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24
Jan14

Sobre as praxes

por O Arrumadinho

Poucas pessoas devem ter passado por tantas praxes como eu.

 

Um mês na UBI

Em 1994, quando entrei para a universidade, fui colocado na Universidade da Beira Interior, porque não entrei em Lisboa por duas décimas. 

Na Covilhã, e ao longo de um mês, fui praxado praticamente todos os dias, de manhã à noite.

A coisa começou logo no dia em que cheguei, um domingo ao início da noite. Fui de Comboio e cheguei à estação perto das oito da noite.

A minha mãe havia dito à senhoria do quarto onde eu iria ficar que eu chegaria por volta da hora de jantar. E era isso que estava combinado, numa época em que não havia telemóveis (havia, mas praticamente ninguém os tinha). Assim que o comboio chegou à Covilhã, olhei pela janela e havia centenas de pessoas trajadas aos gritos, com as capas no ar, como se fosse uma espécie de ritual de acolhimento. Confesso que fiquei um bocado assustado. Ainda antes de sair, um rapaz perguntou-me se era caloiro. Disse que sim. Então, alertou-me para o que me esperava: todos aqueles "veteranos" estavam ali à espera de "carne fresca" para praxar. Mal pus o pé fora do comboio, uma rapariga, trajada, perguntou-me se era caloiro. Disso que sim. Pôs-me a capa do traje por cima da cabeça e disse-me "anda comigo". Lá fui eu, a arrastar a mala de viagem, atrás dela, debaixo da capa, pelo meio daquela multidão. Só ouvia gritos por todo o lado, grunhidos, uma coisa verdadeiramente assustadora. Passados uns segundos, percebi que estava a ser levado para fora da estação. A rapariga parou ao pé de três outras. Tiraram-me a capa da cabeça e lá estavam as quatro moças, com um ar novinho, todas contentes por me terem caçado. "Olha, nós somos do segundo ano, por isso, qualquer pessoa com mais matrículas pode roubar-te. Mas tu não vais querer isso, acredita. Ainda por cima és de comunicação. É melhor vires connosco". Concordei. Meteram-me num carro e levaram-me. Pelo caminho, disse-lhes que tinha a senhoria à espera, e que a minha mãe deveria ficar preocupada se eu não ligasse, mas elas ignoraram-me, porque eu não tinha direitos.

Fomos para um bar. Lá, obrigaram-me a fazer uma espécie de strip, ao som de Julio Iglesias, tive de cantar, de servir às mesas, de as animar. Na verdade, não levei nada daquilo a mal e tentei divertir-me com o que se estava a passar, até porque achei que seria pior se me armasse em durão. Resultado: cheguei a casa às seis da manhã. A senhoria, que era pasteleira, e fazia bolinhos em casa, já estava a pé. Disse-me que a minha mãe havia ligado, mas como ela conhecia a tradição, calculou logo que eu teria sido levado para as praxes e disse à minha mãe para não se preocupar. Liguei para casa perto das 7h30 a dizer que estava bem e que tinha estado num jantar de caloiros.

 

Os dias seguintes foram complicados. Desde as tradicionais pinturas, às mistelas de todo o género que me colocaram na cabeça, tive de fazer de tudo, quase sempre debaixo de berros agressivos. Até mesmo a malta que parecia mais porreira, a determinada altura, gostava de exercer aquela autoridade animalesca e dava-me uns berros ordenando-me para fazer qualquer coisa. Como sempre, eu ia fazendo tudo, mais porque não gosto de causar problemas nem de me armar em chico-esperto. Decidi, desde o início, que a melhor forma de ultrapassar as praxes, que todos diziam ser muito violentas, seria alinhar nas coisas e tentar divertir-me com elas. 

 

Numa noite, quando estava na rádio com alguns colegas, fomos visitados por uma espécie de trupe de praxe que andava trajada pela noite à procura de caloiros para raptar. Os "veteranos" que estavam comigo na rádio, esconderam-me dentro da banheira da casa de banho, correram a cortina e apagaram a luz. Ali fiquei uns minutos, em silêncio. Dentro da rádio, só ouvia os gritos dos tais elementos da trupe a perguntar se havia por ali caloiros, sempre com berros agressivos. Acho que foi o momento em que senti mais medo. Medo a sério.

 

O tempo passou e as praxes continuaram, de forma diária e continuada. Foi uma semana inteira, sem parar, a fazer mil e uma coisas. No fundo, só não ia às aulas, porque não conseguia. A única coisa a que resisti sempre foi a beber álcool. E fui muito pressionado, sobretudo quando os veteranos perceberam que eu não bebia. Queriam impor aquilo como se fosse um ritual de iniciação, mas eu recusava. E foi por causa do álcool que tive a minha primeira discussão mais séria. Um veterano quis obrigar-me a beber uma cerveja e eu recusei. Ele insistiu, e eu recusei. Começou com aquele paleio da desobediência, com as ameaças de tribunal de praxes, a berrar-me ao ouvido a dizer que eu ia beber porque ele estava a mandar e eu ignorei. Encostou-me a testa ao nariz em jeito de ameaça, e foi então que lhe disse ao ouvido que era melhor ele parar por ali senão íamos ter problemas sérios. Começou a rir-se, mas ao fim de uns minutos desapareceu.

 

Nas três semanas seguintes, já fora do período de praxes, continuei a ser alvo de chacota, de insultos, de brincadeiras, mas também de carinho, sobreutudo por parte de pessoas que perceberam que eu era boa onda, e tinha alinhado em muita coisa sem arranjar problemas. Também ajudou muito o facto de, entretanto, terem chegado mais rapazes à minha turma, sobretudo dois gémeos, que passaram a ser o centro das atenções e aliviaram-me um pouco.

 

Os tempos do ISCSP

 

Quando estava a começar a ambientar-me à Covilhã, fiquei a saber que a minha candidatura, na segunda fase de colocações, à Universidade Técnica de Lisboa, havia sido aceite. Mudei-me, então, para o ISCSP, onde fiz a licenciatura. Como cheguei já fora do período de praxes, ninguém me chateou.

 

Enquanto "veterano", tive duas afilhadas (a Patrícia e a Vânia), mas nunca praxei ninguém, embora gostasse do espírito académico, do traje, do espírito que se vivia na universidade. No fundo, o traje era um símbolo de orgulho pelo que haviamos alcançado — o chegar à faculdade. O máximo que fiz foi ter levado dois caloiros de fora de Lisboa para um passeio pela cidade. Andei com eles no meu carro durante um dia inteiro por Lisboa, mostrei-lhes os sítios mais emblemáticos da cidade, alguns bares, zonas fixes para ir, e mais nada. No final, agradeceram-me pela praxe e ficámos amigos.

 

A praxe na UTAD

 

Uns anos mais tarde, em 2001, quando já era jornalista, e trabalhava na revista "Focus", propus ao meu director fazer uma reportagem diferente. No ano anterior, haviam sido proibidas praxes com bosta de vaca, devido à doença das vacas loucas. Mas havia universidades em que essas práticas eram comuns. A mais badalada era a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, em Vila Real. A minha ideia era a de me fazer passar por caloiro do curso que todos diziam ter as praxes mais violentas, o de Engenharia Agrícola. O que eu iria tentar perceber era até onde iriam as praxes, e se usariam ou não bosta de vaca nas tradicionais lutas de lama com caloiros. O director, o Ferreira Fernandes, hoje no "DN", achou a ideia óptima e deu-me luz verde. Assim, marquei hotel durante uma semana em Vila Real, peguei no meu carro e fui para Trás-os-Montes.

 

O primeiro dia de aulas foi a uma segunda-feira. Lá fui eu para as aulas do curso de Engenharia Agrícola. Claro que criei uma personagem para poder responder a todas as dúvidas possíveis dos veteranos. Dei o nome próprio — porque muitas vezes pediam o BI — e justifiquei o facto de ser cinco ou seis anos mais velho que os outros caloiros com uns anos perdidos a estudar Relações Internacionais em Lisboa, numa universidade privada. A minha personagem era filho de um pai rico, com muitas terras, e que queria que o filho, eu, pudesse tomar conta dos terrenos. Toda a gente acreditou, e, por sorte, ninguém se lembrou de ir às listagens das turmas ver se o meu nome constava lá.

 

Ao longo de uma semana, voltei a passar por tudo o que sentira na Covilhã. Mas, na UTAD, havia muito mais hostilidade do que na UBI. Os pedidos eram sempre ordens, não havia sorrisos, os desafios eram mais físicos e muito menos divertidos. Tive de passar noites inteiras a a lavar louça, a fazer camas de residências inteiras, a fazer de cão com uma trela ao pescoço, tive de andar só de boxers por uma casa cheia de veteranos, mas, uma vez mais, a única coisa que me recusei sempre a fazer foi beber álcool, até porque estava em trabalho e não podia perder o discernimento.

A minha alcunha era o "caloiro de 76", o meu ano de nascimento, que era um pouco esquisito para aqueles veteranos, até porque muitos (ou quase todos) eram mais novos do que eu.

 

Claro que no meio de uma série de anormais, encontrei gente porreira, sobretudo colegas de turma, e houve momentos em que me senti mal por estar a mentir a toda a gente, mas era trabalho. Os veteranos ficavam profundamente irritados por saberem que eu era um "menino do papá", cheio de terrenos, e que estava hospedado no Mira Corgo, o melhor hotel da cidade, quando muita gente estava em quartos partilhados. E acho que isso ainda lhes dava raiva para me praxarem mais.

 

No final dessa semana, na sexta-feira, dia da grande festa do caloiro, e já com a reportagem toda escrita, voltei à faculdade e contei a verdade. Assim que entrei na cantina, ouvi logo alguém a chamar-me "Oh, caloiro de 76, anda cá!". Olhei, e lá estava um grupo de veteranos que me havia praxado durante a semana. Fui ter com eles, e antes de começarem a falar, eu disse: "Eu não sou caloiro". Houve ali um misto de estupefacção com curiosidade. "Não é caloiro, como? Eu já o praxei". Saquei da minha carteira profissional de jornalista e coloquei-a em cima da mesa. "O meu nome é Ricardo Martins Pereira e sou jornalista profissional. Está aí a minha carteira que o pode comprovar". A carteira passou rapidamente de mão em mão. Uns começaram a rir-se às gargalhadas, outros ficaram muito preocupados. Um deles levantou-se de imediato e saiu, com o telemóvel na mão. Lá expliquei o que andara a fazer durante a semana, e a curiosidade instalou-se. A história passou de boca em boca e em cinco minutos tinha ao meu lado o presidente da Associação de Estudantes, o presidente da Comissão de Praxe e um representante da universidade. Todos queriam saber o que é que me tinham feito, e o que é que eu poderia escrever. Não revelei nada, e disse que teriam de ler na revista na semana seguinte. Foi o pânico geral. A história chegou ao reitor e a quase todos os alunos. 

 

Nessa noite, estava marcado o jantar do caloiro da minha turma. Como havia feito alguns amigos, resolvi ir. Fui recebido, pela maioria, como um herói. Mas muitos alunos, sobretudo os mais velhos, estavam muito preocupados, até porque alguns sabiam o que me haviam feito, e tinham assistido a muito do que eu passei. Alguns vieram pedir-me para ser brando, porque ia estar a pôr em causa o nome da UTAD. Alertaram-me para o facto de haver um grupo que me queria linchar, porque eu ia estar a destruir a reputação da universidade. Não liguei. Nesse jantar, e pela primeira vez naquela semana, fui "lá da malta" e bebi aquele copo "até ao fim". Um copo de vinho. Foi a festa.

 

Seguimos para a festa do caloiro, ao ar livre. Mantive-me sempre com o meu grupo e a coisa estava a correr bem. Até que ao fim de algum tempo senti um toque nas costas. Olhei para trás e estavam três ou quatro indivíduos, já alcoolizados, que me deram uma ordem qualquer, chamando-me caloiro. Expliquei que não era caloiro, mas eles retorquiram argumentando que já me tinham praxado, por isso, era caloiro. Mostrei-lhes a carteira profissional de jornalista e, um deles, depois de a ver, atirou-a para o meio da multidão. "Então agora prova lá que és jornalista", disse-me.

Uma das raparigas que estavam comigo foi ter com ele e disse-lhe para não me chatear, e para se ir embora. O grunho empurrou-a. A rapariga começou a barafustar com ele e o indivíduo puxou a mão atrás e aplicou-lhe um estaladão na cara que a fez cair. O namorado dela, que estava ali ao lado, veio a correr e deu-lhe um pontapé violento. Não me lembro de muito mais. Sei que começou tudo à pancada e uma rapariga puxou-me pela mão e arrastou-me dali para fora. "Vai-te embora porque senão eles ainda te matam aqui. Estão todos bêbedos".

 

Consegui escapar-me e fui para o hotel. Quando cheguei, percebi que, no meio daquela confusão toda, havia perdido a chave do meu carro, e sem ela não podia voltar a Lisboa. Pior: no dia seguinte era sábado, e a universidade estaria fechada. Temi, naquele momento, que me pudessem vandalizar o carro, já que todos sabiam qual era. Felizmente não o fizeram.

 

No dia seguinte, de manhã, quase em jeito de descarga de consciência, fui até à universidade, para tentar perceber se aquele recinto onde havia sido a festa estaria aberto. Não estava. Mas uma funcionária disse-me que o senhor que tratava da limpeza morava ali perto. Lá fui a casa do senhor. Milagre dos milagres: ele havia encontrado a chave do meu carro, e devolveu-ma (durante anos, continuava a ter lama cravada nas ranhuras, mas pronto).

 

O caso do Meco

Acho que estas histórias dão para perceber a minha opinião sobre as praxes.

A reportagem exibida hoje pela TVI, e que mostra os rituais de passagem a que os membros da comissão de praxe são sujeitos na Universidade Lusófona, falam por si. Submeter estudantes universitários a coisas destas é um retrocesso civilizacional, é um crime que deveria ser punido severamente dentro e fora das universidades.

Penso que a morte de seis miúdos é suficiente para que a praxe seja, de vez, eliminada do sistema de ensino português. É o mínimo que se exige num país que se diz moderno e europeu.

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publicado às 22:19


141 comentários

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De Fernanda a 24.01.2014 às 23:28

Caro arrumadinho,

sou totalmente a favor da praxe!

Vou já ler o seu texto mas antes de o ler tinha mesmo de vir comentar:

Para se falar, opinar, sobre um assunto penso que seja necessário pelo menos saber algo sobre o mesmo. A expressão "PRAXES" não existe!!!

É PRAXE!!!!!

obrigada
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De Marlene a 25.01.2014 às 01:37

Ai sim? Qual é explicação para isso?
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De Catarina Martins a 25.01.2014 às 14:16

A única explicação plausível que vejo para o comentário da Fernanda é básica e simples: ninguém lhe ensinou os plurais. Consultado do Dicionário Online da Porto Editora ( até escolhi uma editora responsável para dar um ar mais aprimorado ):

Praxe - nome feminino singular. Forma verbal do verbo "praxar".

Praxes - nome feminino plurar. Forma verbal do verbo "praxar"

Aquilo que aplica habitualmente, cotume; uso estabelecido, regra; execução, realização; conjuto de normas de conduta, etiqueta.

Praxe académica ( relacionado ): costumes e convenções usadas por estudantes mais velhos de uma instituição do ensino superior, de forma a permitir a integração dos mais novos no meio académico

A palavra "praxe" tem significados mais abrangentes que não se usam apenas no meio académico, como a expressão "é da praxe", que significa "é habitual". A Língua Portuguesa é a nossa Língua Mãe, e como todas as mães, merece respeito.
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De Miguel a 26.01.2014 às 17:03

Catarina e Marlene... não percam tempo com a "Fernanda"... ela esteve demasiado tempo ocupada a PRAXAR (espero que exista esta) em vez de assistir às aulas... com isto chegou a "doutora" demasiado cedo e agora está um bocadinho inchada ;)

Tenho dois filhos pequenos mas que se tudo correr bem um dia terão a sua oportunidade de se formar numa universidade (ao contrário do que aconteceu a estes 6 pobres jovens)... nessa altura cá estarei para os ajudar a lidar com essa "cambada de anormais" que se vestem de forma ridícula e exprimem a sua frustração humilhando os outros.... só espero conseguir "aguentar" os 13 anos que ainda me faltam pois depois deste triste episódio acho que vou mesmo partir um par de tibias bem antes... só para aquecer!
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De ARPires a 05.02.2014 às 09:08

Qualquer pai como o Miguel e em desespero de causa, não hesitará um segundo, em partir não uma, não as duas tíbias, mas limpar o sebo a meia dúzia de patetas, que fruto da vadiagem e cabulagem que andaram a fazer e somente por isso, adquirem uma autoridade que ninguém lhes reconhece a não ser por outros iguais, e assim fruto de muitos anos na escola, já podem humilhar os inocentes.
Às muitas Fernandas que pululam por aí, antes de praxar alguém!... melhor mesmo é empraxar com alguém e deixar os miúdos em sossego.
Não tenho dúvidas que a passar-se algo de parecido e a provar-se que a morte de um filho meu tinha sido fruto da prepotência dum pateta qualquer, como aquele de Coimbra que ao fim de vinte anos ainda anda a “estudar” e nós a pagar, só tinha mesmo um desfecho.
Trágico iria ser para exemplo de todos.
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De Fernanda a 25.01.2014 às 19:13

Qual é a explicação para não haver a palavra "jfgsaufdv"?? -.-

A PALAVRA NÃO EXISTE!

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De Anónimo a 25.01.2014 às 20:27

Talvez a mesa de se chamar Marlene e não Marlenes.... Menos arrogância por favor!
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De Maria a 25.01.2014 às 22:18

Porque é uma seita orgânica, não pode ser plural.
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De Fernanda a 24.01.2014 às 23:38

Ok, já li tudo!

Percebo aquilo que passou e tendo isso em conta entendo a sua opinião relativamente à praxe.

No entanto, deixe me esclarecer-lhe que a praxe não é nada daquilo que o senhor passou. A praxe é capaz de nos proporcionar os melhor momentos da nossa vida, claro, se for feita com bons praxantes!! No entanto, para mim, as pessoas que descreve não são praxantes mas sim uns verdadeiros anormais!!!

Já fui praxada, praxei, mudei de curso e voltei a ser praxada! Não trocava a praxe que vivi por nada!
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De O Arrumadinho a 24.01.2014 às 23:50

Olá Fernanda. Não se pode dizer que o que eu passei "não é praxe". O que eu passei é aquilo que muita gente passa enquanto houver praxe. Porque o facto de existir praxe permite este tipo de comportamentos. Quem é a favor pode argumentar o que quiser a favor da adaptação, da ambientarão, da inclusão, tudo muito lindo. Mas para haver isso também terá de haver, necessariamente, o outro lado, o da violência e da estupidez, o da humilhação e escravidão. E se é para existirem as duas coisas, então, prefiro que não exista nenhuma. Há mil e uma formas de ambientar os caloiros sem ser através da praxe.
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De Sara a 25.01.2014 às 00:23

O que o Ricardo passou é aquilo a que erronamente tem sido atribuido o nome de praxe, quando na verdade, não tem nada a ver com o verdadeiro sentido da praxe, o que é ser praxado, o que é praxar, e o que é a praxe.

O problema é mesmo esse. O sentido de praxe está cada vez mais perdido e o nome "praxe" tronou-se um bode espiatório que agora qualquer um usa como defesa para as barbaridades a que quer sujeitar os outros.


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De filipa santos a 25.01.2014 às 11:14

Olá Ricardo! Concordo consigo a 100%, detesto praxes e não sou minimamente flexível sobre esse assunto uma vez que 90% das praxes são como descreve e muito pior.... Vou dar-lhe o exemplo das escolas agrárias: tomar banho na fossa da escola, tomar banho com criolina, rastejar na bosta de vaca...entre outras coisas! E não venham dizer que a maioria das praxes não é assim e que serve para integração porque eu só fui praxada 2 dias, porque não tenho feitio para ser enxovalhada, e durante todo o curso estive sempre integrada, nunca precisei dessas tretas. Ah e já passei por 2 universidades e sobre as duas tenho a mesma opinião.
Beijinho
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De Catarina Martins a 25.01.2014 às 14:32

Podem dizer que o que o Ricardo passou não é praxe; podem chamar-lhe os nomes que quiserem. Podem chamar-lhes praxes abusivas, pónei às riscas e até lhes podem chamar TV LCD a cores. Pouco importa. O que importa é que são feitas por pessoas que lhes dão o nome de praxe, fazem-no em nome da praxe e da tradição académica. Por isso, são praxes. Eu não passei por nada disso; cheguei à FLUL com uns anitos a mais do que a maioria dos veteranos e farda do Exército, porque saí das minhas funções no quartel para ir à faculdade tratar do estatuto de trabalhador/estudante, e quando me aproximei dos caloiros, um dos veteranos que andava alegremente a puxar as trelas dos incautos "frescos" perguntou-me "És caloira?" A resposta que levou foi: "Sou caloira, e a partir de agora cada vez que me dirigir a palavra não me trata por tu que você não andou comigo na escola." Ninguém me praxou. Ninguém teve, desculpem a expressão, tomates para isso. Porque na verdade os palhaços que abusam das praxes não passam de rufias que à primeira bofetada chamam pela mãe. Perdi integração e companheirismo? Talvez. Arrependo-me? Nem por sombras. Não preciso de me integrar e muito menos conhecer pessoas que precisam de humilhar os outros para sentir um leve sabor de poder. Poderão dizer-me que passei por pior na tropa? Não passei. E lá, efectivamente, estavam a preparar-me para coisas bem mais complicadas ( que felizmente nunca vivi ) do que tirar um canudo. Cresçam e tornem-se gente, e lembrem-se sempre: um homem mede-se não pela forma como trata os seus iguais ou os seus superiores, mas sim como trata os seus inferiores.
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De Vasco a 25.01.2014 às 19:30

"O que eu passei é aquilo que muita gente passa enquanto houver praxe. Porque o facto de existir praxe permite este tipo de comportamentos."

Então, façamos esse pensamento para tudo, a ver se tem lógica:

Fui violado por um padre - acabemos com a Igreja porque o facto dela existir é que permite haver padres.

Fui mal tratado no SNS - acabemos com o SNS porque é por ele existir que é possível haver estas situações.

Um jornal publicou um notícia falsa - acabemos com os jornais todos porque é a sua existência que permite isto acontecer.

Já chega? Ou o sr . Arrumadinho quer mais?

Deixemos duma vez a demagogia de tentar fazer passar a imagem de que a praxe, a verdadeira, tem alguma coisa a ver com isto, ou com o que passou.

Você passou na verdade por tudo aquilo que é atentatório à verdadeira praxe. Não frequentou sequer nenhuma das verdadeiras academias cuja praxe é secular e não tem nada a ver com essas invenções contemporâneas, desviantes, e que são as verdadeiras culpadas dos eventos mais recentes.

E a tragédia no Meco, não tem mesmo nada a ver com A PRAXE. Deixe de a insultar comparando-a a isto, a esta vergonha, a este atropelo de tudo que ela significa. Tudo aquilo que estes jovens e aquela Universidade faz nesse campo é tão vergonhoso que a Praxe devia ter direitos de autor só para os poder processar.

E com ela, mil outras. E sabe porquê? Porque se disseminou, porque cresceu sem controlo e porque cada um se arrogou fazer o que quis , sem entender a génese da Praxe, e resultou numa pseudo-autonomia que nenhum verdadeiro praxista pode reconhecer.

Quer discutir a relevância da Praxe? Força. Quer pegar nos eventos recentes para ser mais um a tentar destrui-la? Não tem cabimento. É que não tem mesmo.

E sendo jornalista, o rigor devia ser um dos predicados no que diz. Informe-se sobre o que é a Praxe. Mas vá aos sítios certos.

Porque nos anos de vida que tem, nota-se, ainda não esteve em nenhum.

Cumprimentos.
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De Anónimo a 26.01.2014 às 00:45

Ahahah!!!Fui estudante onde existe tradição secular, sabe que mais, é exatamente a mesma merda,abusos,violência física e psicológica, uma cambada de miúdos a fingir que são graúdos!! Qual tradição qual quê? Informe-se!
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De Rui Pinto a 31.01.2014 às 11:32

Apoiado. A resposta mais acertada neste blog.
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De stantans a 25.01.2014 às 01:20

engraçado que o que o Arrumadinho viveu na praxe foi exactamente o que eu vi na minha faculdade, no único dia em que fui à praxe e jurei para nunca mais. acho toda essa tradição absolutamente ridícula.
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De Anónimo a 26.01.2014 às 00:36

Os melhores momentos da sua vida??? O que é que fizeram?
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De AR a 24.01.2014 às 23:50

Sabes... também foste meu "padrinho" no ISCSP, pagaste-me o sapato que me tiraram e dois ou três almoços de sandes e sumo de palhinha. Ainda guardo a placa cartonada com a tua assinatura e com os carimbos que atestavam as minhas idas diárias à praxe. :)
Gosto de te ler.
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De O Arrumadinho a 24.01.2014 às 23:53

Olá AR. Peço desculpa por não me recordar de ti. Se quiseres, refresca-me a memória. :) Pode ser por mail, se preferires. Beijinhos
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De Sofia a 25.01.2014 às 00:00

Ricardo, entendo perfeitamente que tem todos os motivos e mais alguns para ser contra a praxe, assim como muitos jovens neste pais que passaram pelas tais pseudo-praxes. A verdade é que muito daquilo que fazem, sob o nome de praxe, NÃO é praxe. Aquilo que descreveu não é praxe. Não tenho nada contra pessoal que é anti-praxe, só me irrita não conseguir ter uma discussão com nenhum deles e mostrar o meu ponto de vista, mostrar que há quem passe por uma praxe, enquanto rito de iniciação, divertida, tranquila.

Quando eu própria entrei na faculdade, na UC, estava muito desconfiada e de pé atrás com a praxe. Não estava minimamente disposta a ser insultada, a ser sujada e a ter a minha vida posta em risco em prol da diversão de alguns. Mas decidi experimentar. E acabei por gostar. Se calhar tive sorte, calhei com um grupo porreiro. Tudo o que fiz, durante as minhas praxes, foram passeios e visitas guiadas pela cidade, aprendi as músicas/gritos de praxe, faziamos jogos, caças ao tesouro pela alta de Coimbra através de enigmas, jantares com o grupo que me praxava e as outras caloiras, etc etc. Além disso, as "doutoras" ensinaram-nas onde eram as salas de aulas, onde encontrar apontamentos, deram-nas dicas sobre as cadeiras/professores... Tentaram presuadir-me a beber mas assim que disse que não bebia de todo, não me chatearam mais, nem em praxe, nem nos jantares. Mais tarde praxei também e as praxes foram sempre nestes moldes, inclusive, até incluimos sempre uma atividade por ano de voluntariado a favor de alguma associação (ou de animais, ou de crianças, idosos...) Muitas outras pessoas na UC com quem falo, relatam experiências parecidas com as minhas.

Sempre que tento falar com um anti-praxe e dizer-lhe que há sitios onde as praxes são boas, correspondem à verdadeira essência da praxe, levo com a típica resposta que sofri lavagem cerebral na praxe, que gostei de ser humilhada, etc etc. Não conseguem admitir a possibilidade de haver praxes saudáveis, logo à partida, impossibilitam qualquer discussão possível...
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De Mel a 25.01.2014 às 19:27

Isso foi a minha praxe, na mesma Universidade.
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De whyfutilities a 27.01.2014 às 09:01

Concordo! Fui praxada na UC...e nunca tive queixas. Nem tenho.
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De ana a 25.01.2014 às 00:00

entrei em direito na uminho e na altura fui praxada. Confesso q as x detestava ouvi-los gritar lol mas as nossas praxes nunca foram humilhantes. Cantavamos, jogavamos jogos. Nunca em momento algum fui forçada a fazer o que quer que fosse, muito menos tiveram atitudes que pusessem em causa a minha dignidade. Conheci pessoas mais velhas com a praxe que foram importantes no. Meu percurso curricular. Fiz verdadeiros amigos. Não posso dizer que a minha praxe tenha sido má. Ainda assim, não praxei :)
Beijinhos
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De Ana P. a 25.01.2014 às 00:02

Olá Ricardo,
sou leitora assídua, não tendo, no entanto, nunca comentado. Percebo a sua opinião tendo em conta aquilo por que passou e tenho consciência da Praxe errada que se pratica em muitos locais. Não tecendo qualquer comentário sobre o caso do Meco em si, apenas lamento é que os profissionais que falam sobre o assunto, quer nos jornais, quer na televisão, enfiem tudo no mesmo saco. Sou aluna da Lusófona e o curso em que estou, tal como outros, não faz parte da COPA, tendo por isso a sua própria comissão. Assim sendo, posso dizer-lhe uma coisa, nem toda a Praxe da Lusófona é assim, e é uma pena que se generalize...

Continue com os seus textos maravilhosos!
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De Marta a 25.01.2014 às 00:03

No meu ano de Caloira, em 2001 na Universidade Lusíada, fui humilhada por uma besta, intitulada de Dr Veterano, por lhe dizer que tinha dado um erro de ortografia... Fui tão humilhada que esse anormal foi chamada atenção e proibido de praxar.
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De Sofia a 25.01.2014 às 00:06

Eu já fui praxada (UCP Porto) e posso garantir que nunca me senti humilhada. É óbvio que me chamaram muitas vezes "besta" e "burra de m****" mas nunca encarei esses insultos como um ataque pessoal. Eu era só mais uma caloira. Dentro da praxe, eram feitas as actividades que já toda a gente ouviu falar, mas sem nunca esquecer o mínimo exigível de dignidade da pessoa humana. Fora da praxe, as pessoas que normalmente víamos vestidas de preto, estavam ao nosso lado nas aulas e davam-nos conselhos, apontamentos, relatos de experiências da vida académica. O único ano que estive na UCP foi memorável e é onde se pratica a tão afamada praxe de "integração" e não de "humilhação". Afirmo e confirmo.
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De Joana a 25.01.2014 às 01:35

Que bom, fico muito feliz! Também fui muito praxada e praxei muito na ucp Porto e fiz muitos amigos, e fui muitoooo feliz :)
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De Anónimo a 25.01.2014 às 10:16

"É óbvio que me chamaram muitas vezes "besta" e "burra de m****" mas nunca encarei esses insultos como um ataque pessoal."
É óbvio? E não foi humilhada?
Depois não digam que a praxe não é uma lavagem cerebral.
Quero ver se quando tiver um emprego e o seu patrão a chamar de besta, se aceita isso. Se encara como "ah sou só mais uma empregada". Não admira que Portugal seja um país de murchos. Triste.
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De Sofia a 25.01.2014 às 13:16

Não vamos confundir contextos e situações... Nunca ouvi um doutor ou veterano ou fosse quem fosse a chamar "filho da p***" ou a gozar em particular com alguém. A praxe em que eu participei era uma brincadeira e nunca fui alvo de ataques pessoais, ou seja, insultos directamente relacionados COMIGO. Todos os caloiros ouviam coisas dessas mas faz parte. Acredite que a praxe me fez ganhar estofo para certas situações da vida... E também pode acreditar que os meus colegas e eu não somos paus mandados nem marionetas. Contextos, meu caro, contextos
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De Anónimo a 25.01.2014 às 15:50

Quando os seus amigos num jogo de futebol ou numa brincadeira lhe chamam besta também leva muito a sério. É coisa para se sentir muito humilhado.
Claro que na praxe os doutores não são "amigos", mas o facto de chamarem besta aos caloiros não quer dizer que os considerem bestas. Não sabem o nome deles, então como caloiros tem a condição de besta. Isto de dar nomes aos "mais novos" não existe só na praxe académica. Em qualquer grupo, seja do que for, os mais novos tem nomes que não são o seu do BI, mas que o identificam como sendo o mais novo. Como sendo "caloiro" de determinado grupo.
Admitindo que Besta não é um nome simpático de se chamar a alguém, acho que ficar ofendido por nos chamarem Besta, quando chamam a outras 200 pessoas Besta, sem distinção, é um bocado parvo.
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De Adriana a 25.01.2014 às 15:53

Caro senhor ou senhora, essas denominações não são consideradas ofensivas uma vez que são ditas como uma brincadeira.. Muitas vezes apanhei professores que nos diziam coisas piores! Nunca liguei ou levei a peito.. Até me ria! Aprendi a não me deixar submeter a pressões.. E na minha universidade a praxe nunca foi obrigatória e existiram muitas praxes solidárias, mas infelizmente, neste país o que é feito de bom, raramente é falado, mas se pesquisar por praxes solidárias certamente encontrará muita coisa.
Gostaria de salientar que as praxes em Portugal variam de local para local e, infelizmente, há locais onde as praxes não são controladas e por isso vem-se descobrindo coisas más... mas coisas que não acontece só com a praxe, mas sim devido a haver muitos jovens que gostam de fazer bulling . Mesmo se não houvesse mais praxe essas pessoas continuariam a existir e a praticar bulling , até porque também há casos destes sem ser na universidade! Não confunda inresponsabilidade de alguns jovens com o verdadeiro significado da praxe! Deveriamos lutar por uma praxe com valores morais e com o verdadeiro propósito que é o de integração e não tentar acabar com elas todas, porque existe realmente a PRAXE que muita gente fala e que infelizmente alguns não tiveram acesso à sua verdadeira forma (o que é uma pena, pois realmente nos ajuda a tornar melhores pessoas e a respeitar o próximo).
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De Patrícia a 25.01.2014 às 17:17

Olhe, o seu patrão nunca lhe deve ter chamado nada... porque eu passei um ano e meio disso com o meu patrão e tive de baixar as orelhinhas... tenho que comer no final do mês e sabe como é, patrão é patrão.
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De Anónimo a 25.01.2014 às 19:13

LOL! A sério? Está a comparar meia dúzia de putos a chamarem nomes a um colectivo de caloiros que (em princípio) todos estão a levar a atividade numa brincadeira com um chefe (na nossa vida profissional) chamar-nos "bestas" ? LOL. Isso tem muita graça... porque não tem nada a ver. Sempre me ensinaram a separar águas, felizmente, sei faze-lo ;)

Eu não me senti minimamente ofendida, e olhe, que gosto pouco que duvidem das minhas capacidades ;)

esta gente é toda muito séria... precisam de jogar mais vezes ao carnaval... velhos... espero não chegar à vossa idade a pensar dessa maneira. Não sei quem é que são os mansos aqui, sinceramente. Se é uma pessoa que se divertiu numa praxe se outra que é completamente contra porque coitadinhos dos meninos que não se pode dizer nada, e já estão a humilhar porque simplesmente não entram na brincadeira... se não gostam de brincadeiras, pronto, não aceitem a praxe, mas não englobem como "murchos" só porque gostamos de nos divertir durante umas horas. lol gostei muito de ser praxada, e por mim, voltava a ser caloira. adoro ser submissa, sabe como é... ;)))) sou uma mansinha!
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De prd a 25.01.2014 às 18:27

engraçado... chamar besta e burra de m.... é bom para.... como é que se diz?... ah, integração. Digamos que ficamos mais integrados... na estupidez.
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De Anónimo a 26.01.2014 às 00:35

Realmente, ser chamada de besta e burra de m**** é uma emoção, um objectivo de vida! Fico parva com tanta gente otária na minha geração...
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De Sofia a 26.01.2014 às 10:52

Só quem foi praxado verdadeiramente é que percebe o que eu estou a querer dizer. Tenho pena que não saiba levar a vida um bocadinho menos a sério. Mas pronto, cada um é feliz à sua maneira
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De Anónimo a 25.01.2014 às 00:08

Sou estudante universitária e tal como o Arrumadinho já mudei de cidade, de curso e de universidade uma vez. Subti-me 2 anos seguidos a praxe. Sei que me faltam ainda alguns anos pela frente e muito para aprender, porém não posso deixar de dar a minha sincera opinião. Nas diferentes instituições por onde passei constatei episódios de praxe muito útil para ajudar na integração de estudantes deslocados, na vida académica e nas cidades que os recebe. Mas também tive oportunidade de presenciar alguns acontecimentos de praxe algo reprováveis.
Em relação ao que aconteceu no Meco, é evidente que os estudantes não preveram o fim que tiveram, mas não concordo com o facto que toda a gente julgue e opine sobre o que não conhecem.
Sou a favor da praxe, porém contra a praxe levada ao limite do razoável.
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De Sandra a 25.01.2014 às 00:10

Na vou dizer que concordo como sempre, porque já discordei de algumas opiniões suas. No entanto considero-o uma pessoa extremamente inteligente e partilho da opinião relativamente à praxe. Também fui praxada e ainda que tenha passado por algumas brincadeiras com as quais até me diverti, a maior parte das situações a que fui submetida não me proporcionaram qualquer tipo de divertimento ou satisfação. E houve mesmo situações às quais me recusei a participar. Não considero a praxe um ritual de integração, se o é, são mínimas as que visam esse fim e muitas mais as que diminuem, humilham os alunos recém chegados e colocam à parte os que não se querem submeter. Em minha opinião são completamente dispensáveis. Certamente se encontrariam melhores formas de saudar e integrar os alunos recém chegados.
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De Defensora a 26.01.2014 às 16:12

Boa tarde! Fui praxada na universidade de Aveiro e na universidade de trás os montes e alto Douro em épocas diferentes da minha vida e de todas elas tenho a dizer bem. Em Aveiro sempre fizemos jogos e pudemos conhecer muitas pessoas que me ajudaram durante o meu percurso académico. Em Vila Real as praxes eram mais frequentes, cansativas até, mas nunca ultrapassaram limites e permitiram que eu e todos os meus restantes colegas formassemos uma amizade sólida e baseada em confiança adquirida nas praxes. Portanto da minha experiência só tenho a dizer bem. Claro que sei que nalguns cursos e em determinados locais o mesmo não acontece. Têm que ser criadas regras formais e tem que ser realizado um controlo regular para que não hajam excessos de quem se quer satisfazer com a infelicidade dos caloiros...

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