meu amigo José Guimarães, do blogue De Sedentário a Maratonista (estamos juntos na foto acima), desafiou-me a acompanhá-lo durante a prova, mas achei logo que ainda não tinha pernas para isso. O rapaz é um craque em ultra maratonas, é um homem do trail, já vez o Mont Blanc (estava a preparar a segunda ida ao UTMB), por isso achei melhor ir ao meu ritmo, até porque não levava nenhuma ambição de tempo, queria apenas terminar. Partimos às 21h30 de Óbidos e cortei a meta já passava das cinco da manhã. Não foram 55 km, foram 59, primeiro porque o percurso teve de ser alterado e depois porque ainda andei perdido algumas vezes (fiquei sem luz no frontal, cena de amador). Demorei 7h10m, mas acabei cheio de energia e a sentir-me muito bem (nada como nos Abrutes, em 2013).

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A incrível Maratona Solidária A Pipoca Mais Doce (objetivo 4 bem encaminhado)

A 18 de outubro vivi uma das experiência mais emocionantes do ano, quando ajudei a minha mulher a terminar a sua primeira Maratona, na prova de Lisboa. Fui o percurso inteiro a servir de aguadeiro, camaraman, burro de carga, treinador, motivador, ajudante para o que fosse preciso, mas o objetivo era mesmo esse, fazer o possível para que a Ana terminasse a corrida da melhor forma possível. Parti de Cascais com uma mochila de quatro quilos às costas, com águas, powerade, bananas, barras energéticas, comprimidos, suplementos, pensos rápidos, pares de meias extra, um impermeável, um T-shirt extra, enfim, uma catrefada de cenas — claro que mais de metade não foram precisas. Para ajudar, levava ainda dois balões gigantescos atrelados à mochila, com os números 4 e 2, para fazer o 42, o número de quilómetros da maratona. Foi esta a forma de nos mantermos visíveis para as muitas pessoas que foram até à estrada apoiar a Ana (eu organizei em segredo uma romaria de amigos que de quilómetro a quilómetro apareciam para lhe dar uma força). Foi um dia incrível que terminou connosco a cortar a meta (eu conclui a segunda maratona do ano, faltava uma) e com a entrega de um cheque de 73 mil euros ao IPO.

 

A Corrida do Montepio (objetivo 3 cumprido)

Duas semanas depois da Maratona de Lisboa participei na Corrida do Montepio e sabia, pelo tipo de percurso, plano, e que já fiz várias vezes, que podia tentar ali alcançar mais um objetivo, o de baixar a marca de 40 minutos aos 10 km. Não era o dia ideal, sempre achei que o iria fazer na Corrida de São Silvestre, mas tinha ali uma primeira oportunidade. Mesmo com muita chuva do princípio ao fim, consegui tirar três segundos aos 40 minutos e terminei em 39'57'', mesmo ali no limite. Fiquei imensamente feliz, até porque durante a prova achei mesmo que já não iria conseguir chegar lá, já que por volta dos 8 km senti uma quebra forte. Mas pronto, fez-se e consegui pôr mais um V na minha caixa de objetivos do ano.

 

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A Maratona do Porto (objetivo 4 cumprido)

Desportivamente falando, o desafio mais ambicioso que passei a ter o ano passado foi imposto por mim no final do Verão: baixar das 3h20m na maratona. Depois de ter conseguido retirar 30 minutos ao meu máximo na prova de Madrid, achei que tinha condições para conseguir baixar mais sete minutos. A prova de Madrid correu-me muito bem, mas em condições muito duras: imensa chuva e um percurso cheio de subidas. Achei, por isso, que no Porto, com um percurso plano, conseguiria melhorar isso. Passei a trabalhar para isso. Os treinos correram-me muito bem, sentia-me em grande forma e atirei-me à prova com tudo. O dia esteve incrível, cheio de sol, com um calor quase de verão (o que não ajudou nada, diga-se), mas as estradas encheram-se de gente para apoiar os corredores, o que foi incrível. Uma vez mais, consegui alcançar o meu objetivo. Terminei a prova em 3h18m51s, apenas cinco minutos à frente da minha amiga Belinha (na foto em baixo), que foi muitas vezes minha companheira de treinos em Lisboa, e que tem uma pedalada do caraças.

Quando cortei a meta cumpri também o meu quarto objetivo, o de correr três maratonas no ano. Foi a minha oitava. Em 2016 há mais quatro.

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publicado às 22:33


2 comentários

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De Raquel Vale a 05.01.2016 às 11:52

Eu fiz a primeira prova de corrida na São Silvestre do Porto, final 2014 e no ano passado fiz 4 meia-maratonas!
Para este ano quero fazer 5 ou 6 meias, melhorar o meu melhor tempo (1:58) e baixar dos 55m nos 10 km.
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De HF a 05.01.2016 às 22:08

Olá Ricardo,
Excelente ano de corridas. Para mim és uma inspiração. Fiquei triste por não me ter cruzado contigo na maratona do Porto.
Obrigado Ricardo, e boom 2016 de corridas.

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