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05
Fev15

A primeira vez que fui à vila do Luso devia ter uns 18 anos. Lembro-me de que tinha entrado na faculdade há pouco tempo, estava calor e eu ainda conduzia o meu primeiro carro, um Datsun 1200 de 1974, que gastava uns 20 litros aos 100. Sem muito dinheiro, costumava fazer umas viagens pelo País com os meus amigos de sempre. Queríamos muitos conhecer Portugal de uma ponta a outra antes de nos aventurarmos em grandes viagens para o estrangeiro. Mesmo que quiséssemos ir lá para fora não tínhamos grandes possibilidades para isso.

Nesse Verão, passámos pelas Caldas, por Óbidos, Coimbra e ficámos a dormir no Luso. Chegámos de noite, instalámo-nos no Inatel (que muita gente achava que era coisa de velhos, mas não era, era incrível e baratíssimo) e não conseguimos ver nada da vila. No dia seguinte, parecia que tínhamos acordado numa espécie de paraíso. Uma vila acolhedora, simpática, lindíssima com gente daquela que dá gosto conhecer, e com quem queremos conversar durante horas. 

Voltei ao Luso mais umas quantas vezes de férias, para descansar, para fazer caminhadas, corridas por aquelas serras paradisíacas. 

Hoje, um amigo meu ligou-me a dizer que esteve no Luso a assistir a uma iniciativa original, a da mudança do nome da terra. Durante quatro dias, o Luso passará a chamar-se Luso Com Gás, uma ação da marca Luso Com Gás. Todas as placas que anunciam a vila passaram de Luso a Luso Com Gás. Mais de 100 habitantes da região juntaram-se para tocar o hino da terra e usaram como instrumentos garrafas de Luso com Gás. Ele falou-me de tudo isto, e a minha vontade foi pegar no carro e ir ter com ele. Esta festa juntou grande parte das gentes da vila, desde o pároco ao presidente da junta, os proprietários dos cafés e os cidadãos comuns. Mas eu espero, sinceramente, é que esta festa coloque o Luso no mapa e ajude a que mais gente vá conhecer aquela terra. É um daqueles refúgios perfeitos para quem quer desaparecer por uns dias da cidade e isolar-se do mundo para descansar, aproveitar uns dias com a mulher e os filhos, ou apenas para se deliciar com o silêncio e o ar puro. Último argumento: a Mealhada é ali a dois passos, ou seja, estão a minutos de distância do melhor leitão do mundo.

Agora que escrevi isto tudo, acho que vou repensar o meu fim de semana…

IMG_9380baixa.jpg

 

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publicado às 18:57


6 comentários

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De Carla Marques a 05.02.2015 às 21:52

Acredito que deve ser mesmo um paraíso, ótimo para quem vive em cidades. :) Mas, para quem nasceu e cresceu em Alpiarça e vive em Ponta Delgada, um paraíso desses não é muito apelativo. Lá está, às vezes penso em passar uns dias de descanso numa aldeia qualquer do norte, mas depois acho sempre que vou apanhar uma grande seca! Deve ser um preconceito parvo mas, até agora, não me consegui livrar dele.
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De João Gonçalves a 05.02.2015 às 22:19

E a mata do Buçaco também é um local a não perder! Simplesmente espetacular!
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De Bruno Mittch a 05.02.2015 às 22:44

Pequena retificação:

O melhor leitão do mundo não é na Mealhada, é uns Km's mais a norte, no concelho de Águeda. De resto, corroboro tudo o que foi dito.
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De A Pipoca Arrumadinha a 06.02.2015 às 18:50

Iniciativa engraçada!
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De Andreia a 07.02.2015 às 09:43

Sou de coimbra.. Se há local onde gosto de ir é ao bussaco ;) tranquilidade infinita.. Que venha o bom tempo para umas tardes bem passadas
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De josé a 07.02.2015 às 15:22

não posso esperar!!! vou já meter-me no carro e arrancar para o luso. estou desejoso de ouvir o hino da terra tocado em garrafas do luso. deve ser melhor que o concerto de violinos de chopin.

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